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terça-feira, novembro 13, 2012

GLOBO DEFINE: GP DOS EUA PASSARÁ AO VIVO, MAS SÓ NO SPORTV

http://tazio.uol.com.br/f1/globo-encerra-dilema-e-anuncia-que-nao-vai-transmitir-gp-dos-eua


Horário da penúltima prova da temporada coincide com cinco jogos da 36ª rodada do Brasileirão, que pode definir rebaixamento do Palmeiras

Bruno Ferreira, Leonardo Felix e Lucas Berredo, de São Paulo

 13/11/2012


Circuito das Américas, em Austin (Foto: Cota/Divulgação)Circuito das Américas, em Austin (Foto: Cota/Divulgação)
Apesar de ter os direitos de transmissão, a Globo não irá exibir neste domingo o GP dos Estados Unidos, penúltima etapa do Mundial de F1, em rede aberta. No entanto, para não deixar de passar o treino classificatório e a prova ao vivo, a emissora decidiu transferir as duas sessões para seu canal de esportes por assinatura, o SporTV.
A informação foi confirmada pelo editor e comentarista do canal, Rodrigo Mattar, em seu perfil no Twitter. “A quem interessar possa: treino oficial de sábado e GP dos Estados Unidos de F1 serão ao vivo no SporTV”, escreveu.
A corrida, que será disputada às 17h do próximo domingo, no horário de verão de Brasília (a classificação será às 16h de sábado), coincide com cinco jogos da 36ª e antepenúltima rodada do Brasileirão, priorizada pela emissora carioca.
De acordo com a tabela da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), três partidas transmitidas em canal aberto neste horário: Palmeiras x Flamengo, que se enfrentam em Volta Redonda, no Rio de Janeiro; Fluminense x Cruzeiro, no Engenhão; e Bahia x Ponte Preta, em Salvador.
A primeira delas pode consolidar o rebaixamento do Palmeiras para a Série B do Brasileiro – o mote principal do campeonato após o Fluminense se sagrar campeão com três rodadas de antecedência no último domingo, em jogo contra o próprio clube de São Paulo, em Barueri. Na Bahia, o clube homônimo também luta para escapar da queda para a Segundona.
Sediado no recém-inaugurado circuito das Américas, em Austin, o GP dos Estados Unidos, por sua vez, pode marcar o tricampeonato mundial de Sebastian Vettel. Para garantir o título, o alemão, que tem 10 pontos de vantagem para Fernando Alonso, precisa vencer e torcer para o rival chegar, no máximo, em quinto. A corrida também marca o retorno da F1 ao país após um hiato de cinco anos.
Não há informações oficiais sobre alguma cláusula no contrato com a FOM (Formula One Management) que obrigue a Globo a transmitir as provas de F1 ao vivo, mas segundo o Tazio apurou, a emissora vem enfrentando dificuldades para convencer Bernie Ecclestone sobre a situação.
A informação ainda não está confirmada na grade de programação de nenhum dos canais. Procurada peloTazio nesta terça-feira, a assessoria da emissora prometeu atualizá-la até as 21h desta terça-feira.
Esta não é a primeira vez que a Globo deixa de transmitir ao vivo as etapas da F1 nos últimos anos. Em 2005, flashes do GP dos Estados Unidos, em Indianápolis, foram exibidos durante a partida entre Brasil e México, válido pela primeira fase da Copa das Confederações. Dois anos depois, a emissora preteriu o GP da Espanha, vencido por Felipe Massa, para transmitir a visita do papa Bento 16 ao Brasil.
Já no GP do Canadá de 2011, a forte chuva que provocou uma paralisação de mais de duas horas fez com que o canal interrompesse a transmissão para se voltar ao Campeonato Brasileiro, deixando a corrida ao vivo na íntegra somente para um estado.

sexta-feira, dezembro 24, 2010

Red Bull caçoa de Massa e da Ferrari em seu cartão de Natal

A Red Bull sempre foi a equipe mais bem-humorada da Fórmula, por suas iniciativas fora das pistas, como no caso do “Red Bulletin”, uma revista distribuída a cada GP, sempre com o humor ditando as ações.

Neste Natal, o espírito da escuderia não poderia ser diferente. E, com um toque de ironia. O time caçoou da Ferrari para desejar boas festas e relembrou o incidente do GP da Alemanha, quando Massa foi obrigado a Fernando Alonso passar: “Fernando é mais rápido do que você”. Lembra-se da frase, no rádio do brasileiro? Então veja agora o cartão reproduzido pelo site F1SA:

“O Papai Noel é mais rápido do que você… Por favor, confirme se você entendeu esta mensagem!”

terça-feira, maio 18, 2010

Saiba qual é a semelhança entre Webber, Mansell e Barrichello

Assim como Barrichello e Mansell, Webber demorou para vencer primeira corrida e agora disputa título mundial Foto: AFP

Claudio Ferreira

Antes de começar a temporada 2010 de Fórmula 1, pelo menos seis pilotos eram apontados como favoritos ao título: Michael Schumacher, Fernando Alonso, Jenson Button, Lewis Hamilton, Felipe Massa e Sebastian Vettel. Porém, muito pouco se falava do australiano Mark Webber, que agora lidera o campeonato com 78 pontos, duas vitórias e duas pole positions.

Curiosamente, o Webber é o piloto que mais tempo demorou - entre os vencedores - a ganhar uma corrida na história da categoria. Somente após 130 Grandes Prêmios e oito temporadas o australiano conquistou uma vitória. O triunfo inicial ocorreu no GP da Alemanha, em Nürburgring, no dia 12 de julho do ano passado.

Webber segue os passos de outros pilotos que também demoraram a ganhar uma corrida, mas acabaram disputando o título mundial da temporada. São os casos de Rubens Barrichello, Jenson Button, Nigel Mansell, Mika Hakkinen e Eddie Irvine.

Até Webber vencer a primeira corrida, Barrichello era o detentor do "jejum de vitórias". O brasileiro conquistou seu triunfo após 124 provas na categoria, no GP da Alemanha, no dia 30 de junho de 2000, na sua oitava temporada, a primeira com a Ferrari.

A vitória de Barrichello ocorreu em uma confusa prova em que largou em 18º, com chuva e até pista invadida por um manifestante.

Depois de ganhar a primeira corrida, Rubinho conquistou mais dez vitórias e dois vice-campeonatos (2002 e 2004), além de ter 14 poles na carreira. O principal momento dele foi em 2009, quando disputou o título até a penúltima etapa. O brasileiro terminou em terceiro na classificação do Mundial de Pilotos.

A temporada do ano passado foi conquistada pelo seu então companheiro de Brawn GP, Jenson Button, outro que também demorou a vencer a primeira corrida. O inglês conquistou uma vitória no GP Hungria, em Hungaroring, em 2006 - na sua sétima temporada, depois de 113 provas. Button já venceu nove vezes, fez sete poles e está em quarto lugar na atual temporada.

O também inglês e considerado um dos mais talentosos pilotos da história do automobilismo, Nigel Mansell, também passou por um tabu de vitórias. Ele só terminou em primeiro lugar uma prova no GP da Europa, em Brands Hatch, depois de 72 corridas na carreira, na oitava temporada. O britânico foi campeão somente em 1992, após três vice-campeonatos.

Mansell encerrou a carreira em 1995, com 31 vitórias, 32 poles, 30 melhores voltas e 59 pódios. Em número, o inglês está entre os dez maiores da história da F1 em todas as estatísticas da categoria.

Entre os pilotos que enfrentaram jejuns de vitórias, quem teve um dos melhores desempenhos foi o finlandês Mika Hakkinen. Em 1997, o nórdico venceu o GP da Europa, em Jerez de La Fronteira, após 96 corridas e sete temporadas. Após o triunfo, o desempenho de Hakkinen foi surpreendente: conquistou os dois títulos mundiais seguintes e foi vice em 2000.

Além disso, o bicampeão faturou 20 vitórias, 26 poles, 25 melhores voltas e 51 pódios, sempre com a McLaren. Mesmo não sendo considerado por muitos especialistas um grande talento do automobilismo, os números do finlandês o colocam sempre entre os 12 maiores da história em todas as estatísticas.

Com uma carreira bem mais modesta, o irlandês Eddie Irvine disputou o título mundial com Hakkinen em 1999, mas foi vice. Naquela temporada, o britânico ficou incumbido de levar a Ferrari à conquista do campeonato após seu companheiro, o então líder Michael Schumacher, sofrer um acidente na oitava etapa, que o tirou de seis provas.

Irvine venceu pela primeira vez naquele ano, no GP da Austrália, em Melbourne, após disputar 81 corridas e sete temporadas. Encerrou a carreira em 2002, com apenas cinco vitórias, 26 pódios, uma melhor volta e nenhuma pole position.

Confira os dez que mais demoraram para vencer um GP na F1:

1. Mark Webber - 130 GPs
2. Rubens Barrichello - 124 GPs
3. Jarno Trulli - 117 GPs
4. Jenson Button - 113 GPs
5. Giancarlo Fisichella - 110 GPs
6. Mika Hakkinen - 96 GPs
7. Thierry Boutsen - 95 GPs
8. Jean Alesi - 91 GPs
9. Eddie Irvine - 81 GPs
10. Nigel Mansell - 72 GPs

segunda-feira, maio 10, 2010

Ferrari como estilo de vida

INTERNATIONAL HERALD TRIBUNE



Para mim, a Ferrari é o elemento mais importante da minha vida", diz Luca Cordero di Montezemolo, 61, presidente da Ferrari (centro)

Luca Cordero di Montezemolo, 61, é presidente da Ferrari desde 1991, e supervisiona tanto a fabricação dos carros esportivos quanto a equipe de corrida. Sua primeira tarefa na equipe começou em 1973 quando foi contratado como assistente do fundador, Enzo Ferrari, antes de se transformar em gerente da equipe no ano seguinte. Ele também se envolveu com o futebol e o iatismo. Foi presidente da Fiat de 2004 até deixar o cargo há duas semanas. Ele também está à frente da associação da indústria italiana Cofindustria. Montezemolo conversou com Brad Spurgeon do International Herald Tribune em seu escritório na Ferrari, em Maranello, Itália.

IHT: O que a Ferraria significa para você pessoalmente?
Montezemolo: Para mim, a Ferrari é o elemento mais importante da minha vida, porque eu entrei para a companhia quando tinha 24 anos de idade. Saí direto da Universidade de Columbia em Nova York e fui para Maranello para ser o assistente de Enzo Ferrari em 1973.

Espero que aqui em Maranello você tenha percebido algo que para mim é muito importante nessa companhia: a qualidade de vida na fábrica, o processo tecnológico, tudo é muito voltado para um pensamento no futuro –isso é crucial– e ao mesmo tempo mantemos uma forte ligação com nossa tradição, com nossa herança, com nossa história. É crucial porque sempre que você vê um carro nos Champs-Elysees ou em Toronto, mesmo sem o emblema da marca, você reconhece que é uma Ferrari.

IHT: Como as coisas mudaram desde que você começou na Ferrari?
Montezemolo: Basicamente, o que aconteceu na Ferrari também aconteceu no mundo e com as fabricantes de carros em geral. Quando voltei para a Ferrari, tive duas reações. Primeiro me senti à vontade porque reencontrei muitas pessoas com que eu havia trabalhado nos anos 70, então me senti em casa. Por outro lado, houve um salto incrível na Fórmula 1 dos anos 70 até os 90 –também no carro de rua, mas principalmente na Fórmula 1– e minha primeira questão foi: por que nós não tínhamos ganhado nenhum título nos últimos 20 anos? E a resposta que dei a mim mesmo foi que os anos 80 giraram em torno da aerodinâmica e os engenheiros vieram da Aeronáutica, e não dos carros de rua. E nosso know-how estava baseado na engenharia mecânica. O começo dos anos 90 girou em torno da eletrônica. Então fomos os primeiros a introduzir na Fórmula 1 a transmissão automática com “paddle shift” e a transferi-la para os carros de rua.

A outra grande diferença foi que em 1996 eu decidi renovar completamente a disposição da fábrica, com dois objetivos: um era melhorar a qualidade de vida para nossos funcionários, que produzem mais de 6.000 carros por ano, e também para melhorar a qualidade do produto. E acabamos ganhando um prêmio como a melhor companhia para trabalhar na Europa, entre todas as melhores companhias europeias.

IHT: Aquela foi a época de Jean Todt como diretor da equipe mais bem sucedida da história, com o piloto Michael Schumacher e muitos grandes diretores que hoje não estão mais na Ferrari. Como está sendo essa transição?
Montezemolo: Em 1992, quando tentei entender por que não havíamos ganhado nada em 20 anos, o que eu fiz foi: eu disse que precisávamos de uma pessoa que pudesse ser número 1, sem ser um engenheiro. A mesma decisão que a Ferrari tomou comigo nos anos 70: eu não era um técnico, mas um organizador e administrador. Segundo, escolher três ou quatro pessoas com uma competência muito específica e conhecimento de aerodinâmica, eletrônica, etc. Terceiro, encontrar os melhores jovens e deixá-los crescer num programa de três ou quatro anos. Escolhi um que não era italiano, Jean Todt, e fui criticado. Eu disse a Todt: “Você tem seis meses para voltar aqui e me dizer quem são os melhores, e eu quero pelo menos três pessoas que venham de fora, trazendo experiência”. A ideia era para ser como no futebol: quando Maradona treina com outros jogadores, os jovens podem aprender bastante com ele. Então eu disse que se pudéssemos encontrar três ou quatro pessoas que eram as melhores em suas áreas, isso seria bom para os jovens. E foi crucial para hoje. Agora eu tenho uma equipe totalmente nova, mas 99% das pessoas de hoje eram número 2 ou 3 naquela época.

IHT: Qual é sua visão de longo termo para o programa do carro de rua?
Montezemolo: Muito positiva. No GT, lançamos esses novos carros chamados California. Então no GT nós temos uma visão muito clara em termos de produtos, tecnologia, mercados. Em meados dos anos 90, os EUA eram de longe o maior mercado para a Ferrari, junto com a Alemanha e a Itália. Isso respondia por 60%. Hoje, nós vendemos cerca de 300 carros na China, vendemos muitos no Oriente e no Oriente Médio. Os Estados Unidos continuam sendo nosso maior mercado, mas temos uma presença bem maior no resto do mundo. Abriremos na Índia dentro de alguns anos; este pode ser um bom mercado no futuro, mas decidimos não abrir ainda. Meu programa é manter a exclusividade, mas aumentar o volume por causa dos novos mercados. Aumentaremos o volume total graças à China, a Abu Dhabi, ao Brasil, à Índia. Em segundo, estamos aumentando drasticamente o que eu chamo de serviços, ou seja, as marcas, a internet –temos uma presença enorme na internet– e uma renda de 50 milhões de euros apenas usando a marca, com licenciamentos, merchandising, e-commerce e vendas, com 40 lojas em todo o mundo vendendo mercadorias. A mais bem-sucedida no momento fica em Macao.

IHT: E o futuro da Fórmula 1?
Montezemolo: O futuro da Fórmula 1 para nós significa três coisas: tecnologia avançada, sem ela não há motivo para correr; regras estáveis, ou então não mudar as regras a cada seis meses; e a possibilidade de manter a característica da Fórmula 1, em outras palavras, não ter o mesmo carro para todos, não ter o mesmo motor para todos. Os custos são cruciais, mas podemos fazer carros mais baratos enquanto mantemos ao extremo as características da Fórmula 1. E, além disso, os custos são muito importantes: você precisa cortar os custos. Mas você tem que aumentar o lucro. E acho que isso é muito importante. Para mim, a Fórmula 1 faz parte da vida da Ferrari, nós estamos nela desde 1950. Mas precisamos manter, e se for possível, aumentar o apelo e as características da Fórmula 1.

sexta-feira, dezembro 11, 2009

FIA confirma mudança e os dez primeiros vão pontuar em 2010

Do UOL Esporte
Em São Paulo


A FIA confirmou em reunião nesta sexta-feira que o sistema de pontos para a temporada do ano que vem sofrerá uma mudança a fim de se adaptar ao aumento no número de pilotos no grid. De acordo com a proposta aprovada pelo Conselho Mundial da categoria, os dez primeiros colocados vão pontuar.

Até então, apenas os oito primeiros somavam pontos. “Devido ao aumento do número de carros no grid para 13 equipes, e de acordo com a recomendação da comissão da Fórmula 1, um novo sistema de pontos será instaurado para a temporada de 2010”, informou a FIA em comunicado oficial.

A mudança aprovada nesta sexta-feira foi proposta para expandir a zona de pontuação às novas equipes, já que o grid terá 26 carros, o maior número desde 1995. Se na última temporada o vencedor levava 10 pontos e o oitavo colocado um, agora quem ganhar provas vai somar 25 pontos, com bônus até para o décimo lugar.

O novo sistema vai ter a seguinte ordem de pontuação: 25-20-15-10-8-6-5-3-2-1. Esta é a primeira alteração no sistema de pontos desde que o atual entrou em vigor, em 2003. Antes da última temporada, a FIA chegou a acenar com o quadro de medalhas para a Fórmula 1, proposta que foi rechaçada pelas equipes.

A proposta foi apresentada durante a reunião da Comissão da Fórmula 1 na quinta-feira, com a presença do novo presidente da FIA, Jean Todt, presidida por Bernie Ecclestone, a primeira desde a assinatura do Pacto da Concórdia entre a FIA e as equipes.

Na reunião também foi decidido que a equipe Brawn poderá trocar seu nome para Mercedes, e receberá os pagamentos referentes aos resultados históricos obtidos em 2009. A Comissão também propôs ao Grupo de Trabalho Desportivo que busque novas fórmulas para melhorar o espetáculo em 2010.

Entre as propostas levadas à reunião do Conselho Mundial nesta sexta, também foi aprovada a mudança no calendário de 2010 que recoloca o GP de Abu Dhabi como o último da temporada, assim como aconteceu neste ano, deixando o GP do Brasil como penúltima prova.

Abu Dhabi 'rouba' prova final da temporada 2010 da F-1 de Interlagos

Das agências internacionais
Em Londres (ING)

O circuito Yas Marina, em Abu Dhabi, receberá a última prova da temporada 2010 da Fórmula 1. A decisão foi tomada nesta sexta-feira pela FIA, que alterou o calendário para a competição no ano que vem. Assim, Interlagos deixa de ser a corrida que encerra a temporada. O GP do Brasil está marcado para o dia 7 de novembro, enquanto a prova dos Emirados Árabes Unidos acontecerá uma semana depois.

Um pré-calendário divulgado pela FIA, em outubro, colocava o circuito de Yas Marina como a penúltima corrida de 2010, e Interlagos teria a chance de fechar a temporada no dia 14 de novembro. No entanto, os árabes trabalharam bem nos bastidores e conseguiram mudar a data da prova.

Segundo a revista inglesa Autosport, as discussões sobre a mudança já estavam avançadas. E nesta sexta-feira, a comissão da Fórmula 1, composta por dirigentes de equipes e outras representações do esporte, somente ratificou a decisão. Os representantes de Yas Marina convenceram os dirigentes de que o novo e moderno circuito de Abu Dhabi é a melhor opção para fechar o ano.

Na última temporada, a prova nos Emirados Árabes valeu apenas o vice-campeonato, conquistado pelo alemão Sebastian Vettel, que venceu a corrida. “Acho que foi uma grande prova, fizemos tudo o que foi planejado e ajudamos a colocar Abu Dhabi no mapa”, destacou Richard Cregan, diretor do circuito de Yas Marina.

“Há muitas coisas que sabemos que precisam ser melhoradas para o próximo ano, mais na parte operacional. Temos trabalho a fazer, mas é bom estar em uma situação em que podemos tomar como exemplo o que foi feito em outros circuitos pelo mundo”, completou o dirigente.

Richard Cregan já fazia lobby para a mudança do pré-calendário e mostrava esperança de que Abu Dhabi pudesse encerrar a temporada 2010.

“Os dedos estão cruzados na torcida de que possamos receber a última corrida, mas eu não sei como vai ser. Acho que de qualquer maneira estaremos felizes. Se for a última prova, será fantástico”, comentou o dirigente de Abu Dhabi, antes da decisão favorável.

domingo, setembro 13, 2009

Barrichello lidera dobradinha da Brawn e ganha dois pontos de Button

Rubens Barrichello estoura champanhe após vitória no GP da Itália; brasileiro liderou a dobradinha da Brawn em Monza (REUTERS/Stefano Rellandini)


Do UOL Esporte
Em São Paulo

A Brawn GP conquistou na Itália a sua quarta dobradinha do ano, mas desta vez a ordem dos pilotos foi diferente. O brasileiro Rubens Barrichello chegou à sua segunda vitória na temporada, e diminuiu de 16 para 14 pontos a vantagem de Jenson Button na liderança do Mundial de Pilotos, faltando quatro provas para o final.

A estratégia dos carros da Brawn de fazer só uma parada deu certo e a dupla superou o pole position Lewis Hamilton, que perdeu a liderança em seu segundo pit stop e ainda rodou na última volta, quando vinha para chegar no pódio, e ficou só em 12º. Räikkönen e Sutil também foram duas vezes aos boxes e terminaram em terceiro e quarto, na ordem.

Assim, a Brawn disparou na classificação do Mundial de Pilotos, repetindo as dobradinhas da Austrália, Espanha e Monaco. Além disso, o vice-líder Barrichello abriu 12 pontos de vantagem sobre o terceiro colocado do Mundial, Sebastian Vettel, que ficou em oitavo.

Barrichello chegou à sua 11ª vitória na carreira e a terceira em Monza, superando Ayrton Senna em triunfos na pista italiana. O brasileiro tricampeão mundial tinha duas vitórias neste GP. Rubinho empatou com Nelson Piquet, que também já venceu três vezes no tradicional circuito.

sábado, julho 25, 2009

Massa é atingido na cabeça por peça de carro de Rubinho, bate, mas passa bem

Piloto da Ferrari é levado para hospital em Budapeste com corte no olho esquerdo e não terá condições de disputar o GP neste domingo

GLOBOESPORTE.COM
Budapeste

Uma peça cai do carro de Rubens Barrichello, voa e atinge em cheio o capacete de Felipe Massa. O piloto, a 280km/h, perde o controle de sua Ferrari, bate forte em um dos pontos mais rápidos de Hungaroring e quase desaparece sob a barreira de pneus. A cena, uma semana depois da morte de Henry Surtees em uma corrida na Fórmula 2, causa tensão na Hungria. E em todo o mundo. O brasileiro é atendido na pista, levado para o centro médico do circuito e, depois, de helicóptero, para um hospital de Budapeste. Rubinho acompanha tudo e avisa: Massa estava consciente logo após o acidente. Um primeiro alívio. A escuderia italiana, então, informa: ele passa bem.

As atenções já estavam bem longe de Hungaroring quando o espanhol Fernando Alonso cravou a pole position para o GP deste domingo. Massa não poderá disputar a prova.

Massa perdeu o controle de seu carro e saiu da pista na quarta curva. Segundo as imagens gravadas pela câmera instalada em seu carro, o capacete do brasileiro foi atingido logo antes da curva por uma mola da Brawn de Barrichello.

quarta-feira, junho 24, 2009

Equipes fazem acordo com FIA e desistem de campeonato paralelo

Das agências internacionais
Em Paris (FRA)

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e a associação das equipes da Fórmula 1 (Fota) se reuniram nesta quarta-feira em Paris e chegaram a um acordo que vai assegurar a permanência da categoria nos moldes atuais.

Ficou acertado que, em 2010, o Mundial terá as mesmas regras deste ano, e a polêmica medida do teto orçamentário de US$ 65 milhões para as equipes foi suspensa. Este era o principal ponto de discordância entre Fota e FIA.

Pivô da crise, o presidente da FIA, Max Mosley, anunciou que chegou a um acordo de corte de custos com a Fota para prevenir o racha entre as equipes e a Fórmula 1. Os times já tinham até divulgado um calendário para uma categoria alternativa em 2010.

"Não haverá separação, e acontecerá um campeonato único em 2010. Chegamos a um acordo sobre a redução dos custos", explicou Mosley. "Haverá só um campeonato de Fórmula 1, mas o objetivo será voltar aos níveis de despesa que tínhamos em 1990 nos próximos dois anos", completou o dirigente logo após o término da reunião do Conselho Mundial da FIA.

Presidente da FIA desde 1993, Mosley desistiu dos planos de se perpetuar no comando e mudou o discurso. "Agora vamos ter paz", declarou Mosley, ao anunciar a desistência dos seus planos de reeleição. Até a divulgação dos planos da Fórmula 1 paralela, o dirigente se mostrava disposto a defender com todas as forças o novo teto de orçamento para as equipes, motivo do impasse.

Descontentes com as novas regras e o teto orçamentário, oito equipes ameaçaram um racha na Fórmula 1. Ferrari, McLaren, BMW, Renault, Toyota, Red Bull, Toro Rosso e Brawn GP chegaram a organizar um campeonato paralelo para a próxima temporada. Mas as equipes também confirmaram que não haverá nenhuma categoria rival em 2010.

O anúncio de um calendário paralelo aconteceu um dia antes do acordo, que até então parecia distante. Enquanto Mosley reafirmava a importância do teto orçamentário e planejava se reeleger para dar sequência aos seus planos, as equipes, lideradas pelo presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, não se conformavam com as novas regras propostas.

As medidas foram apresentadas após reunião do Conselho Mundial da FIA em março deste ano. Além do teto orçamentário, também era prevista uma mudança no sistema de pontuação, definindo o campeão por número de vitórias.

As alterações seriam válidas já para 2009, mas já naquela ocasião as equipes se revoltaram e pressionaram a FIA até que Mosley cedesse e adiasse seus planos. Mas, já pensando em 2010, os times se articularam para derrubar o polêmico teto orçamentário, e só conseguiram depois de já terem organizado uma categoria paralela.

Com o acordo, o Grande Prêmio do Brasil está a salvo, já que o calendário alternativo apresentado pela Fota não incluía a corrida de Interlagos, ao mesmo tempo em que acrescentava circuitos não mais utilizados, como o da Argentina e o de Adelaide, na Austrália.

De acordo com o site Autosport, o acerto entre as partes começou a ser esboçado antes da reunião desta quarta-feira em Paris. O detentor dos direitos comerciais da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, teria se reunido já na noite de terça-feira com Mosley e Montezemolo para começar a resolver a crise.

terça-feira, junho 23, 2009

Categoria paralela criada pelas equipes não tem planos de fazer corrida no Brasil

Cidades que não recebem a Fórmula 1 há mais de dez anos como Buenos Aires, na Argentina; e Adelaide, na Austrália, aparecem na lista

GLOBOESPORTE.COM
Berlim, Alemanha

A partir de 2010, o Brasil pode ficar sem contar com a presença de visitantes ilustres como Ferrari, McLaren, Fernando Alonso, Lewis Hamilton, Sebastian Vettel entre outros. Segundo informação da agência alemã “SID”, a Associação dos Times da Fórmula 1 (Fota) já tem uma lista de possíveis autódromos para receber o campeonato independente que poderá ser criado. Nenhum circuito brasileiro consta desta lista.

Algumas pistas que já receberam a Fórmula 1 no passado e que não fazem mais parte do calendário da categoria há algum tempo, como Oscar Gálvez, em Buenos Aires; Hermanos Rodriguez, na Cidade do México; Adelaide, na Austrália; Ímola, na Itália; estariam cotadas para receber corridas do campeonato da Fota.

Atualmente, o único circuito brasileiro que poderia receber uma das 17 etapas da categoria paralela é o Autódromo de Interlagos, mas por ter contrato com a Formula One Management (FOM), empresa de Bernie Ecclestone que detém os direitos comerciais da Fórmula 1, não foi considerado.

Confira o calendário provisório do campeonato da FOTA:

Buenos Aires - Argentina
Cidade do México - México
Jerez de la Frontera - Espanha

Monte Carlo - Mônaco
Monza - Itália
Ímola - Itália
Cingapura
Suzuka - Japão
Montreal - Canadá
Silverstone - Inglaterra
Portimão - Portugal
Adelaide - Austrália
Surfers' Paradise - Austrália
Indianápolis - EUA
Magny Cours - França
Abu Dhabi - Emirados Árabes Unidos
Lausitzring - Alemanha
Helsinque - Finlândia

quinta-feira, abril 30, 2009

Reabastecimento nas corridas será banido em 2010

Hamilton realiza pit-stop em Sepang

Medida foi tomada pela FIA para cortar custos e incentivar motores econômicos

Da Redação

Para cortar custos na próxima temporada, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) confirmou o fim do reabastecimento para 2010.

A decisão se deu após reunião do Conselho Mundial da entidade, nesta semana em Paris.

Além do reabastecimento, as mantas usadas para aquecer os pneus também foram abolidas - outras alternativas, no entanto, seguem valendo.

"Fica confirmado que, a partir de 2010, o reabastecimento durante uma corrida será proibido, com o objetivo de economizar custos no transporte de aparelhos para abastecimento, além de incentivar os construtores a melhorar a economia de combustíveis", afirmou a FIA, através de um comunicado.

O reabastecimento foi retomado na F-1 em 1994, após ser banido nos anos 80 por falta de segurança.

De lá para cá, após alguns incidentes _como o incêndio no carro de Jos Verstappen, da Benetton, no GP da Alemanha de 94_, o reabastecimento se tornou um dos procedimentos mais seguros da categoria.

Atualmente, todos os membros das equipes são obrigados a utilizar macacões anti-chama e aparelhos modernos, mesmo os que trocam pneus, levantam o carro ou manejam o pirulito.

Com o fim do reabastecimento, a categoria poderá voltar ter cenas como as dos anos 80, com os mecânicos trabalhando de bermudas, cena rara nos dias atuais.

No caso das equipes, a proibição do procedimento será um grande problema para os estrategistas, que terão de pensar em novas maneiras para evoluir nas corridas, já que não será mais possível optar por táticas de paradas utilizando quantias variáveis de combustível nos tanques.

sexta-feira, março 06, 2009

Sem Barrichello, substituta da Honda vai à pista pela 1ª vez


O piloto Jenson Button colocou o BGP 001, carro da Brawn GP, antiga equipe Honda, pela primeira vez nas pistas na manhã desta sexta-feira. Ele estreou o monoposto no autódromo de Silverstone.
A montadora japonesa Honda Motor anunciou nesta sexta, a menos de três semanas do início do Mundial, a venda de sua escuderia de Fórmula 1 para seu até então diretor, o britânico Ross Brawn, que confirmou como pilotos Rubens Barrichello e Jenson Button.
"A propriedade da escuderia foi transferida para Brawn, que tem a intenção de que a nova equipe esteja preparada para o campeonato mundial de Fórmula 1", destacou a Honda em comunicado.
Pouco tempo depois do anúncio oficial, o carro preto, branco e amarelo já estava nas pistas para seus primeiros testes.
A empresa confirmou também a Mercedes-Benz como fornecedora dos motores para os seus monospostos nesta temporada.
A Honda anunciou em 5 de dezembro sua saída da Fórmula 1 em consequência da crise econômica mundial. Em 2008, a escuderia japonesa ficou na nona posição na classificação dos construtores, com 14 pontos.
A Brawn GP informou que pretende participar nas últimas sessões de treinos, de 9 a 12 de março em Montmeló (Barcelona) e de 15 a 17 em Jerez, antes de viajar para a Austrália.

domingo, setembro 14, 2008

Vettel vence em Monza


O alemão Sebastian Vettel, nascido em julho de 1987, se tornou o piloto mais jovem a vencer uma prova de Fórmula 1 ao ganhar o Grande Prêmio da Itália, neste domingo. Com o sexto lugar, o brasileiro Felipe Massa fica a um ponto do líder, o inglês Lewis Hamilton, sétimo colocado no circuito de Monza.

Com este resultado, o britânico da McLaren mantém a liderança com 78 pontos. O piloto da Ferrari vem logo em seguida, com 77. O terceiro é o polonês Robert Kubica, da BMW, com 64 pontos. Companheiro de Massa na Ferarri, o finlandês Kimi Raikkonen, nono em Monza, tem 57. A próxima prova acontece em Cingapura, no próximo dia 28 de setembro.

A vitória na Itália coroa um final de semana histórico para Vettel e para a Toro Rosso. Depois de conquistar a primeira pole position de sua carreira e da própria equipe, ele repetiu o pioneirismo e garantiu a vitória inédita.

No pódio, ao lado de Heikki Kovalainen e Robert Kubica, Sebastian Vettel lembrou Michael Schumacher. Ao ouvir os hinos alemão e italiano, o jovem piloto repetiu os gestos do heptacampeão. Satisfeitos, os membros da Toro Rosso comemoravam.

sábado, setembro 13, 2008

Na chuva, Massa larga em sexto, Hamilton em 15º e Vettel, na pole



Do UOL Esporte

Em São Paulo

O alemão Sebastian Vettel, da Toro Rosso, cravou 1min37s555 no treino de classificação deste sábado e vai largar surpreendentemente na primeira colocação do GP da Itália de Fórmula 1, que acontece no domingo. O brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, sairá em sexto, com tempo de 1min38s894.

Massa, que pode assumir a liderança do Mundial de pilotos depois da prova de domingo no autódromo de Monza, teve a sorte de ver os principais rivais na luta pelo título ficarem distantes das primeiras colocações. Atual líder do Mundial de pilotos, o inglês Lewis Hamilton, da McLaren, não conseguiu nem se classificar para a superpole e vai largar em 15º, com 1min39s265.

Terceiro colocado na temporada, o polonês Robert Kubica sairá na 11ª colocação, depois de fazer 1min36s697 na segunda parte do treino. Companheiro de Massa na Ferrari, Kimi Räikkönen conseguiu apenas a 14ª colocação, ao marcar 1min37s522.

sábado, junho 21, 2008

Raikkonen sai na frente de Massa



O finlandês Kimi Raikkonen conquistou neste sábado a 200ª pole position da Ferrari no treino oficial do Grande Prêmio da França, com uma diferença de apenas 41 milésimos para o companheiro Felipe Massa, que largará na segunda posição em Magny-Cours.

Mesmo com o terceiro tempo do treino classificatório, o britânico Lewis Hamilton, da McLaren, começará a corrida deste domingo do 13º lugar, já que foi punido com a perda de dez posições por causa da batida na traseira de Raikkonen, durante o GP do Canadá.

sexta-feira, maio 09, 2008

Felipe Massa anuncia saída


Por não concordar com algumas medidas tomadas pela Associação de Pilotos de Grande Prêmio (GPDA), Felipe Massa anunciou nesta sexta-feira o seu desligamento do "sindicato". A medida já fora tomada anteriormente por nomes como os do finlandês Kimi Raikkonen, parceiro do brasileiro na Ferrari, e do inglês Lewis Hamilton, da McLaren.

quarta-feira, maio 07, 2008

Barrichello terá carro e capacete especiais


Próximo de se tornar o piloto que mais participou de corridas da Fórmula 1, o brasileiro Rubens Barrichello será homenageado pela equipe Honda no Grande Prêmio da Turquia com uma pintura especial no capacete e no carro durante este final de semana.


A escuderia japonesa gravará na carenagem o número "257" - quantidade de provas disputadas pelo piloto, de acordo com sua contagem. O italiano Riccardo Patrese (ao lado de Rubinho na foto) mantém o recorde desde 1993, com participação em 256 GPs.


No entanto, o recorde só deve ser reconhecido pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) no GP da França. A entidade conta apenas as participações efetivas, enquanto Barrichelo inclui as corridas em que estava no grid, mas teve problemas antes do início da prova e não chegou a largar.


Para comemorar o feito, a Honda também promoveu um torneio de golfe com grandes nomes da categoria - entre eles o próprio Patrese, Jackie Stewart, Lewis Hamilton e David Coulthard. O evento aconteceu no Real Club de Golf El Prat, em Barcelona, após o último GP.

sábado, abril 05, 2008

KUBICA SURPREENDE


Depois de liderar a grande maioria dos treinos livres para o Grande Prêmio do Bahrein, o piloto da Ferrari Felipe Massa deixou escapar a pole position hoje e larga em segundo na corrida que será realizada neste domingo. O polonês Robert Kubica, da BMW, superou o brasileiro em sua última volta rápida.
Com a marca de 1min33s096 na superpole, Kubica ficou cerca de 20 milésimos à frente de Massa e conquistou a primeira pole da sua equipe na categoria. O polonês, que conseguiu o segundo lugar no GP da Malásia, parte agora em busca de sua primeira vitória.