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quarta-feira, março 06, 2013

PSUV pede que Chávez seja sepultado junto de Simón Bolívar

Em Caracas


O deputado Freddy Bernal afirmou nesta quarta-feira (6) que Hugo Chávez merece, devido a sua "importância política" e "dedicação à pátria", ser sepultado no Panteão Nacional no centro de Caracas, onde está o túmulo do "libertador" Simón Bolívar e de "outros heróis" do país.
O deputado do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), criado e presidido por Chávez, admitiu que esse pedido seria uma exceção ao que estabelece a Constituição do país.

Tal honra está reservada para "venezuelanos ilustres que tenham prestado serviços relevantes à República, após terem sido transcorridos 25 anos de sua morte", diz a Carta Magna que atribui tal decisão à Assembleia Nacional.

Os deputados devem "seguir a recomendação" do presidente da República, de dois terços dos governadores e dos reitores das universidades, detalha o texto constitucional.

O PSUV conta com a maioria qualificada necessária em todas essas instâncias, por isso o prazo de 25 anos é o único obstáculo.

Um dia depois da morte, os membros do governo e da família de Chávez ainda não sabiam informar onde o chefe de Estado será enterrado.

O funeral acontecerá na próxima sexta-feira (8), com a presença de "cerca de dez chefes de Estado", após o velório na Academia Militar, que começa hoje, afirmou o chanceler do país, Elías Jaua.

O vice-presidente Nicolás Maduro será o encarregado de assumir a presidência do país de maneira interina, até que sejam realizadas eleições num prazo de 30 dias.

De acordo com a decisão de Chávez antes de sua última cirurgia, Maduro será o candidato do PSUV nas próximas eleições presidenciais. Naquela ocasião, o falecido líder venezuelano admitiu a possibilidade de não continuar no cargo e pediu que seus seguidores votassem em Maduro.
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Morte de Hugo Chávez: manchetes pelo mundo47 fotos

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5.mar.2013 - O jornal venezuelano "Últimas Notícias" destaca a morte do presidente venezuelano, Hugo Chávez, 58, nesta terça-feira, vítima de um câncer na região pélvica, com o qual convivia há cerca de um ano e meio. A publicação destaca o anúncio da morte feito pelo vice-presidente Nicolás Maduro, que pediu aos venezuelanos para "serem vigilantes da paz, do respeito, da tranquilidade dessa pátria"Leia mais Reprodução

domingo, fevereiro 24, 2013

Pinochet organizou golpe para refutar resultado de plebiscito no Chile

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/27379/pinochet+organizou+golpe+de+estado+para+refutar+resultado+de+plebiscito+no+chile.shtml

Ditador chileno estava disposto a usar violência que fosse necessária", segundo documentos do governo dos Estados Unidos

No dia em que o filme No pode dar ao Chile o seu primeiro Oscar, a história do fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) ganhou um novo capítulo.

Wikicommons
De acordo com documentos do governo norte-americano, Pinochet tinha a intenção de dar um segundo golpe de Estado e se manter no poder caso fosse derrotado no plebiscito que selou o fim do seu regime e que é contado no filme de Pablo Larraín. Para continuar com seu governo, o ditador chileno tinha a intenção até mesmo de usar violência.

Em setembro de 1988, o embaixador norte-americano no Chile enviou alerta a Washington falando sobre “a possibilidade iminente de um golpe realizado pelo governo”, se Pinochet fosse derrotado na consulta popular.

“A determinação de Pinochet é empregar a violência que for necessária para continuar no poder”, afirma o documento, assinado pelo diplomata Barnes.

O aviso do embaixador foi confirmado posteriormente pela agência de inteligência do Departamento de Defesa dos EUA. “Eles esperam que os atos de violência provoquem um ciclo de violência e desordem. A partir daí, as eleições seriam suspensas e adiadas de forma indefinida.”

Segundo os documentos, divulgados pela organização independente National Security Archive, o governo de Ronald Reagan fez chegar a Pinochet que era contrário a tal reação e que o relacionamento entre os países seria “muito danificado”, caso tal medida fosse colocada em prática. Dessa maneira, partidários do ditador teriam o convencido a abandonar a ideia e aceitar a derrota no plebiscito. 

terça-feira, setembro 25, 2012

Adeus às armas

Em sua batalha final, Kadafi recorreu até aos deputados Protógenes e Brizola Neto

Por Paula Scarpin


Eram seis da manhã e os termômetros já avançavam a casa dos 30 graus centígrados em Túnis. Os deputados federais Protógenes Queiroz e Brizola Neto terminavam um café com torradas, frutas e suco quando um funcionário do hotel avisou que o motorista chegara. Ansiosos, eles já tinham descido dos quartos com a bagagem pronta. O motorista árabe, que arriscava um francês básico, os aguardava sorridente em frente ao Kia Borrego SUV prata. Na tarde anterior, a quinta-feira, 18 de agosto, o próprio Protógenes telefonara para a locadora e pedira um carro com boa tração e espaço para sete ou oito pessoas. Àquela hora o deputado ainda não tinha a conta exata do número de integrantes da comitiva brasileira que faria o estirão de quase 700 quilômetros até a fronteira com a Líbia para tentar testemunhar os conflitos.
A visita dos brasileiros vinha sendo ensaiada desde março, e fora marcada e cancelada várias vezes. A ONG líbia Fact Finding Committee,financiada por Muammar Kadafi e organizada depois da insurreição rebelde, havia divulgado um convite mundial a entidades interessadas em verificar o que de fato ocorria no país árabe, independente da cobertura que seus ativistas julgavam tendenciosa, fruto da “imprensa golpista”. O comitê oferecia passagens, hospedagem e visitas guiadas a hospitais, escolas e locais bombardeados pela Organização do Tratado do Atlântico Norte, a Otan. Em contrapartida, os participantes deveriam redigir um relatório isento endereçado às Nações Unidas.
Pipocaram voluntários da Espanha, Itália e Estados Unidos para a missão proposta pelo comitê. Cynthia McKinney, uma ex-congressista americana, chegou a liderar uma delegação chamadaDignity,que redigiu um contundente relatório repudiando os bombardeios da Otan. A comitiva brasileira não tinha nome, mas seguia o exemplo da americana e era composta por nove integrantes.
Entre os convidados específicos da ONG de Kadafi estavam o veterano jornalista Mario Augusto Jakobskind, autor de Dossiê Tim Lopes, a militante feminista Alzimara Bacellar e Juliana Castro, jornalista freelancer que já fizera vários trabalhos de assessoria de imprensa para a Embaixada da Líbia em Brasília. Por ter organizado eventos nessa legação diplomática, Juliana conhecia alguns membros do Fact Finding Committee. Foi designada como a responsável pela interlocução entre a entidade e os integrantes brasileiros.
Ela conta que a ONG líbia teria convidado também os deputados Chico Alencar, Manuela D’Ávila e Luiza Erundina (fato que os gabinetes da ex-prefeita de São Paulo e da musa comunista negam; Chico Alencar confirma). Segundo a jornalista,  questões de agenda teriam impedido a ida dos três. Encarregada de engrossar o pelotão de brasileiros, Juliana incorporou primeiro o marido, o advogado Felipe Boni Castro. Em seguida convocou o fotógrafo Sérgio Alberto e o cinegrafista Miguel Mello, com quem já havia trabalhado num evento em memória dos quarenta anos da morte de Che Guevara.
Robinson Pereira, escritor, jornalista freelancer, blogueiro e assessor do senador Acir Gurgacz, do PDT de Rondônia, foi um dos últimos a ser chamado. Pereira conheceu Juliana no começo de julho, no evento “Ler está na moda”, em Brasília, onde participava de um debate com outros autores. Ao ouvir Pereira falar de seus dois romances de espionagem, Fronteira e Souvenir Iraquiano, nos quais o vilão é um espião americano, Juliana apostou que o autor se interessaria em integrar a comitiva – e não errou. Sob o pretexto de pedir um autógrafo, fez-lhe o convite. Ele topou na hora.
Antes de embarcar, Pereira contatou a revista Carta Capital, que já publicou textos de sua autoria e acertou o envio de alguns flashes da expedição. A revista chegou a anunciar a novidade no seu portal, mas a nota sumiu no ciberespaço sem deixar rastro. “Eles não tinham entendido que a viagem seria paga pelo Kadafi”, esclareceu o jornalista.
Completado o grupo, todos decolaram de São Paulo num mesmo voo da Air France. Para a surpresa da comitiva, os deputados Protógenes e Brizola Neto viajaram de primeira classe; os demais, de classe econômica.

e acordo como plano original, os brasileiros seriam recebidos por um membro da ONG em Túnis, e de lá seguiriam num avião fretado até Ben Gardane, na fronteira. Partiriam entãopor terra até o destino final, Trípoli, onde passariam uma semana. Animados, chegaram a posar para uma foto de grupo no saguão do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, durante a escala. Ao desembarcarem em Túnis, porém, não havia ninguém à espera e Juliana foi informada por telefone de que a fronteira fora tomada pelos rebeldes. Seguindo novas instruções, o grupo hospedou-se no Hotel Diplomat, de quatro estrelas e diária moderada, à espera de novas instruções.
Aquartelados na capital da Tunísia, Protógenes e Brizola Neto tentaram marcar um encontro com diplomatas brasileiros lotados no país. Só então, segundo o Itamaraty, o Ministério das Relações Exteriores tomou ciência da participação dos dois deputados na eclética comitiva. “Foi uma situação excepcional. Há uma área do Itamaraty destinada a lidar com o Congresso, e existe uma interlocução fluida com o objetivo de tratar de questões logísticas. Mas nada impede que os parlamentares viajem sem prestar contas ao Itamaraty”, informou a assessora Amena Yassine. Como nenhum dos dois deputados faz parte da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Congresso, é possível que eles não soubessem deste canal de comunicação.
Desde o primeiro dia em terras tunisianas, Protógenes, Brizola Neto e parceiros de missão arregaçaram as mangas e se puseram a trabalhar. Das instalações do Hotel Diplomat passaram a divulgar em seus respectivos blogs informações que consideraram essenciais. A primeira foi uma “Nota de repúdio aos bombardeios da Otan”, na qual ambos descreviam, de Túnis, como eram os ataques aéreos na Líbia.
Robinson Pereira foi o mais prolixo da comitiva. Estreou com uma análise tão original quanto umroman à clé: “A intromissão das forças lideradas por Sarkô [Nicolas Sarkozy, presidente da França] e Obama é o mesmo que um exército internacional ajudar a torcida do Brasil de Pelotas a tomar o governo das mãos de Dilma Rousseff”. Um enigma. Também entrevistou uma jovem tunisiana, que foi taxativa sobre as revoltas na terra de Kadafi: “As manifestações são pacíficas.”
Passados três dias e frustrados pela impossibilidade de cumprir a missão, os integrantes da comitiva decidiram alugar um carro por conta própria e seguir até a fronteira. Além dos dois deputados, os mais empolgados eram Robinson Pereira e o fotógrafo Sérgio Alberto. Juliana Castro e o marido optaram por ficar no Diplomat, junto com Mario Jakobskind e Alzimara Bacellar. O cinegrafista Miguel Mello, que tentava adiantar a volta para o Brasil, acabou sendo convencido a mudar de planos e se integrar à expedição. “Eu não ia deixar o pessoal na mão, certo? Eles estavam tão empolgados, decididos, e eu só pensava: será que a gente é tão importante assim?”, contou por telefone.
Robinson Pereira, sem maiores explicações, acabou não embarcando.
A caravana brasileira levou nove horas para chegar à cidade de Ben Gardane, ainda em território tunisiano, ali ficou cerca de cinco horas e deu meia-volta, retornando à capital. Segundo Miguel Mello, o motorista árabe tinha se recusado a entrar na convulsionada Líbia. No dia seguinte, em seu blog, Protógenes informou que havia avistado “um avião do governo venezuelano esperando seis membros da família Kadafi para serem asilados”.
Cansados da viagem, os expedicionários aportaram na madrugada de sábado no Hotel Diplomat e embarcaram no mesmo dia de volta ao Brasil. Na escala em Paris, a comitiva teve algumas horas para almoçar e relaxou tirando fotos no Arco do Triunfo. Protógenes Queiroz preferiu não sair do aeroporto.
Apesar de se dizer frustrado por não ter conseguido cumprir seu objetivo, Brizola Neto deixou a Tunísia convicto. “A Otan está extrapolando o seu papel, interferindo no processo interno líbio”, disse durante a festa de comemoração dos 50 anos da Campanha da Legalidade, no Bar Mofo, na Lapa carioca, dois dias depois da volta ao Brasil.



quarta-feira, junho 30, 2010

Adam Dean - Vale de Arghandab

A paisagem do Vale de Arghandab, no Afeganistão, acompanha o rio com o mesmo nome que leva à cidade de Kandahar. Atualmente, a região é disputada entre o exército americano e os talibãs, sendo patrulhada pelos soldados sempre a pé para evitar as inúmeras minas terrestres que já mataram centenas de militares. A nova tática, porém, aproximou os soldados da população, que recebe a presença militar com curiosidade. Foto de Adam Dean.

quarta-feira, maio 26, 2010

Escritor Vargas Llosa chama política externa de Lula de irresponsável

DA EFE, EM JERUSALÉM

O escritor peruano Mario Vargas Llosa criticou hoje (26) com dureza lideres latino-americanos como o cubano Fidel Castro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o venezuelano, Hugo Chávez, em um discurso na Universidade Hebraica de Jerusalém.

"Há uma contradição entre a política interna e a externa de Lula. Sua política interna é responsável e sua política internacional é irresponsável e demagógica, ao abrir as portas do Brasil e, com elas, as da América Latina, a pessoas como (o presidente iraniano, Mahmoud) Ahmadinejad", disse Llosa.

Vargas Llosa também afirmou que Fidel Castro é "pré-histórico" e que Chávez é um "aprendiz de ditador". O escritor fez os comentários em uma conferência na universidade, como parte de uma reunião internacional sobre as múltiplas perspectivas da América Latina.

Em um discurso de uma hora, Vargas Llosa falou sobre a situação política, social e literária na América Latina. O escritor peruano também foi recebido com sua família esta manhã pelo presidente de Israel, Shimon Peres.

quarta-feira, novembro 11, 2009

Os países em desenvolvimento, principais vítimas do aquecimento climático

LE MONDE

Hervé Kempf

Diversos estudos confirmam que os países pobres serão as principais vítimas da mudança climática, ainda que sejam os menores responsáveis por ela, por não serem grandes emissores de gases de efeito estufa. Um estudo publicado no início de setembro deste ano pela Maplecroft, uma consultoria britânica especializada em riscos globais, mostra que os países mais vulneráveis ao aquecimento são a Somália, o Haiti, o Afeganistão e Serra Leoa. Dos vinte e oito países expostos a um "risco extremo", vinte e dois estão situados na África subsaariana.

Enquanto isso, em Manila, o Banco Asiático de Desenvolvimento apresentava os resultados de uma pesquisa que concluía que o derretimento das geleiras do Himalaia ameaça a segurança alimentar e a disponibilidade de água dos 1,6 bilhão de habitantes do sul da Ásia. Em Nova York, Rob Vos, diretor do departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, avaliou que "se não reduzirmos as emissões de gases de efeito estufa de forma significativa, os danos causados à economia dos países pobres serão dez vezes maiores do que aqueles registrados nos países desenvolvidos". Vos comentava o relatório publicado por seu departamento. Segundo as conclusões, seria preciso investir todos os anos na atenuação da mudança climática e na adaptação a seus efeitos, da ordem de 1% do produto interno bruto (PIB) mundial, ou seja, US$ 500 bilhões (R$ 855 bilhões).

Alguns meses antes, em maio de 2009, a ONU havia publicado um relatório da Estratégia Internacional de Redução de Riscos, lançado em 2000. O documento faz a primeira síntese dos conhecimentos sobre os desastres naturais que se produziram entre 1975 e 2008. Ainda que reconheça não ser completo, o texto representa um aglomerado único de conhecimentos.

Entre 1975 e 2008, ele lista 8.866 desastres que mataram 2.284.000 pessoas. A respeito das inundações, o risco de morte aumentou 13% entre 1990 e 2007. Pode-se dizer que o quadro não é uniformemente catastrófico. O número absoluto de perdas humanas ou econômicas aumenta no período como um todo, mas ele permanece proporcionalmente estável, pelo aumento demográfico e do PIB mundial.

Mas, segundo os especialistas da ONU, a situação deverá se deteriorar em razão da mudança climática e da degradação dos ecossistemas. Esta é um fator muito ignorado, pois estes últimos conseguem amortecer o impacto das catástrofes de origem natural. Quanto à mudança climática, ela aumentará o risco dos desastres. A vulnerabilidade das populações é um dos outros fatores que acentuam os riscos. A ação do poder público (normas antissísmicas, etc.) torna-se crucial: o Japão e as Filipinas sofrem com mais ou menos o mesmo número de furacões, mas estes provocam 17 vezes mais mortes nas Filipinas do que no Japão.


Tradução: Lana Lim

quinta-feira, junho 04, 2009

Vigília em Hong Kong lembra 20 anos do massacre da Praça da Paz Celestial

Manifestantes fazem vigília em memória das vítimas do massacre da Praça da Paz Celestial nesta quinta-feira (4) em Hong Kong. A China voltou a sofrer pressão internacional para esclarecer a repressão ao movimento pró-liberdade de 1989. (Foto: AP)

Vigília em Hong Kong lembra 20 anos do massacre da Praça da Paz Celestial

Cerca de cem mil pessoas se reuniram nesta quinta-feira (4) no Parque Victoria, em Hong Kong, para lembrar os 20 anos da violenta repressão aos protestos da Praça da Paz Celestial.
A vigília à luz de velas em Hong Kong foi o único evento realizado na China para lembrar os acontecimentos de 1989.
Correspondentes dizem que a vigília é realizada anualmente, mas o evento atraiu uma multidão muito maior neste ano.
O número de pessoas foi tão grande que algumas das ruas mais movimentadas da cidade tiveram que ser fechadas.

Censura

Hong Kong é o único lugar da China onde o aniversário de 20 anos dos confrontos da Praça da Paz Celestial é lembrado e discutido abertamente.
O governo, porém, barrou a entrada de dissidentes que viajariam a Hong Kong para participar dos eventos de lembrança da data.
Hong Kong tem a tradição de ser o lugar mais livre da China porque Pequim não pode censurar o conteúdo que é veiculado pela imprensa local.
Comandado pela Grã-Bretanha até 1997, o território foi devolvido aos chineses sob a condição de que, por 50 anos, as liberdades individuais fossem respeitadas como determina a lei britânica.
Por causa desse acordo, a imprensa de Hong Kong não precisa responder ao Ministério da Propaganda, que regula as notícias publicadas na China.
Os livros didáticos da região autônoma também não suprimem o episódio da Praça da Paz Celestial, que é tabu nas escolas do governo comunista.
Em Hong Kong, o debate sobre os 20 anos dos confrontos entre estudantes e governo está muito vivo e tem dominado as páginas dos jornais.
Na capital chinesa, a polícia impediu o acesso à Praça Celestial, para impedir eventuais manifestações.
Dissidentes disseram ter recebido a recomendação de deixar Pequim às vésperas do aniversário. Correspondentes dizem que policiais à paisana vigiam possíveis manifestações em universidades.

1989

Em 1989, inúmeros estudantes e populares ocuparam a praça no centro de Pequim para reivindicar mudanças democráticas.
O governo chegou a negociar com os estudantes, mas mudou de posição por temer que sua liderança pudesse ser comprometida e entrou em confronto com os manifestantes.
A imagem de um manifestante, até hoje anônimo, tentando conter o avanço de tanques circulou o mundo e se tornou um símbolo do episódio.
A ONG de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional afirma que até 200 pessoas permanecem presas por causa dos eventos de 1989.
Estima-se que centenas de pessoas morreram na repressão aos protestos, mas a China nunca divulgou o número oficial de mortos do que diz ter sido um movimento contrarrevolucionário.

sábado, março 07, 2009

Sonda Kepler parte à procura de vida em planetas parecidos com a Terra


Telescópio foi lançado sexta-feira (6), de Cabo Canaveral.Equipamento vai monitorar mais de 100 mil estrelas e planetas.
A Nasa lançou o telescópio Kepler, o maior já enviado ao espaço, que partiu sexta-feira (6) de Cabo Canaveral, no foguete Delta II. A missão é ambiciosa: buscar planetas parecidos com a Terra, que possam abrigar alguma forma de vida.
A missão deve durar cerca de três anos e meio, e vai permitir que os cientistas monitorem mais de 100 mil estrelas e planetas da nossa galáxia, a Via Láctea.
O projeto custa quase US$ 600 milhões, e é considerado um do mais importantes da Nasa.

sábado, janeiro 10, 2009

Choque de cometa pode ter gerado gêiseres em lua de Saturno


Richard A. Lovett


O impacto de um cometa, ocorrido há milhões de anos, pode ter ajudado a desencadear os acontecimentos que criaram os gigantescos jatos, similares a gêiseres, de Encélado, lua glacial de Saturno, disseram cientistas em dezembro. A descoberta se deu por meio de fotos tiradas em vôos recentes à lua da nave Cassini da Agência Espacial Americana (Nasa).

"Esses dois vôos, em agosto e outubro, tinham como alvo lugares específicos nas regiões de onde vinham os jatos," disse Carolyn Porco, do Instituto de Ciência Espacial de Boulder, do Colorado, e líder da equipe de imagens da nave Cassini.

Os vôos de curta distância deram aos cientistas as imagens mais detalhadas até agora das "listras de tigre" da lua, longas rachaduras conhecidas por serem fontes dos jatos.


Centros de expansão


As novas fotos revelam um terreno fraturado notadamente similar à dorsal oceânica da Terra, disse Paul Helfenstein, da Universidade Cornell, em um encontro do Sindicato Americano de Geofísica em São Francisco, na Califórnia.

Na Terra, a dorsal submarina representa "centros de expansão" onde a crosta está se fraturando, permitindo que o magma chegue à superfície. Diferentes da solitária dorsal oceânica terrestre, as listras de tigre aparecem como linhas mais ou menos paralelas. Elas são, inclusive, entrecruzadas por traços que se assemelham às falhas geológicas que separam a dorsal oceânica em blocos.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Muçulmanos são obrigados a deixar avião nos EUA por comentário sobre segurança

Três das pessoas retiradas de voo eram crianças.
Eles alegam terem sido vítima de preconceito.

Da France Presse

Nove muçulmanos, entre eles três crianças, foram obrigados a deixar um avião prestes a decolar para um voo doméstico nos Estados Unidos, depois de outros passageiros terem ouvido o que consideraram observações suspeitas sobre a segurança aérea, informou a imprensa nesta sexta-feira (2).
O grupo já estava, em Washington, dentro do avião da AirTran com direção a Orlando (Flórida, sudeste) na tarde de quinta-feira (1º), segundo o "Washington Post".
Kashif Irfan, de 34 anos, explicou que seu irmão mais novo, Atif, virou-se para a mulher dele e disse apenas "Uau, os motores ficam justamente ao lado de minha janela".
Ele declarou ao canal de televisão CNN que todos foram cuidadosos em não usar nenhum termo chamativo como "bomba, ameaças ou algo relacionado que pudesse nos colocar em uma situação comprometedora".
Irfan admitiu que os responsáveis do voo e os agentes do FBI foram bastante amáveis e generosos" ao lidar com a situação, e culpou a companhia aérea pelo incidente. Os agentes do FBI falaram com o pessoal da AirTran no aeroporto de Washington e pediram que nos deixassem viajar em outro voo para Orlando", contou.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Asteróide deve colidir com a Terra na noite desta segunda-feira

Objeto tem apenas um a cinco metros de diâmetro e não oferece riscos.
É a primeira vez que os cientistas conseguem prever uma colisão.

Salvador Nogueira
Do G1, em São Paulo

Quando todos acham que o mundo parece estar para acabar, vem a notícia: um pequeno asteróide, descoberto há poucas horas por um observatório do Arizona (EUA), deve colidir com a Terra às 23h46 desta segunda-feira (6). Mas, a despeito de quaisquer temores, não há perigo algum, segundo os astrônomos. Ele é dos pequeninos e deverá queimar por inteiro na atmosfera.
O objeto tem entre um e cinco metros de diâmetro e deve queimar completamente a alturas bem superiores às que os aviões costumam usar para transitar pelo mundo. Uma bola de fogo brilhante deve ser o único resultado observável.
"Queremos salientar que esse objeto não é uma ameaça", disse, em nota, Timothy Spahr, diretor do Centro de Planetas Menores da União Astronômica Internacional. "Estamos empolgados porque esta é a primeira vez que passamos a previsão de que um objeto entrará na atmosfera da Terra."
As chances estão entre 99,8% e 100% de que o objeto colidirá com nosso planeta, segundo cálculos de Andrea Milani, da Universidade de Pisa.
O meteoro deve ser visível do leste africano, e a expectativa é a de um grande show -- uma bola muito brilhante cruzando rapidamente o céu, de nordeste para sudoeste. O objeto deve adentrar a atmosfera sobre o norte do Sudão, numa diagonal suave, com relação à superfície.

quarta-feira, setembro 17, 2008

Jovens são mortos com 666 facadas

Oito jovens foram detidos acusados de matar com 666 punhaladas e comer parte dos corpos de quatro adolescentes em um aparente ritual satânico na Rússia, segundo informações divulgadas ontem pelo jornal britânico Times.
Os detidos têm entre 17 e 19 anos e, ao que parece, embriagaram suas vítimas antes de matá-las a punhaladas, assar pedaços de seus corpos em uma fogueira e comer algumas partes. O grupo estava desaparecido desde junho passado.
Os jovens assassinados, que tinham entre 16 e 17 anos, pertenciam ao movimento gótico e tinham dito a seus familiares que iriam a um festival de música. O grupo teria sido atraído para uma mata próxima à casa do líder satânico Nikolai Ogolobyak, onde foram mortos.
As vítimas foram mortas em dois momentos diferentes. A polícia acredita que, primeiro, foram assassinados Olga Pukhova e Anna Gorokhova, em 28 de junho. No dia seguinte, o grupo teria matado Varya Kuzmina e seu namorado, Andrei Sorokin.

quarta-feira, agosto 06, 2008

Japão lembra bomba de Hiroshima


Milhares de pessoas baixaram a cabeça nesta quarta-feira em sinal de pesar, enquanto um sino soava às 8h15 (hora local), para lembrar o momento exato do 63º aniversário do primeiro ataque nuclear da história, em Hiroshima, no Japão. Na ocasião, o prefeito da cidade recriminou os países que se recusam a abandonar as armas atômicas.
Milhares de pessoas morreram devido à bomba que os militares dos EUA haviam apelidado de "Little Boy" ("Garotinho"), seja em consequência direta da explosão ou durante os anos subsequentes, como resultado de doenças provocadas pela radiação.

sexta-feira, julho 25, 2008

Menino de 8 anos se casa um dia antes de morrer

Um menino britânico de 8 anos morreu um dia depois de realizar seu sonho de se casar com uma amiga de escola. Reece Fleming tinha leucemia há quatro anos e, depois de saber que o menino tinha pouco tempo de vida, os pais decidiram realizar todas as suas vontades, segundo informa nesta sexta o jornal espanhol 20 Minutos.

Em maio deste ano, os médicos disseram aos pais de Reece que ele teria apenas algumas semanas de vida. Desde então, o casal decidiu fazer tudo que estivesse ao seu alcance para que fosse feliz em seus últimos dias de vida.

O maior sonho do menino era reencontrar a amiga de escola Elleanor Purgslove. Os dois retomaram a amizade e ele decidiu pedir a mão da menina em casamento. Ela aceitou e os pais de ambos organizaram a cerimônia.

Embora sem valor legal, a celebração teve direito a alianças, registro, passeio de limusine e jantar, como qualquer outra festa de casamento.

A cerimônia aconteceu no dia 4 de julho. No dia 5, Reece morreu em casa, com seus pais. A mãe contou ao jornal britânico Daily Telegraph que, depois de realizar seu sonho, o menino lhe disse "agora posso ir-me".

domingo, julho 06, 2008

Argélia é o novo celeiro de terroristas da Al-Qaeda

Ocultos nas cavernas e bosques que cercam a cidade de Naciria, em uma região montanhosa da Argélia, os insurgentes do país estavam perto da extinção há apenas alguns anos.

A batalha nacionalista contra as forças armadas argelinas vinha claudicando. "Não dispúnhamos de armas suficientes", relembra um antigo líder das forças insurgentes, Mourad Khettab, 34 anos. "As pessoas não queriam aderir. E dinheiro - nunca tínhamos dinheiro."

Então, o líder do grupo, um matemático chamado Abdelmalek Droukdal, enviou uma mensagem secreta ao Iraque, no final de 2004. O destinatário era Abu Musab al-Zarqawi, o líder da Al-Qaeda na Mesopotâmia, e os dois homens, nos extremos opostos do mundo árabe, decidiram promover o que um observador define como "uma fusão corporativa".

Hoje, enquanto a violência dos militantes islâmicos se reduz em algumas partes do mundo, os militantes argelinos, que assumiram o nome de Al-Qaeda no Maghreb Islâmico, se transformaram em uma das mais potentes organizações afiliadas à rede terrorista de Osama bin Laden, revigorados pela chegada de novos recrutas e por um zelo renovado quanto a atacar alvos ocidentais.