"É CLARO QUE, COMO TODO ESCRITOR, TENHO A TENTAÇÃO DE USAR TERMOS SUCULENTOS: CONHEÇO ADJETIVOS ESPLENDOROSOS, CARNUDOS SUBSTANTIVOS E VERBOS TÃO ESGUIOS QUE ATRAVESSAM AGUDOS O AR EM VIAS DE AÇÃO, JÁ QUE A PALAVRA É AÇÃO, CONCORDAIS?" CLARICE LISPECTOR - "A HORA DA ESTRELA"
domingo, fevereiro 02, 2014
Foto polêmica de Joaquim Barbosa em Miami vira alvo de mensaleiros
segunda-feira, agosto 22, 2011
Anencefalia será próxima polêmica do STF após novo ministro
O próximo assunto polêmico a ser apreciado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) é a autorização para a realização de aborto em casos de anencefalia, em que a má formação do encéfalo impede o bebê de sobreviver após o nascimento.
A informação é da coluna Mônica Bergamo publicada na edição desta segunda-feira daFolha. A coluna completa está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Segundo a coluna, o processo deve voltar à pauta assim que a presidente Dilma Rousseff nomear o substituto para a vaga de Ellen Gracie, que acaba de se aposentar.
A expectativa no próprio STF é que agora a autorização para o aborto seja aprovada sem dificuldades, na esteira do resultado do julgamento que permitiu a união homoafetiva. E também porque imagina-se que a presidente Dilma acabe nomeando ministro de perfil liberal nessas questões.
sábado, agosto 13, 2011
"Grave violação"
O que diz a lei No entender de juristas, o vazamento de fotos dos detidos configura, dada a característica das imagens, abuso de autoridade e constrangimento ilegal. Em tese, a PF deveria agora acionar o governo do Amapá, ao qual cabia a custódia dos suspeitos.
Caldeirão O caso das fotos, associado à notícia de que não haveria prova contra Colbert e Moysés, voltou a elevar a temperatura na base aliada. O episódio dificulta o esforço do governo para mostrar que tudo teria transcorrido segundo as regras com a operação da PF.
Eu não De Cardozo, voltando a negar que tenha sido informado na véspera sobre a operação: "Se alguém espera que eu cometa crime para controlar a execução de ordem judicial, está completamente enganado. Meu papel é zelar pelo cumprimento das leis. Jamais controlaria politicamente ações da PF, mas punirei com rigor eventual abuso de poder".
Coreto 1 Apeado da secretaria-executiva do Ministério da Agricultura na esteira de denúncias de corrupção, Milton Ortolan pediu adiamento de cerimônia, marcada para dia 19, em que receberia o título de cidadão emérito de Americana (SP). Os convites já haviam sido distribuídos pela Câmara.
Coreto 2 Ortolan, que tem relação antiga com o ministro Wagner Rossi, ocupou a Secretaria da Educação de Americana de 2009 até março de 2010. Deixou o cargo envolvido em suspeitas, entre elas a de favorecer um amigo para ministrar ensinamentos indianos aos professores da rede municipal.
Minha vez Cercado por repórteres numa feira literária em São Bernardo do Campo, Lula mal conseguia responder as perguntas, tantas eram as intervenções de Luiz Marinho, que estava a seu lado. Quando percebeu o incômodo dos jornalistas, o prefeito protestou: "Eu também quero falar um pouco!".
Devagar Em sintonia com Lula, Marinho e o presidente do PT paulista, Edinho Silva, passaram dias tentando arrancar dos parlamentares da corrente majoritária da sigla apoio público à pré-candidatura de Fernando Haddad na capital. Por ora, eles preferiram silenciar.
Quem sai... O PTB assedia os peemedebistas de 120 cidades paulistas que foram destituídos do comando partidário local pelo grupo do vice Michel Temer. Para atrair os dissidentes, a maioria ligada a Orestes Quércia, os petebistas filiaram um dos mais fiéis assessores do governador, Ademar Merlin, que agora apoia a organização da sigla no interior.
...e quem fica Na tentativa de impedir a saída de Andreia Quércia, hoje instalada na Coordenadoria de Juventude do governo de Geraldo Alckmin e também cortejada pelo PTB, aliados de Temer decidiram elegê-la presidente do "PMDB Jovem" da capital.
com LETÍCIA SANDER e FÁBIO ZAMBELI
tiroteio
"A faxina ética que Dilma prometeu parece ser mais uma 'limpeza étnica'. Conforme a cor partidária atingida, a atitude da presidente é mais ou menos incisiva."
DO DEPUTADO CHICO ALENCAR (PSOL-RJ), sobre os diferentes desdobramentos de escândalos nos Transportes (PR), Agricultura (PMDB) e Turismo (PMDB-PT).
contraponto
Ouro, prata ou bronze?
Em reuniões setoriais feitas para definir o texto final do plano plurianual de Geraldo Alckmin, os secretários eram orientados a focar nos programas centrais de cada pasta, apelidados de "medalhas" da gestão.
Chamado a discorrer sobre os projetos de sua secretaria, Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Social) de início não atinou para o significado da expressão no glossário do PPA e perguntou:
-Governador, não entendi. A quantas medalhas eu tenho direito? Temos muita gente para premiar...
quinta-feira, agosto 11, 2011
Tiririca diz que Câmara é uma fábrica de loucos
11/08/2011 - 09h36
Oito meses depois de assumir o mandato, o palhaço Tiririca já sabe responder o que faz um deputado federal, informa a coluna de Mônica Bergamo, publicada na edição desta quinta-feira da Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
"É uma pessoa que trabalha muito e produz muito pouco".
Isso porque a Câmara, na opinião dele, "é uma fábrica de loucos. Uma fábrica de loucos".
Ele conta que os parlamentares muitas vezes varam as madrugadas em discussões intermináveis em que "ninguém escuta ninguém".
Francisco Everardo Oliveira Silva, "Tiririca", nasceu em 1965 no Ceará. Com o slogan "Vote no Tiririca. Pior que tá não fica", o palhaço que fez carreira no circo e na televisão foi o deputado mais votado em São Paulo, na eleição de 2010, com 1,350 milhão de votos.
terça-feira, dezembro 07, 2010
Ministro do TSE determina recontagem que tira vaga de ex-BBB na Câmara
O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Marco Aurélio Mello aceitou liminar para que a Justiça Eleitoral do Rio reconte os votos do PT do B para a Câmara dos Deputados.
A decisão tira a vaga do ex-BBB Jean Willys, eleito deputado federal pelo PSOL com 13.018 votos.
Com 29.176 votos, Cristiano José Rodrigues de Souza pediu ao TSE que inclua no coeficiente partidário do PT do B os votos de 18 candidatos que tiveram o registro negado.
Se os 18.579 votos desses candidatos forem contabilizados, o PT do B ultrapassa o coeficiente partidário de 173.884 votos, o que garante Souza na Câmara dos Deputados pelo Rio.
Jean Willys deve sua eleição ao deputado Chico Alencar, segundo mais votado no Estado com 240.724 votos.
Ao aceitar o pedido liminar, Marco Aurélio citou o princípio da fidelidade partidária e argumentou que os votos pertencem ao partido, e não ao candidato.
Segundo ele, os candidatos que tiveram o registro negado não podem se eleger, mas o voto continua a ser contabilizado para o partido.
O ministro entendeu que o pedido é urgente porque a diplomação dos eleitos no Rio está marcada para o próximo dia 16. Cabe recurso da decisão ao plenário do TSE.
domingo, outubro 03, 2010
Roseana Sarney vence eleição no Maranhão e vai governar Estado pela quarta vez
Andréia MartinsDo UOL Eleições
Em São Paulo
A candidata do PMDB, Roseana Sarney, vai assumir o governo do Maranhão pela quarta vez. A governadora, que liderou a corrida estadual durante toda a campanha, conseguiu reverter a possibilidade de um segundo turno, já que nas pesquisas mais recentes a peemedebista, apesar de liderar, não apresentava a maioria dos votos necessária para vencer as eleições contra Jackson Lago (PDT) e de Flávio Dino (PC do B) já no primeiro turno.
Candidata da coligação “O Maranhão não pode parar”, Rosane tem 15 partidos aliados (PT, DEM, PTB, PV, PR, PSC, PRB, PRTB, PSL, PHS, PMN, PTN, PTdoB, PP e PRP), além de contar, desde o início oficial da campanha, com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo tendo alianças com partidos que apoiam, em plano nacional, a candidatura do presidenciável José Serra (PSDB).
Lula e a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, gravaram depoimentos para o programa da peemedebista no horário eleitoral gratuito na TV, enquanto outros ministros e lideranças locais da legenda, apoiaram o candidato comunista.
Roseane já governou o Maranhão por três vezes. Em 1994, quando era filiada ao PFL, venceu as eleições e se tornou a primeira mulher a governar o Estado, sendo reeleita em 1998.
Ao final de seu segundo mandato de governadora, em 2002, lançou-se como pré-candidata à Presidência, mas retirou sua candidatura depois de uma operação da Polícia Federal, deflagrada em março de 2002, apreender 1,3 milhão de reais na sede da construtora Lunus, em São Luís, no Maranhão. A empresa, de propriedade de Roseana e do marido dela, Jorge Murad, tornou-se o epicentro de uma crise política que modificou os rumos da campanha. Acabou eleita senadora pelo Maranhão.
Em 2006, já no PMDB, disputou novamente o governo, mas ficou em segundo lugar, atrás de Jackson Lago (PDT), numa das mais acirradas campanhas eleitorais da história maranhense.
De volta ao Senado, em 2007, dois anos depois, com a cassação do governador Jackson Lago pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Roseana assumiu novamente o governo do Maranhão.
Polêmicas de campanha: acusações e greve de fome
O apoio à candidata do PMDB gerou divergências entre o PT nacional e o PT local. Na decisão do encontro estadual do partido, havia sido definido que a legenda apoiaria a candidatura do deputado Flávio Dino. Mas, pouco antes do início oficial da campanha, o PT nacional decidiu retomar o apoio a Roseana, seguindo a aliança nacional com o PMDB.
Em represália à decisão do PT nacional de obrigar o diretório regional do partido a apoiar a candidatura de Roseana, o deputado Domingos Dutra (PT) e Manoel da Conceição Santos, um dos fundadores do PT, protagonizaram uma greve de fome que durou uma semana. Depois do impasse, ficou decidido que o PT nacional apoiaria Roseana e que a legenda local estaria livre para apoiar a candidatura de Dino.
Ainda durante a campanha, apesar de ter o registro de candidatura deferido pelo TRE-MA (Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão), a vice-procuradora geral eleitoral, Sandra Cureau, tentou impugnar sua candidatura.
Em um parecer enviado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), contra a candidata, Sandra alegava que Roseana se enquadraria nos casos de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa por ter sido condenada pela prática de propaganda eleitoral fora de época. Mas, Cureau teve seu pedido negado.
Falta de referência ao pai, José Sarney
Ao longo da campanha, Roseana foi questionada por muitos sobre o motivo de não exibir a imagem e o sobrenome do pai, o atual presidente do Senado, José Sarney.
Durante a campanha, o ex-governador e ex-aliado dos Sarney no Maranhão, o candidato ao Senado José Reinaldo Tavares (PSB), abordou o tema no horário eleitoral gratuito, dizendo que Roseana tinha “vergonha do próprio pai”. O único momento em que Roseana foi vista com o pai durante a campanha foi na convenção do PMDB, em 14 de agosto.
Segundo a coordenação de campanha da peemedebista, a falta de referência ao nome Sarney é uma estratégia para tornar Roseana mais popular.
Dados do governador eleito
Nome Roseana Sarney Murad
Data de nascimento 01/06/1953
Escolaridade Superior Completo
Profissão Socióloga
Patrimônio R$7.838.530,34
terça-feira, agosto 17, 2010
Uma colagem surrealista
Aprisionado pela legislação brasileira, algemado por marqueteiros e empobrecido pelo amadorismo, o horário eleitoral na TV lembra uma fusão amalucada de cenas subtraídas de filmes de época, documentários mambembes, comédias non-sense, gravações de concursos de poesias colegiais, chanchadas sem graça e bem acabados comerciais de margarina. Sem que o espectador entenda direito o que está acontecendo, aparecem em sequência, por exemplo, um comunista do começo do século 20, um candidato sem chances que há 20 anos repete a mesma frase, um humorista que se trata como piada, uma antiga garota da capa que apresenta o marido mudo e, no meio do cortejo de espantos, três produtos apresentados com requintes de Primeiro Mundo. Os três tão à vontade quanto estaria Osama Bin Laden declamando a Declaração dos Direitos Humanos.
José Serra, para aproximar-se da gente humilde, virou Zé. Marina Silva, para não parecer tão gente humilde, vestiu um figurino de grife. Dilma Rousseff, para aproximar-se da gente humilde, virou risonha desde criancinha. (E, para distanciar-se da verdade, também virou uma flor de simpatia desde a mocidade e democrata desde o útero). Pelo resumo biográfico do programa de estreia, são três provas irrefutáveis de que a vida vale a pena. Pelo que viram os telespectadores, o elenco inteiro do primeiro dia é uma prova definitiva de que está na hora de rejuvenescer a legislação, melhorar a cabeça do eleitorado, filtrar com mais apuro todos os candidatos e introduzir o Brasil no século 21.
segunda-feira, maio 24, 2010
Lula negocia para assumir a ONU ou o Banco Mundial
apoiam indicação do brasileiro
Tanto o petista como o chanceler Celso Amorim
já tocaram no tema com outros líderes mundiais e diplomatas próximos
KENNEDY ALENCAR
DE BRASÍLIA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou articulações com outros líderes mundiais para definir seu futuro após deixar o cargo. Gostaria de virar secretário-geral de uma renovada Organização das Nações Unidas ou de presidir o Banco Mundial.
A Folha apurou que Lula já tratou dos dois temas com outros presidentes e primeiros-ministros. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, também fala com diplomatas estrangeiros.A avaliação de Lula, Amorim e alguns líderes mundiais é que o brasileiro conquistou cacife político que o credencia a assumir um posto internacional de relevo.
Não interessaria a Lula virar secretário-geral da ONU no atual formato, muito dependente dos EUA e dos outros vencedores da Segunda Guerra Mundial -Reino Unido, França, Rússia e China.Mas, se for aprovada uma reforma da ONU, a começar pelo Conselho de Segurança, Lula trabalhará para disputar a secretaria-geral.
O Brasil, hoje membro rotativo do CS, quer uma cadeira permanente. O obstáculo é que essa mudança dificultaria o poder deliberativo do órgão, pois seria preciso buscar consenso entre mais países.Lula defende ainda mais poder para a FAO (Organização da ONU para a Agricultura e Alimentação), que considera pouco aparelhada para combater a miséria na África.
Na Europa, três líderes endossam a postulação de Lula para secretário-geral: o presidente de governo da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, o premiê de Portugal, José Sócrates, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy."Lula tem capital político tão importante no mundo que seria um grande desperdício não aproveitá-lo", disse o premiê de Portugal. Das potências emergentes, ele conta com a simpatia do premiê Manmohan Singh (Índia).
Diversos presidentes da América do Sul já sugeriram a Lula seguir esse caminho, de Hugo Chávez (Venezuela) a Cristina Kirchner (Argentina). Chávez disse à Folha que, se Lula quiser ser candidato a secretário-geral, terá o seu "apoio entusiasmado".
Há atritos na relação entre o Brasil e os EUA, mas, na opinião do governo brasileiro, eles poderiam ser superados para o petista ir para a ONU ou o Banco Mundial."Se a ONU continuar assim, vamos ter problemas sérios", disse Lula na quarta sobre a articulação dos EUA para aprovar sanções contra o Irã: "É preciso mudar, mas quem já está sentado na cadeira não quer mudar".
O Itamaraty acha que o presidente Barack Obama teria, no mínimo, disposição de conversar sobre o tema.Existem óbices, no entanto, para que Lula ocupe essas posições. O atual secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, tem mandato até o final de 2011 e pode ser reconduzido.
Do ponto de vista de Lula, a presidência do Banco Mundial permitiria o financiamento de projetos nos países pobres. Ele já disse que montará um instituto no Brasil, a exemplo de seu antecessor. Empresários brasileiros procuram um prédio na zona sul de São Paulo para ser a sede.
segunda-feira, junho 29, 2009
Lula diz que Mangabeira Unger deixará o governo
Mangabeira Unger (Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil )
Segundo presidente, ministro não conseguiu ampliar licença de Harvard. Na semana retrasada, em nota, ele disse que pretendia ficar no governo.
Jeferson Ribeiro
Do G1, em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou na tarde desta segunda-feira (29) que o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, deixará o governo por não ter conseguido ampliar sua licença de professor da Universidade de Harvard, nos EUA. O presidente não disse quem o substituirá.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Assuntos Estratégicos informou que o ministro não se pronunciará nesta segunda-feira sobre sua saída do governo. Os assessores disseram que ele ainda não informou a data que deixará o ministério e que deve falar sobre o assunto somente na terça-feira.
A chegada de Mangabeira ao governo foi cercada de polêmica, porque antes de se tornar ministro ele classificou o governo Lula como “o mais corrupto da história” e chegou a pedir o impeachment do presidente num artigo publicado no jornal "Folha de S. Paulo" em 2005.
Já na campanha eleitoral pela reeleição, em 2006, Lula perdoou Mangabeira, que chegou a participar de um dos comícios do presidente.
Mangabeira emitiu nota na quarta-feira (17) informando que pretendia continuar no governo. A nota foi uma resposta aos boatos sobre sua saída do ministério por conta de uma possível troca de partido. Ele está no ministério a pedido do vice-presidente da República, José Alencar, que é filiado ao PRB.
terça-feira, junho 16, 2009
'A crise é do Senado, não é minha', diz Sarney
Ele disse que desde que assumiu só tentou resolver problemas da Casa.
Eduardo Bresciani
Do G1, em Brasília
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), iniciou seu pronunciamento nesta terça-feira (16) no plenário afirmando não ser o culpado pela crise administrativa na Casa. Sarney afirmou que os problemas são de toda a Casa e não relativos a sua pessoa.
“A crise do Senado não é minha. A crise é do Senado e é esta instituição que nós devemos preservar”, disse Sarney.
Ele afirmou que nos quatro meses do seu mandato atual na presidência do Senado só trabalhou para resolver os problemas administrativos da Casa. Citou a questão das horas extras, das passagens aéreas, entre outras denúncias.
Enumerou também algumas providências que já foram tomadas, como cortes de verbas, normas sobre divulgação eletrônica, restrições de seminários, congressos, e outros tipo de reuniões que segundo ele estavam servindo de abuso no Senado e a extinção de várias diretorias, comissões especiais e secretarias da Casa. Contudo, não anunciou novas medidas.
terça-feira, maio 05, 2009
Aprovada estabilidade no emprego para pai se gestante morrer
Direto de Brasília
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira um projeto que garante estabilidade no emprego para a pessoa que ficar com a criança nos casos de falecimento da gestante. O projeto estende o direito de estabilidade no emprego por cinco meses, garantido pela Constituição à mulher que engravida, para o pai, avós ou qualquer outra pessoa que obtiver a guarda do bebê, no caso da morte da mãe no parto ou nos meses seguintes.
A relatora da matéria, deputada Vanessa Grazziotini, elogiou a aprovação do projeto. "Já imaginou se um pai viúvo cuja mulher faleceu no parto acaba sendo demitido logo após isso tudo? Imagino que nenhum empresário teria essa crueldade, mas agora estamos garantindo esse direito de estabilidade", afirmou.
"É o Estado brasileiro preocupado com uma questão que é vista como exclusividade da mãe, da mulher brasileira, e que deve ser vista como uma questão de toda a sociedade", completou.
A matéria deve ser votada ainda pelo Senado.
terça-feira, março 24, 2009
PSB vai ao STF contra posse de segundos colocados em eleição para governador
Diego Abreu
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Sarney diz que comandará Senado sem distinções partidárias e descarta priorizar "amigos"
da Folha Online, em Brasília
Em discurso após ser empossado na presidência do Senado, o senador José Sarney (PMDB-AP) disse hoje que vai comandar a Casa com o apoio dos 81 parlamentares, sem distinções partidárias. Eleito pela terceira vez para o cargo, Sarney afirmou que assume com senso da "maior responsabilidade" ao deixar de lado o seu bem-estar pessoal e social para presidir a Casa. O senador também disse que não vai priorizar "amigos ou deveres políticos" durante sua gestão.
"Tenho deveres de amizade, políticos, mas não será com o Senado que resgatarei qualquer dever de amizade ou partidário. Acima de tudo isso está a autonomia, a dignidade e os grandes interesses da nossa Casa que superam todos os outros valores", afirmou.
O senador disse que, ao assumir o cargo, deixará de lado seu "bem-estar" pessoal e social. "Certamente, nenhum dos presentes tem dúvida que meu bem-estar social, pessoal, estaria fora das atribuições que vou enfrentar. Mas a paixão da vida pública é maior do que a paixão da própria vida. E é justamente no exercício dessa paixão que eu aqui estou", afirmou.
Com a promessa de ouvir todos os parlamentares durante o período em que estiver no cargo, Sarney disse que não vai presidir a Casa isoladamente. "Eu respeitarei acima de tudo os nossos colegas. Não fazemos nada solitariamente aqui, é uma missão colegiada que começa comigo, se prolonga na Mesa e termina no plenário com todos os senadores. Sem a compreensão da Casa, nada pode ser feito", afirmou.
Ao lembrar no discurso o seu passado na vida pública, Sarney disse que somente a literatura conseguiu dividir espaço em sua vida com a política. "Foi com a única coisa que dividi a minha vida, toda ela dedicada ao serviço público, maior parte dela ao Congresso --instituição extraordinária que, sem dúvida, representa o poder do povo, de questionar os governos, os costumes e o próprio Congresso."
quarta-feira, janeiro 28, 2009
"O PSDB decidiu apoiar o nome do senador José Sarney na disputa pela presidência do Senado", dizia a nota. Durante o dia, em nenhum momento o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), e o líder Arthur Virgílio Neto (AM), responsáveis pelas negociações, confirmaram a informação que, no fim da tarde, foi retirada da página virtual do vice-líder.
Na nota, Álvaro Dias informou que a decisão do PSDB "respeita a tradição da Casa, que privilegia a maior bancada. O confronto anunciado entre PSDB e PT nas eleições presidenciais do próximo ano também influenciou". Dias afirmou ainda que "com a imediata adesão do DEM à candidatura Sarney, a oposição perdeu as condições políticas para apresentar candidatura alternativa".
domingo, janeiro 18, 2009
Lula quer lançar Dilma já em 2009 para fazer alianças
KENNEDY ALENCAR, colunista da Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem dito a ministros, aliados e petistas que deseja lançar publicamente até o final deste ano a candidatura ao Palácio do Planalto da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A eleição presidencial acontecerá em outubro de 2010.
Legalmente, o PT deve esperar até junho de 2010, o mês para realização das convenções partidárias que oficializam as candidaturas. Mas Lula pretende ganhar um semestre para articular alianças.
O raciocínio do presidente é o seguinte: o PT deve terminar 2009 ungindo Dilma como candidata. O presidente tem até data: durante as eleições internas petistas marcadas para o final de novembro deste ano.
Na sequência, Lula acha que o PT deve buscar uma ampla aliança com PMDB, PSB e a penca de outras legendas que sustentam seu governo no Congresso.
Se o partido ficar esperando até junho de 2010, Lula avalia que será mais complicado viabilizar a aliança para uma candidatura única das atuais forças governistas.
