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terça-feira, junho 18, 2013

LAÇOS

http://revistatrip.uol.com.br/so-no-site/notas/lacos.html

No final do ano passado, a Maurício de Sousa Produções entrou no mercado de graphic novels com o lançamento de Astronauta – Magnetar, primeiro título do selo Graphic MSP, que promete lançar cerca de três álbuns por ano, todos com releituras de personagens já consagrados de Maurício de Sousa. O debut trazia roteiro de ficção científica tendo o Astronauta como protagonista adaptado pelo quadrinista Danilo Beyruth, autor de Bando de Dois e Necronauta. Agora, a história é outra: sob os leves traços dos irmãos mineiros Vitor e Lu Cafaggi, Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão vivem uma aventura que os fazem redescobrir o valor da amizade. Na trama, o cachorro do Cebolinha, Floquinho, desaparece e o quarteto segue o rastro do bichinho para encontrá-lo a qualquer custo.
Trip bateu um papo com os autores.
Trip: Como vocês tiveram a ideia do roteiro?
Vitor: Eu e a Lu queríamos uma história que mostrasse bastante como é a relação de amizade entre a Mônica, a Magali, o Cascão e o Cebolinha, a importância que eles têm para eles mesmos. Queríamos uma história sobre a amizade, mesmo. Usamos bastante recordações da nossa infância.
O título Laços, então, tem tudo a ver com a amizade dos quatro?
Lu: Totalmente. Quem fechou mesmo o título foi o Sidney [Gusman, editor da Maurício de Sousa Produções], mas eu e meu irmão queríamos um nome que representasse essa metáfora da amizade, que fosse uma palavra que pudesse ser encontrada várias vezes na história, mas escrita de modos diferentes.
Vitor: O título quase foi Nós, que representaria tanto os quatro juntos quanto os nós que o Cebolinha sempre deu nas orelhãs do coelho da Mônica, o Sansão, mas, no finalzinho, o Maurício falou: "Com a turma da Mônica, os laços são mais fortes do que os nós". Isso é verdade. Daí, ficou.
Em Laços, tem muito do jeito de vocês dois de contar histórias, tem muito dos seus trabalhos anteriores – ValentePuny Parker e Los Pantozelos. Eles funcionaram mesmo como base para vocês criarem a história?
Lu: Isso aconteceu sem querer. Mas, sim, nós procuramos criar uma história que fosse a cara da turma da Mônica, mas que também fosse uma coisa nossa, que tivesse nosso jeito de ver a turma e o mundo também. São os nossos traços, nosso jeito... Sem contar o assunto principal, a amizade, que é uma coisa de que a gente sempre falou nos nossos quadrinhos.
Vitor: Queríamos uma história o mais intimista possível, que é a característica do nosso trabalho. Sempre falamos muito de amizade, amor, infância, inocência, sempre com olhos de criança.
E já caiu a ficha que vocês, agora, têm uma história com a Turma da Mônica?
Vitor: De vez em quando cai [risos], mas ainda é surreal. Crescemos lendo as revistinhas da turma da Mônica e agora ter uma história nossa... É incrível.
Vai lá: Laços
Autores: Vitor e Lu Cafaggi
80 páginas
Preço: R$ 29,90 (capa dura); R$ 19,90 (capa cartonada)
Editora: Panini Comics
www.paninicomics.com.br

segunda-feira, setembro 10, 2012

Guerra pelos leitores

Há algum tempo, escrevemos aqui umas breves considerações sobre o quanto os quadrinhos talvez ainda precisem de uma fortuna crítica consolidada para serem mais reconhecidos como expressão artística séria. Citei no artigo uma série de bons livros sobre o gênero disponíveis em português, mas deixei um bom título de fora, o que só percebi depois que uma moça perguntou em um grupo do qual faço parte no Facebook se alguém já havia lido A Guerra dos Gibis, de Gonçalo Júnior (Companhia das Letras, 433 páginas, 2004).

Na época a omissão fez sentido, mas não deixa de ser injusta, uma vez que A Guerra dos Gibis é um daqueles livros preciosos que mistura pesquisa rigorosa sobre um campo de estudo pouco explorado com o texto fluente e a obsessiva apuração de uma grande reportagem. A obra narra a consolidação das histórias em quadrinhos no Brasil, nos anos 30, e o papel fundamental que tiveram nesse processo dois homens: os jornalistas Adolfo Aizen e Roberto Marinho (é, aquele mesmo que você pensou).

Filho de imigrantes russos residente no Brasil desde a infância, Aizen viajou aos Estados Unidos em 1932, passou lá cinco meses e, ao voltar, estava encantado com uma novidade que os periódicos americanos exibiam: suplementos semanais ilustrados com contos policiais, notícias esportivas e histórias em quadrinhos. Empolgado, elaborou um projeto de publicação de suplementos para jornais e o ofereceu ao seu empregador, Roberto Marinho, que recusou a oferta. Aizen deixou o emprego como repórter em O Globo e dedicou-se ao projeto, levando-o a efeito no periódico getulista A Nação. Foi em um desses cadernos, o Suplemento Juvenil, que Aizen passou a publicar personagens estrangeiros representados pelo escritório do King Syndicate no Brasil. Dentre eles, Jim das Selvas e Flash Gordon.

O fulminante sucesso doSuplemento Juvenil, logo desvinculado de A Nação e tornado um semanário próprio, levou Marinho a mudar de ideia, lançando ele próprio suas páginas de quadrinhos no suplemento Globo Juvenil. Com recursos financeiros que Aizen não tinha, Marinho fez mais do que criar sua própria versão de um caderno de quadrinhos: ele esmagou a concorrência, comprando por mais dinheiro os mesmos heróis que Aizen havia apresentado ao público primeiro no Suplemento Juvenil.

Caso para uma rivalidade para a vida toda? Pior que não. A Guerra dos Gibis mostra também como Aizen e Marinho precisaram mais tarde unir forças contra um inimigo comum: a censura, reivindicada por grupos conservadores preocupados com o “desvirtuamento da juventude” pelos quadrinhos, considerados alienantes e emburrecedores.

O livro traz um subtítulo auto-explicativo que mais parece saído daquelas áridas teses repletas de jargões tecnicistas: A Formação do Mercado Editorial Brasileiro e a Censura aos Quadrinhos (1933-64). Impressão equivocada que logo se desfaz. Documentado com o rigor de uma pesquisa acadêmica, A Guerra dos Gibis é também um livro fluente, escrito com leveza e carinho pelo assunto que aborda. O livro teve uma continuação publicada em 2010, Maria Erótica e o clamor pelo sexo: Imprensa, Pornografia, Consumismo e Censura na Ditadura Militar (1964 – 1985), pela editoraPeixe Grande, mas esse eu não li, então não posso opinar.

Ele próprio roteirista de quadrinhos, Gonçalo Júnior tornou-se na última década um dos principais pesquisadores da cultura pop nacional. Publicou a biografia de mestres da ilustração no Brasil, Benício (Clusq, 2006), sobre o ilustrador de centenas de icônicos pôsteres cinematográficos, entre outros trabalhos e Alceu Pena e as Garotas do Brasil(Amarylis, 2010), sobre o artista famoso em todo o Brasil por suas charges para a revista Cruzeiro (e que também publicou na americana Esquire). A biografia de Pena recebeu o Jabuti da categoria no ano passado, e depois foi desclassificada pela comissão julgadora, que considerou que uma versão anterior do livro, publicada em 2004, desqualificava o trabalho como "inédito", requisito para concorrer ao prêmio.

sexta-feira, novembro 18, 2011

"Algumas pessoas se dizem humoristas, o Glauco era o humor", diz Toninho Mendes, curador da antologia de "Geraldão"

18/11/2011 - 07h07

ESTEFANI MEDEIROS
Da Redação

A antologia "Geraldão - Espocando a Cilibina" apresenta os principais personagens do cartunista Glauco com organização de Toninho Mendes, editor da Circo Editoral e responsável pela produção de revistas como "Chiclete com Banana" e a própria "Geraldão".

Lançada em novembro com a presença de Laerte, Angeli e Ipojucã Vilas Boas (filho de Glauco), o livro de capa dura reúne diversas fases dos personagens criados pelo cartunista no período em que o material foi publicado como revista.

"O processo de organização desse livro foi um processo natural. Antes do Glauco falecer, nós já tínhamos conversado sobre a hipótese de fazer uma antologia com os 10 gibis do Geraldão", conta Toninho, que cedia sua casa como redação das revistas.

Além das tirinhas de Glauco, o livro também reúne material das revistas Circo e Chiclete com Banana, além de quadrinhos feitos para o cartunista.

Entre as tiras publicadas, o leitor também encontra rascunhos dos bastidores da redação de "Los Três Amigos", trio formado por Glauco, Laerte e Angeli, em que Glauco na época brincava com a sexualidade de Laerte, hoje crossdresser.

Angeli conta que "já conhecia tudo. acompanhei quando ele fez todas essas revistas, pra mim não era novidade. A novidade é ver um livro que para na estante de pé".

Ipojucã adianta que para 2012, a família planeja montar uma grande exposição com o material do pai. "Estamos reunindo desenhos, rascunhos, revistas, quadros e queremos montar uma grande exposição em sua homenagem em 2012".

Glauco e o filho Raoni morreram em março de 2010.

Geraldão – Espocando a cilibina! Nos gibis da Circo Editorial
Autor:
Glauco
Organização: Toninho Mendes
Preço: R$77
77 páginas

sábado, julho 23, 2011

Brasileiros ganham 'Oscar dos quadrinhos' por "Daytripper" e "Vampiro Americano"

23/07/2011 - 03h41 / Atualizada 23/07/2011 - 06h38

Da enviada especial a San Diego (EUA)

Os irmãos Gabriel Bá e Fábio Moon levaram seu quarto Eisner Awards pela HQ "Daytripper", escolhida na noite desta sexta-feira (22) em San Diego, em cerimônia na Comic-Con, a melhor minissérie. Minutos após receber o prêmio, Gabriel agradeceu pelo Twitter, postando a foto do troféu. Outro brasileiro ganhou o Eisner 2011, o gaúcho Rafael Albuquerque, premiado pelos desenhos da HQ "Vampiro Americano", eleita a melhor série nova.

Nos EUA, "Daytripper" saiu pelo selo Vertigo, da DC, e no Brasil sai no início de setembro, conta Gabriel. A trama é sobre um escri­tor de obi­tuá­rios em crise com a pro­fis­são. A HQficou em primeiro lugar na lista de quadrinhos mais vendidos do jornal "The New York Times" em março.

Na última terça-feira, Gabriel disse ao UOL que "concorrer ao Eisner é sempre muito emocionante, é como uma prova de que as pessoas realmente leram a sua HQ e que você fez um trabalho bem feito". "Estamos muito felizes com o 'Daytripper' e toda a repercussão que ele vem tendo. Esta indicação ao Eisner chama bastante atenção pro trabalho e esperamos que isso atraia novos leitores, principalmente no Brasil, quando for lançada a edição nacional."

Os irmãos já ganharam, separadamente, três Eisner Awards, todos em 2008 -- pela revista "5", antologia que fizeram junto a outros desenhistas, entre eles o brasileiro Rafael Grampá; pela HQ "Umbrella Academy", de Gerard Way e Gabriel Bá; e por "Sugarshock!", melhor HQ digital, de Fábio Moon. Os quadrinistas são colaboradores do jornal Folha de S. Paulo e mantêm o blog "10 Pãezinhos" no UOL.

"Daytripper" ganhou ainda outro prêmio, com o colorista Dave Stewart premiado por seu trabalho em diversos projetos, entre eles a HQ dos brasileiros.

Já Rafael Albuquerque ganha seu primeiro Eisner. A série "Vampiro Americano" tem roteiros de Scott Snyder e Stephen King e é lançada no Brasil pela editora Panini.

Veja abaixo a lista completa de vencedores.

Melhor HQ curta
"Post Mortem," de Greg Rucka e Michael Lark, em "I Am an Avenger #2"(Marvel)

Melhor edição (ou especial)
"Hellboy: Double Feature of Evil", de Mike Mignola e Richard Corben (Dark Horse)

Melhor série
"Chew", de John Layman e Rob Guillory (Image)

Melhor minissérie
"Daytripper", de Fábio Moon e Gabriel Bá (Vertigo/DC)

Melhor série nova
"American Vampire", de Scott Snyder, Stephen King e Rafael Albuquerque (Vertigo/DC)

Melhor publicação infantil
"Tiny Titans", de Art Baltazar e Franco (DC)

Melhor publicação juvenil
"Smile", de Raina Telgemeier (Scholastic Graphix)

Melhor publicação de humor
"I Thought You Would Be Funnier", de Shannon Wheeler (BOOM!)

Melhor antologia
"Mouse Guard: Legends of the Guard", editada por Paul Morrissey e David Petersen (Archaia)

Melhor HQ digital
"Abominable Charles Christopher", de Karl Kerschl, www.abominable.cc

Melhor obra baseada em fatos reais
"It Was the War of the Trenches", de Jacques Tardi (Fantagraphics)

Melhor álbum gráfico - inédito
"Return of the Dapper Men", de Jim McCann e Janet Lee (Archaia)
"Wilson", de Daniel Clowes (Drawn & Quarterly)

Melhor álbum gráfico - republicação
"Wednesday Comics", editada por Mark Chiarello (DC)

Melhor adaptação
"The Marvelous Land of Oz", de L. Frank Baum, adaptada por Eric Shanower e Skottie Young (Marvel)

Melhor projeto/coleção arquivo - tiras
"Archie: The Complete Daily Newspaper Strips, 1946–1948", de Bob Montana, editada por Greg Goldstein (IDW)

Melhor projeto/coleção arquivo - HQs
"Dave Stevens' The Rocketeer Artist's Edition", editada por Scott Dunbier (IDW)

Melhor edição norte-americana de HQ estrangeira
"It Was the War of the Trenches", Jacques Tardi (Fantagraphics)

Melhor edição norte-americana de HQ estrangeira - Ásia
"Naoki Urasawa's 20th Century Boys", Naoki Urasawa (VIZ Media)

Melhor escritor
Joe Hill, "Lock & Key" (IDW)

Melhor escritor/ilustrador
Darwyn Cooke, "Richard Stark's Parker: The Outfit" (IDW)

Melhor desenhista/arte-finalista ou dupla desenhista/arte-finalista
Skottie Young, "The Marvelous Land of Oz" (Marvel)

Melhor pintor ou artista multimídia (arte interna)
Juanjo Guarnido, "Blacksad" (Dark Horse)

Melhor artista de capa
Mike Mignola, "Hellboy", "Baltimore: The Plague Ships" (Dark Horse)

Melhor colorista
Dave Stewart, "Hellboy", "BPRD", "Baltimore", "Let Me In" (Dark Horse); "Detective Comics" (DC); "Neil Young's Greendale", "Daytripper", "Joe the Barbarian" (Vertigo/DC)

Melhor letrista
Todd Klein, "Fables", "The Unwritten", "Joe the Barbarian", "iZombie" (Vertigo/DC); "Tom Strong and the Robots of Doom" (WildStorm/DC); "SHIELD" (Marvel); "Driver for the Dead" (Radical)

Melhor material jornalístico relacionado a quadrinhos
"ComicBookResources", produced by Jonah Weiland - www.comicbookresources.com

Melhor livro relacionado a quadrinhos
"75 Years of DC Comics: The Art of Modern Mythmaking", by Paul Levitz (TASCHEN)

Melhor publicação de design
"Dave Stevens' The Rocketeer Artist's Edition", designed by Randall Dahlk (IDW)

(Reportagem de Adriana Terra)

sexta-feira, junho 03, 2011

HOMEM-ARANHA: NOIR

Volta e meia, as grandes editoras de quadrinhos submetem seus principais personagens a poderosos exercícios de imaginação. Na DC Comics, por exemplo, Batman viveu aventuras inspiradas em clássicos do cinema como “Cidadão Kane” e “Os Intocáveis”. Entre peripécias alternativas semelhantes, o Superman foi inclusive adotado por Josef Stalin e tornou-se o legítimo “Homem de Aço” da União Soviética.
Em comparação, a Marvel tem dado boas respostas – a começar pelo Universo Ultimate, no qual seus principais personagens rceberam empolgantes reinterpretações. Foi criado com o objetivo de cativar leitores adolescentes e as gerações mais velhas que antes não se interessavam por HQs e gostaram dos filmes de super-heróis que foram para a Sétima Arte, como a trilogia “X-Men”.
Mas o atual manda-chuva da Marvel, o editor-chefe Joe Quesada, resolveu não parar no Ultimate e deu carta branca aos roteiristas David Hine e Fabrice Sapolsky e ao desenhista Carmine Di Giandomenico para a elaboração do ótimo “Homem-Aranha: Noir”, publicado no Brasil pela Panini Books.
Antes de mais nada: o que diabos significaria esse “noir”?
Trata-se da forma abreviada da expressão francesa “film noir” (“filme preto”), um estilo cinematográfico associado a filmes policiais originados dos romances de suspense da Grande Depressão (1929) e das películas de terror dos anos 1930 – como o bom e velho “King Kong”, de 1933.
Mas por que exatamente “noir”? Quando apareceram, no início da década de 1940, foram filmados em preto e branco e continham uma atmosfera de fatalismo, injustiça e atitudes bastante pessimistas e em até certo ponto cínicas. Ou seja, com toda a carga negativa (sem intenção de ressaltar preconceitos, lógico) geralmente atribuída aos vocábulos “preto” ou “negro”.
Em “Homem-Aranha: Noir”, o integrante do elenco que apresenta um comportamento mais “para-baixo” é Ben Urich, fotógrafo e repórter do jornal “Clarim Diário”. Desiludido e sem a menor esperança quanto ao que restou de seu mundo logo após a Depressão, Ben sai às ruas de Nova York com sua máquina fotográfica e registra os rostos de homens e mulheres arruinados e de crianças maltrapilhas e famintas.
Isso até encontrar os socialistas May e Peter Parker. Tia e sobrinho tentam transmitir à população faminta e empobrecida o ensinamento do falecido Ben Parker: “Se aqueles que detêm o poder não são dignos de confiança, é dever do povo destituí-los”. Uma crítica direta à rede de corrupção que se espalhou em todos os escalões da administração pública da grande metrópole norte-americana em razão da forte influência criminosa imposta por Norman “Duende” Osborn, o trio dos Executores e os participantes de seu circo de aberrações: Kraven, o Camaleão e o Abutre comedor de carne humana (responsável pelo assassinato e mutilação do corpo de Ben Parker).
Na tentativa de livrar Nova York desses facínoras, Peter Parker é acidentalmente picado por uma aranha mística e recebe as famosas “força e agilidade proporcionais às de um aracnídeo”. Além da teia orgânica, é claro. Só existem dois aspectos interessantes nesse Homem-Aranha dos anos 30: ele usa uma arma de fogo e não hesita em matar seus adversários, como os justiceiros implacáveis do film noir.
Lançada nos Estados Unidos em 2009 como minissérie e aqui no Brasil em um encadernado de luxo (e barato, o que é melhor), “Homem-Aranha: Noir” acertou em cheio ao colocar personagens por si fascinantes sob perspectivas surpreendentes.

domingo, janeiro 16, 2011

Veja as capas da saga que vai matar o Homem-Aranha


A morte do Homem-Aranha vai movimentar todo o universo Millennium. As duas primeiras capas acima são das edições Ultimate Spider-Man 153 e 154, respectivamente. A terceira é a versão original de Ultimate Spider-Man 153 e a quarta é de Ultimate Avengers VS. New Ultimates número 1.

O evento começa em fevereiro nos Estados Unidos.












quarta-feira, janeiro 12, 2011

Morte de um dos super-heróis transformará "O Quarteto Fantástico" em trio

Madri, 12 jan - A editora Marvel resolveu acabar para sempre com a união dos integrantes de "O Quarteto Fantástico", que a partir do próximo dia 26, passará a ser um trio, após a morte de um de seus membros.

A identidade do super-herói que morrerá no episódio 587 da saga ainda não foi revelada, mas tudo indica que a surpresa provocará um terremoto de inusitadas consequências no Universo Marvel.

Criado em 1961 pelo famoso roteirista Stan Lee e o desenhista Jack Kirby, "O Quarteto Fantástico" superou várias mortes ao longo de sua longa trajetória, como foram os casos da Mulher Invisível -- Sue Storm -- e do Senhor Fantástico -- Reed Richards --, que ressuscitaram em edições posteriores.

As mortes dos super-heróis, na maioria das ocasiões, se deveram a causas estritamente monetárias. A Marvel arrecada enormes quantias toda vez que iguala seus super-heróis aos simples mortais.

Entre as mortes mais famosas da história em quadrinhos esteve a do Super-Homem, cujas revistas esgotaram em 1992 depois que ele morreu em uma briga com Apocalipse. Apesar de receber uma ostentosa homenagem, incluindo um funeral, o super-herói não demorou a retornar aos quadrinhos.

Outra morte de destaque foi a do Capitão América em 2007, causada por um franco-atirador controlado pelo vilão Caveira Vermelha. O super-herói morreu às portas de um tribunal, onde tinha prestado depoimento após violar uma lei antiterrorismo, mas retornou à história pouco depois.

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Thor

Finalmente saiu o primeiro pôster do filme do Poderoso Thor. É a primeira imagem abaixo e ela já chega impondo respeito.

segunda-feira, novembro 22, 2010

Tom Hardy será Dr Hugo Strange no novo filme do Batman, diz site

20/11/2010 12h00 • Da Redação

Nem Leonardo DiCaprio, nem Joseph Gordon-Levitt. Parece que Christopher Nolan escalou foi mesmo Tom Hardy, que roubou a cena no seu filme A Origem, para participar do novo filme do Batman, The Dark Knight Rises. O ator, que interpretou o falsificador Eames, deve interpretar o vilão Dr. Hugo Strange, o Estranho (não confundir com o Dr. Estranho da Marvel) e não o Charada, como havia sido anunciado, segundo o site Batman News.

De acordo o site TotalFilm, a sequência será baseada na graphic novel Prey e vai mostrar Batman sendo perseguido pelo desequilibrado policial psiquiatra de Hardy. O enredo mostra como Hugo Strange hipnotiza um policial para se tornar vigilante em uma tentativa de trazer Batman para fora da clandestinidade.

CLIQUE E VEJA OS POSSÍVEIS VILÕES DO PRÓXIMO BATMAN

Strange foi um dos primeiros vilões dos quadrinhos do Batman (desde os idos de 1940), que precede os mais famosos arqui-inimigos como Mulher Gato e Coringa. Estranho apareceu, foi morto, depois voltou outras vezes em décadas subsequentes, mas seu passado passou por várias revisões.

Recentemente o diretor de fotografia de The Dark Knight Rises, Wally Pfister, revelou que partes do filme serão filmadas em IMAX, como aconteceu em O Cavaleiro das Trevas. Enquanto isso, Nolan continua sua busca por um atriz, que, também segundo boatos, pode interpretar a Mulher Gato.

terça-feira, novembro 16, 2010

Título da Espanha na Copa-2010 vira história em quadrinhos

A conquista do título mundial pela Espanha ainda não virou filme, mas ganhou uma versão em história em quadrinhos. A editora Panini divulgou algumas imagens da história “O ano em que fomos campeões do mundo”, na qual é retratada a trajetória da Fúria na África do Sul.

Com desenhos de Mikel Janín e roteiro de Pepe Caldelas, a HQ conta como foi a vitoriosa campanha espanhola, sem deixar de lado os gols de David Villa, a comemoração de Iniesta e a cena de Iker Casillas erguendo a taça após a vitória por 1 a 0 sobre a Holanda na decisão.

segunda-feira, novembro 15, 2010

O prazer de criar um livro sem palavras

Escritor capixaba cria livro de quadrinhos sem texto, para público adolescente, e desperta interesse de editora estrangeira

João Marcello Erthal

Na era dos e-books, da pirataria e dos muitos formatos que um livro pode ter, o percurso de um autor, da ideia até a publicação, pode tomar um caminho bastante tortuoso. No caso do jovem escritor e desenhista capixaba Estevão Ribeiro, conquistar um espaço no mercado foi, por assim dizer, um arriscado exercício de desapego. O sétimo – e talvez mais promissor – livro concebido por Estevão tem de tudo, menos palavras, o que empurra o criador da história para o quase anonimato. Mas, dados os resultados e a aceitação do projeto, ele não se importa com a falta de reconhecimento – nem tem do que reclamar.

'Pequenos Heróis’, um livro de quadrinhos dedicado ao público adolescente, chegou às prateleiras no mês passado, pela editora Devir, de São Paulo. Simultaneamente, o projeto de Estevão, com oito histórias ilustradas por nove artistas, conseguiu algo raro e difícil para autores iniciantes: a obra já tem editora e será lançada nas próximas semanas também nos Estados Unidos, pela editora 215 Ink, especializada em livros digitais – atualmente, estão sendo finalizadas as capas da versão em e-book. “Este projeto é a maior vitrine que já produzi para meus parceiros. Há uma dificuldade dos leitores de entender que há um escritor por trás das histórias, mas não me importo”, diverte-se Estevão, que, simultaneamente a Pequenos Heróis, tenta emplacar seu primeiro romance – ‘A corrente’, uma trama de terror lançada pela editora Draco, de São Paulo.

A primeira dificuldade para realizar o projeto foi explicar para os próprios ilustradores do que se tratava o livro “sem texto”. Como alguns dos artistas ficavam intrigados com a ideia apresentada por Estevão, ele e o coeditor Mário Cesar, também capixaba, fizeram a primeira das oito histórias. Super Bro, inspirada no Super-Homem, era, então, mostrada em sua versão quase final aos demais convidados a participar, e, a partir daí, “a ficha caía”: “São oito histórias de crianças, inspiradas nas personalidades, nos poderes e nos inimigos de oito super heróis”, resume o autor, que começa a colher os frutos da ‘falta de palavras’ do livro. Afinal, não ter texto significa que as páginas já estão prontas para qualquer idioma.

“Há muitos autores de quadrinhos que escrevem e desenham a própria história. De uns tempos para cá, o Brasil até exporta desenhistas, que são mão de obra para os criadores de histórias. Mas o mercado de roteiristas de HQ no Brasil ainda é limitado”, explica Estevão, que, mesmo fora da lista oficial de lançamentos da Rio Comicon, improvisou uma tarde de autógrafos na feira, encerrada no domingo no Rio.

A seguir, ‘Garoto das Trevas’, uma das histórias do livro, inspirada no personagem Batman.





























sexta-feira, agosto 20, 2010

Super-heróis de hoje têm influência negativa em meninos, diz estudo

Um estudo apresentado em uma conferência de psicologia nos Estados Unidos afirma que os super-heróis de filmes da atualidade influenciam negativamente os meninos.

Segundo a pesquisa, apresentada em um encontro da Associação Americana de Psicologia, esses super-heróis promovem um estereótipo violento e de "machão".

Eles seriam diferentes dos de antigamente, pois não apresentariam um lado mais vulnerável e humano.

O estudo afirma que a única figura masculina alternativa de super-herói da atualidade é a do "preguiçoso", que evita assumir responsabilidades.

Super-homem e Homem de Ferro

A pesquisadora Sharon Lamb, da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, fez um estudo com 674 meninos de quatro a 18 anos de idade para descobrir o que eles veem na TV e no cinema.

Com sua equipe, ela analisou o impacto que os principais modelos de comportamento masculinos têm nos garotos.

"Há uma grande diferença entre os super-heróis de hoje e os heróis de gibis do passado", afirma Lamb.

A pesquisadora diz que, nos personagens do passado, os meninos podiam perceber que - sem roupa de super-herói - eles eram "pessoas normais com problemas normais e muitas fraquezas". Seria o caso do Super-Homem e o Lanterna Verde, que têm identidades secretas, com carreiras e que, segundo a pesquisadora, foram criados como reação ao fascismo e para lutar por justiça social.

"O super-herói de hoje é como um herói de ação que pratica violência sem parar. Ele é agressivo, sarcástico e raramente fala sobre as virtudes de se fazer o bem para a humanidade", disse Lamb, segundo artigo no jornal britânico The Guardian.

"Esses homens, como é o caso do Homem de Ferro, exploram as mulheres, exibem joias e demonstram sua masculinidade com armas poderosas", afirmou, se referindo a um herói que foi sucesso de bilheteria com um filme neste ano.

Apesar de ter surgido nos quadrinhos em 1963, o Homem de Ferro interpretado por Robert Downey Jr. no cinema corresponderia ao perfil descrito pela cientista.

Preguiçoso
A alternativa a esse super-herói agressivo da atualidade seria o preguiçoso.

"Preguiçosos são engraçados, mas preguiçosos não são o que os meninos deveriam querer ser. Eles não gostam da escola e evitam responsabilidades", afirma Lamb.

Um outro estudo, da Universidade do Arizona, também apresentado na conferência, afirma que a capacidade dos meninos de evitarem estereótipos masculinos diminui quando eles entram na adolescência.

Segundo o professor Carlos Santos, que fez a pesquisa com 426 meninos, "ajudar os meninos a resistir a esse tipo de comportamento o mais cedo possível parece ser um passo vital para se melhorar a saúde e qualidade das suas relações sociais".

sábado, julho 10, 2010

0S 70 ANOS DO LANTERNA VERDE

O aniversário de um dos super-heróis
mais importantes dos quadrinhos

Por Edu Almeida - 10/07/2010 09:28

PARABÉNS
Agora em julho de 2010 o Lanterna Verde completa 70 anos. O aniversário é do original de 1940, mas que deu origem a toda uma mitologia importantíssima dos quadrinhos. É uma história longa e com algumas mudanças durante estas sete décadas de vida. Mas o mais importante disso tudo é que o Lanterna se transformou num dos maiores super-heróis do universo DC. Tanto é que em 2011 terá seu primeiro longa-metragem nos cinemas. Conheça um pouco da trajetória do personagem e suas várias encarnações.

segunda-feira, julho 05, 2010

Filho de Bob Marley cria HQ

Imagem da HQ 'Maryjuana', de Ziggy Marley (Foto: Divulgação)

Marijuanaman’ luta contra destruição dos campos de maconha da Terra.
Quadrinho será apresentado na Comic-Con e lançado em abril de 2011.

Do G1, em São Paulo

O músico Ziggy Marley, filho de Bob Marley, acaba de criar sua primeira história em quadrinhos, a HQ “Marijuanaman.

A obra, que será lançada oficialmente em abril de 2011, será apresentada na feira de cultura pop Comic-Con, que acontece de 22 a 25 de julho na cidade de San Diego (EUA).

Criado em parceria com o escritor Joe Casey e com ilustrações de Jim Mahfood, o livro conta a história de um super-herói vindo de um planeta em que a THC (tetraidrocanabinol) está em extinção.

Em razão disso, ele busca evitar a destruição dos campos de maconha da Terra, que tem como vilão da vez a empresa farmacêutica Pharmexon.

A obra será publicada pela Image Comics, que anuncia Marijuanaman como "o super-herói de uma nova geração".

No Brasil, há quatro anos foi criado um super-herói similar, o Capitão Presença, do quadrinista e colaborador do G1 Arnaldo Branco.

quarta-feira, junho 30, 2010

DC muda o uniforme da Mulher Maravilha

Jim Lee é quem traz a novidade
Por Edu Almeida - 30/06/2010 02:08

Na segunda-feira publicamos uma nota sobre a edição 600 da revista da Mulher Maravilha nos EUA. Pois bem, ali a gente contou que a DC iria revelar algumas novidades e a bomba já surgiu. A moça tem um novíssimo uniforme e a surpresa estreia nesta edição comemorativa.
O novo visual foi desenvolvido por Jim Lee, um dos maiores desenhistas da atualidade e também um dos chefões da DC. Ele mexeu no modelito que está aí nos quadrinhos há 69 anos. É a primeira vez que a roupa da heroína sofre uma mudança tão drástica. Mas algumas coisas se mantiveram, como as cores tradicionais – vermelho, azul e amarelo. De resto, a coisa toda está bem diferente. Sobre os ombros antes nus, agora entra uma jaquetinha azul. Os braceletes também mudaram o formato e agora têm uma espécie de luva por baixo que deixa aparecer os dedos. A heroína também passa a usar uma calça colante azul. A tiara e o laço continuam lá e também há uma gargantinha nova.
A gente sabe que a Mulher Maravilha é uma personagem problemática e que não está na lista das prediletas dos novos leitores. A mudança sinaliza a tentativa da DC em dar mais força para a heroína, um dos grandes ícones da editora. Além disso, esse visual é bem mais verossímil para ser usado num possível filme. Afinal, é meio complicado mesmo usar aquela roupinha minúscula, né? Embora a ala masculina do CAPACITOR prefira o "roupitcha" antiga, claro.
Para a Mulher Maravilha esta é uma mudança e tanto e acontece por conta de seu novo roteirista, o bom J. M. Straczynski – que acaba de assumir o título – e a roupa nova vem justamente para se ajustar a essa nova fase que é mais urbana e menos ligada às divindades. Segundo o que o roteirista explicou ao site Newsarama, “os deuses, por razões próprias mudaram a linha do tempo. Nesta nova linha, os deuses, vários anos atrás, removeram a proteção da Ilha Paraíso (lar das amazonas) e a deixaram vulnerável a ataques. E ela foi mesmo atacada. Surge um exército liderado por uma figura sombria que destrói tudo e faz com que Hipólita (mãe de Mulher Maravilha) tenha de entregar sua filha de três anos de idade para uma guardiã”. Quase todas as amazonas são mortas. Assim, a jovem Diana (nome da heroína) é levada embora e cresce na cidade, se transformando numa mulher urbana, mas com ligações com seu passado. A história se passa vinte anos após o ataque à ilha.
Com tudo isso, Straczynski dá uma nova origem para a heroína e fará com que ela fique mais rápida, elegante, esperta. É a Mulher Maravilha do século 21.
A edição 600 de Wonder Woman sai nesta quarta, dia 30, nos EUA.

segunda-feira, abril 19, 2010

Spoiler: X-Men ganham nova revista mensal


No final da semana passada a Marvel Comics divulgou a última imagem teaser divulgando seus novos X-Men. A nova imagem revelou pela primeira vez dois heróis já costumeiros na equipe: X-Man e Jubileu, mas com uma surpresa, já que Jubileu apareceu transformada em uma vampira!

Como havia sido prometido pela editora, explicações surgiram neste domingo durante a convenção C2E2 em Chicago. Toda essa divulgação foi para preparar os leitores para a nova revista mensal dos mutantes, intitulada simplesmente X-Men.

A publicação terá roteiro de Victor Gischler e arte por Paco Medina, com lançamento programado para julho. As aventuras terão início logo após a saga Second Coming, atualmente em desenvolvimento nas revistas mutantes americanas.



Gischler explica que a revista se concentrará em grandes missões realizadas pelo grupo. Segundo o roteirista, cada arco mostrará uma missão ou evento. O primeiro tratará justamente de uma luta contra vampiros, o que deve justificar as imagens mostrando Blade no grupo e Jubileu transformada em vampira.

O escritor não negou nem confirmou a presença dos diversos personagens não-mutantes mostrados nos teasers, mas afirmou que o primeiro arco contará com muitos personagens, nem todos habituais membros dos X-Men. Porém, afirmou que a partir do segundo arco haverá um grupo principal de quatro ou cinco personagens, com alguns reforços rotativos a cada missão/arco.

Por fim, a Marvel revelou mais três imagens: a capa da primeira edição desenhada por Adi Granov e duas imagens de Medina reunindo o grupo, uma com os heróis de maneira tradicional, e outra com eles transformados em vampiros. Clique aqui para conferir todas as imagens das quais comentamos.

As imagens reunindo o grupo incluem Ciclope, Wolverine, X-Man, Vampira, Magneto, Anjo, Tempestade, Psylocke, Emma Frost, Colossus e Gambit.

Os X-Men são uma equipe de super-heróis criada por Stan Lee e Jack Kirby em 1963. Os mutantes são pessoas que nasceram com poderes super-humanos latentes, que geralmente se manifestam na puberdade. Temidos pelo restante da humanidade, os mutantes são ensinados pelo Professor Xavier a controlar suas habilidades. A HQ já ganhou três adaptações para o cinema, além de séries animadas e jogos de videogame e computador.