terça-feira, setembro 09, 2008

'Playboy' divulga foto de Gyselle Soares toda nua


A Playboy divulgou nesta terça-feira duas novas fotos do ensaio de Gyselle Soares para a edição deste mês da revista. Em uma das imagens, a segunda colocada do Big Brother Brasil 8 veste uma blusinha e fio dental. Já a outra é a primeira em que a cajuína aparece toda nua, mas escondendo as partes íntimas.

Gyselle foi fotografada por JR Duran nas proximidades do delta do rio Parnaíba. "Para mim foi uma prova de fogo, me sentir nua na revista me fez tirar alguns complexos bobos e antigos que eu tinha (risos). Adorei, foi maravilhoso, e foi uma experiência inesquecível na minha vida!", disse ela em entrevista à publicação.

segunda-feira, setembro 08, 2008

Noite em São Luís

“Ainda uma vez adeus!...”. Eduardo não pensou que poderia voltar a esta terra. Partiu prometendo voltar, mas no peito a certeza de que não seria assim. Cinco anos se passaram, ele mudou, a cidade mudou... Para melhor, poderia afirmar.
Estava sentado à sombra da estátua do grande poeta maranhense, na Praça Gonçalves Dias. À sua frente, o encontro dos rios Bacanga e Anil com o mar. Logo depois da ponte José Sarney, a cidade dos edifícios, como ele gostava de chamar aquele lado de São Luis. No entanto, preferia o lado de cá. Com seus casarões testemunhando uma época de glórias, de sonhos. Era que passou, e cujos testemunhos erguiam-se e sobreviviam bravamente ao tempo, ao clima, ao descaso. Cada paralelepípedo, cada beco, cada azulejo tinham um sabor de nostalgia.
Consultou o relógio. Meia hora e a tarde se despediria. Sorriu consigo mesmo. Sexta à noite, Centro Histórico... Em sua adolescência, na primeira noite de “excursão” em São Luís passou por um grande sufoco... Estava com três colegas da escola. Queriam lhe apresentar sua cidade. Andaram por museus e ruas. Racharam os trocados que tinham nos bolsos e compraram sorvetes. Um guia turístico levava um grupo de franceses. Ele ficou ouvindo, achou bonito o sotaque dos turistas. Muito admirado contemplou a arquitetura neoclássica do Palácio dos Leões.
Uma decepção que tivera foi com o aspecto de decadência e as ruínas que encontrou durante o passeio. Se as coisas permanecessem assim, o maior acervo arquitetônico histórico da América Latina não resistiria. E o que seria de São Luís sem a sua alma? Onde dançariam aquelas mulheres do tambor de crioula, ou os dançantes de bumba-meu-boi?
Ficaram ali, na Praça da Seresta. Um auto de São João estava sendo apresentado aos turistas. Seus colegas queriam ir embora. No entanto, ele ficou. Como poderiam enfadar-se num palco daqueles, com aqueles lampiões tingindo as calçadas com aquele amarelo ouro envelhecido, como podiam ignorar não valorizar o que tinham? E a noite caía suave. O Reviver parecia ganhar mais vida. As pessoas se reuniam nos terraços dos bares, nas praças... Quando o cansaço o venceu, Eduardo consultou o relógio, já passava das dez da noite. Sua mãe estaria histérica em casa, ele não conhecia São Luis, provavelmente ela já havia contatado a polícia! Sorriu satisfeito, a pequena aventura valeria a bronca que escutaria antes mesmo de pisar dentro de casa.
Pegou o caminho da rua da Estrela e saiu, tentando lembrar qual rua ou beco deveria seguir para chegar ao Mercado Central e pegar a condução para casa. Tinha certeza de que errara o percurso. Chegou a um trecho onde os lampiões não tinham luz. Na escuridão iria se perder de verdade! Refez os passos, ainda não tinha perdido o controle! Voltou por onde viera. Começava a suar frio. Era mesmo um maricas! Onde já se viu, tremer assim?! Não sabia por que se sentia tão amedrontado. Não fazia sentido!
De repente, parou. Tinha certeza de que ouvira um gemido alto, cascos de cavalos sobre as pedras da rua. Não! Era um grito! O som parecia cada vez mais perto. Ele quis correr, mas estava paralisado! O som se aproximava. Era um grito de agonia. Anos de dor traduzidos naquele som terrível. Eduardo fechou os olhos. Sentiu o vulto passar por ele. Então, a curiosidade venceu o medo. Abriu apenas um olho. Parecia uma carruagem. Dentro dela, uma mulher de aspecto tão medonho o levou a molhar as calças. Quis gritar, mas nenhum som saiu de sua garganta. Tinha certeza de que morrera e logo veria o “grande túnel”.
Noites a fio as imagens daquela mulher e sua condução assombraram seus sonhos. Mais tarde, soube ser a carruagem de Ana Jansen. Era o segredo que guardava consigo. Preferia acreditar que ouvira aquela estória, sim uma estória, em algum lugar. Protestava, afirmando que fora um surto num momento inusitado, quando cercado pelo medo e solidão.
Partiu para Recife cinco anos depois do episódio. Estava com vinte anos. Mas deixou um elo na cidade. Sua namorada ainda estudava e vivia com os pais. Eduardo tinha mais oportunidades fora do Maranhão e partiu, afirmara que só por um tempo. Foi ali naquela praça que se encontraram pela última vez. Ela chorava e apesar dele dizer que ligaria e escreveria sempre, Paula não acreditava. Dizia que era o “adeus”. Ela amava o poema que Gonçalves Dias fez para Ana Amélia e falou que, se um dia esbarrasse nele, não fingiria que era um desconhecido, que ele prometesse fazer o mesmo, nunca se esquecesse dela. O “adeus” não durasse para sempre. Mesmo assim, combinaram que em cinco anos estariam ali de volta.
A cidade, agora tingida pelo cinza azulado da noite e pontilhos luminosos, parecia bater-lhe amigavelmente no ombro. Paula. Foi ela que o havia esquecido e ele não havia deixado de querê-la. Ergueu o rosto e contemplou a estátua. “Não se morre de amor, meu poeta , mas se sofre muito”. Ainda esperou alguns minutos, a esperança dissolvendo-se como fumaça no vento. Então, quando resolveu ir embora, duas mãos pequenas e macias vendaram seus olhos. Uma voz vagamente familiar sussurrou no seu ouvido: “Vivi, pois Deus me guardava para este lugar e hora/ depois de tanto, senhor / ver-te e falar-te outra vez...”.
E quem disse que um homem não pode ser um tolo, às vezes?! Sentia-se um Gonçalves Dias realizado, pois tinha finalmente seu “quinhão de alegria”. Era o seu outro segredo, confessado apenas a esta cidade, esta Ilha de Amores.

Helayne Xavier Brás
Aluna do curso de Letras da UFMA

São Luís: 396 anos

Toda terra tem seus problemas e suas qualidades, sempre terá. Como a vida em si, independente do sol que arde sobre nossas cabeças, muito embora seja um só, ou da língua que falamos, há fatos que enaltecem e outros que entristecem. Era isso que tentava explicar, em vão, a um amigo que estava boquiaberto com toda a tecnologia e arquitetura dos Jogos Olímpicos de Pequim e fazendo uma amargurada comparação de total desprezo com o Brasil e em específico com a realidade de São Luis. Revoltado diante desta comparação absurda, não consegui expressar-me de tal modo que o fizesse entender minhas conclusões que agora aqui coloco; postas com a calma de quem quer entender o motivo das coisas. Leia com calma, amigo, pois é com esta caneta da parcimônia que entenderá sua enlatada inópia. E a todos que gostaram ou não desta cidade chamada São desejo feliz 396 anos, pois, querendo ou não, somos filhos dela, devemos nos orgulhar, como irão perceber.
Lembro claramente que me chamou de tolo, um apaixonado que se faz cego para que não veja a verdade à sua volta. Não foi isso, cáustico amigo? Agora sei de onde provêm todas as suas rugas e amarguras. Saiba que a minha São Luís é a mesma sua, não se assuste nem negue. O que mais me fascina é esta sua verdade intolerante, que vive a afirmar o escudo ser de prata; veja o outro lado, no qual o ouro reluz, avise a seus pulmões que inflam e arrogam que sempre há dois lados, e pergunte a ele porque faz questão de aspirar apenas o ar contaminado, deixando de lado qualquer ar puro que tenha por aqui. É a morte de um desses lados, e a super valorização do outro que fazem de você essa pessoa desacreditada. E antes que me coloque em meio aos que resumem São Luís ao Centro Histórico, alego que não esqueço que a pequena São Luis há muito, como uma criança que deseja crescer e nada podemos fazer, atravessou o rio Anil, que, hoje, do anil muito já desbotou. Fiel amigo, não fecho meus olhos, e, quando eles virem a fechar-se, não esquecerei que esta São Luís não foi convidada a Reviver, como a antiga São Luís: sei dos bairros pobres, da precariedade da Saúde e Educação pública. Nunca esqueço o sorriso da sofrida gente que faz esta ilha andar com a força humilde de seus braços fortes.
Mas, importado amigo, não fique a comparar o que de fora compra, pois isto é estupidez: vejo que assim somente você negreja seu coração, e se quer saber, sou sim um apaixonado pela minha Cidade e apaixono-me a cada dia. Suas negativas fecham em si, e, preso em si, com elas você não faz nada, absolutamente nada para melhorá-la. Fique aí a contemplar teus quadros na parede fria; a Torre Eiffel nela certamente é mais alta que a estátua de Gonçalves Dias, mas não lhe dará sombra nem poesia. Esta é sua colonial idéia e invejosa, onde todo lugar é melhor do que o aqui, onde há sonhos, mas nunca aqui. Se quiser saber ainda o motivo do meu orgulho do qual você debocha, tenho antes de tudo orgulho, pois esta cidade fez de mim quem sou. Importante é lembrar que para mim a chamada Velha São Luís que é nova, conheço-a há pouco tempo se compará-la ao bairro desta ilha onde cresci. Mas ainda poderia citar casarões e seus mirantes, fontes - das quais, a do Ribeirão, com seu frontispício de Neturno e com o silêncio de suas galerias que fazem eco, é a que mais me fascina - ruas e becos seculares que guardam em cada nome uma história, escadarias que nos trazem o passado, mas meu maior orgulho não é material, é sobretudo imoral, pois assim é nossa gente, que, com a vontade de viver e criatividade, inventa a vida, nas mais adversas situações, tornando-a possível! Meu Orgulho e ser Gonçalves Dias, Josué Montello, Artur Azevedo, Sousândrade, Graça Aranha, Nauro Machado, Antônio lobo, Vieira da Silva e tantos outros que parecem não caber na frase nem no Maranhão. E afirmo que se uma Atenas em 396 anos produziu tantos ilustres filhos, o que esperar dos próximos 396 anos?
Enfim, amigo, agora entende o que eu o queria dizer naquele dia e não consegui? Já que tanto lhe apetece e valoriza o que é chinês, isso tudo vale os “espinhos de Confúcio, que têm rosas” pelas quais devemos nos alegrar, mas somente olha as rosas que têm espinhos. E mais somente o aconselho, para que não venha a passar a vida em morte, não se contamine desta forma pelo o que há de ruim, pois isto tudo apenas turvará sua afeição e a possibilidade de valorizar algo de bom que existe ou aconteça à sua volta. Nunca deixe os problemas afetarem sua afeição de tal forma que todas as belezas lhe sejam tolhidas, de modo que lhe lancem nessa vida soturna de admiração do que não é palpável e de desprezo por todo o resto, porque temos que achar motivos para viver e mudar ou morreremos ranzinzas.

Gladson Fabiano de Andrade Sousa
Aluno do curso de Letras da UFMA
http://gladdking.blogspot.com/

quinta-feira, setembro 04, 2008

Edmundo joga de goleiro, chora e se diz humilhado


O atacante Edmundo assumiu a meta do Vasco nesta quinta-feira, na derrota por 3 a 1 para o Cruzeiro, em São Januário, por causa da expulsão do goleiro Tiago e das três alterações já feitas pelo técnico Tita até aquele momento. Ao deixar o campo, o veterano jogador, 37 anos, ficou bastante emocionado e, chorando, se disse humilhado.
"A gente é roubado em tudo quanto é lugar, não merecemos isso não", disse Edmundo, com a voz embargada e os olhos marejados. "Eu estou feliz, não estou chorando de tristeza não. A gente tem uma torcida que ama o time, mas não temos a ajuda de ninguém. É humilhante demais", completou o jogador, ao mesmo tempo em que era ovacionado pelos vascaínos.
Perguntado se era um jogo que ia entrar para a sua carreira, Edmundo desabafou ainda mais. "Eu não preciso disso... O cara fica humilhando ali dentro de campo. É brincadeira", resumiu o atacante, que fez apenas uma defesa no confronto, aos 45min do segundo tempo, em uma cabeçada de Guilherme.
Aos 30min da etapa final, logo após a expulsão de Tiago, os jogadores do Vasco fizeram uma rápida reunião dentro da grande área. Edmundo já colocava as luvas quando Alan Kardec pegou a camisa número 1. O veterano tirou as luvas, jogou no gramado e parecia ter desistido da idéia. Mas, pouco depois, camisa e luvas foram entregues a ele.

quarta-feira, setembro 03, 2008

A solitária poesia simples de Camelo

Marcelo Camelo lançará seu CD solo segunda-feira próxima, mas músicas já estão disponíveis na internet

André Sales
Editor de capa de O Estado

Lúcido. Tranqüilo. Sem preocupações. Marcelo Camelo, ex-vocalista dos Los Hermanos, dono de uma voz modesta, compensada pela boa afinação e pelo profundo apuro musical, marcou o lançamento de seu primeiro álbum solo para segunda-feira próxima. Sou pode ser considerado um presente para os desolados fãs e seguidores dos barbudos Los Hermanos, que assistiram alguns atônitos, outros conformados, o grupo desmontar-se em abril do ano passado para um tal tempo, a ser aproveitado em produções diferentes. Separadas.
Com o lirismo de versos simples, já existente em muitas de suas canções gravadas pela banda, Marcelo Camelo gravou 11 faixas bem criativas no disco. Marcha de Carnaval. Beach music. Samba. Baião. Jazz. Folk. Até axé music. O que pode insatisfazer a galera da restrição, da música originalmente fechada, do ódio à moda. As reações devem ser das mais diversas, tal como a obra. Existem os que desgostam mas respeitam o nome do artista, os inquisitores, os defensores sem personalidade e os que aguardam a confusão se armar na praia com o mp3 player no ouvido.
“É de imaginar bobagem...” é o verso que complementa a semi-instrumental Téo e a Gaivota, carregada de efeitos misturados, como riffs de guitarra eletroacústica, mergulhos em sons ambientes com uma levada praieira/havaiana, tal como as composições sobre o mar do disco 4 do Los Hermanos. Outras canções muito bem interpretadas e mais animadas são Copacabana, Menina Bordada e Vida Doce. Parecem jogos, com a percussão dinâmica e poemas de primeira.
Em algumas faixas, o compositor une-se a parceiros, além da banda Hurtmold, que toca na maioria das composições. Uma delas já revoltou muitos fãs em fóruns na web: Mallu Magalhães. Porém quem já gravou com Sandy e Júnior, há muito tempo já derrubou a casa. Engraçado para mim é simplesmente considerar uma das melhores músicas do disco exatamente aquela com a participação da garota: Janta. Na canção de letra romântica, trabalhada sobre uma batida folk, Mallu e Marcelo cantam em inglês e português com vozes pontuais. “Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar, caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá”.
O disco solo de Marcelo mostra a sua doce solidão sem a banda e apresentam o cantor como bom poeta e músico perfeccionista. De solos violões e bons arpejos ao som metálico da safona, o cantor cria canções com ritmo universal, contudo carregadas de memória, o que destrói todas as argumentações de possíveis críticas afetadas. De defensores desajeitados de regionalismos aos grandes puristas comedores de lentilha musical.
Apesar de comparações a antigos trabalhos, ali, quieto e calmo, sem muitas explosões, em produção independente, a música solo do cantor surge viva para o mundo. As reflexões das letras são palpáveis e a preocupação maior é com a evolução sonora. No disco, a poesia sem rimas fenomenais assusta pelo uso tão perfeito de muitas expressões que poderiam ser banidas, de “clichezinhos” tão bem adaptados à canção. Sem perceber, o disco roda uma, duas, três vezes e a vontade de parar é motivada apenas pelo resquício da tristeza do poeta frente à necessidade de garantir a grana diária. Coros, metais e o mar são vozes. Já o compararam ao falecido Dorival Caymmi.
Antes do lançamento, na semana passada, Camelo já havia disponibilizado em seu my space (www.myspace.com/marcelocamelo) parte do álbum. Ouvir também com a maior atenção as canções Mais Tarde e Liberdade. “É Deus, parece que vai ser nós dois, até o final”. Difícil esconder a boa impressão deixada por outras músicas do compositor. Os verdadeiros fãs do cantor são bons ruminadores. Vale ouvir com a namorada, com a mãe, com os amigos em uma noite calma ou com o cachorro.

terça-feira, setembro 02, 2008

García Márquez diz amar jornalismo mas prefere escrever livros

O Prêmio Nobel de Literatura colombiano Gabriel García Márquez falou de seu amor pelo jornalismo em um seminário dedicado ao tema e realizado na cidade de Monterrey, norte do México.
"Como jornalista, a gente sofre com o texto ou desfruta dele. Com a manipulação que se faz das notícias, temos satisfação quando achamos uma jóia, mas sofremos como cachorros quando vemos a forma com que se maltrata o idioma", afirmou Márquez, 81 anos. "Eu escrevo para não ter que falar", explicou.
Mas também criticou o que chamou de "novo jornalismo", no qual o profissional conta com pouco tempo para elaborar seus textos.
"Isso me aborrece. Quando se tem tanta pressa, não há tempo para pensar. No jornalismo, a pessoa tem que saber que não há tempo para pensar muito ou aperfeiçoar o texto, e isso vai fazê-la sofrer. E, como os jornalistas sofriam muito, a gente saía para encher a cara todos os dias", brincou.
Para evitar as correrias do jornalismo moderno, o autor de Cem Anos de Solidão deu sua solução: "é melhor escrever um livro. Com um livro, levei dez anos; se não gostava, voltava atrás e escrevia tudo de novo", comentou.

segunda-feira, setembro 01, 2008

Pai de João Roberto chama PMs de assassinos

Ernani Alves
Direto do Rio de Janeiro

O pai do menino João Roberto, Paulo Roberto Soares, chamou os dois policiais militares acusados da morte do menino de 3 anos de "assassinos", nesta tarde, durante a segunda audiência do caso, no 2º Tribunal do Júri, no centro do Rio de Janeiro. "Assassinos. O que vocês fizeram foi covardia. Mataram meu filho, uma criança indefesa. Não consigo mais dormir, não consigo mais comer", gritou.
O cabo William de Paula e o soldado Elias Gonçalves da Costa Neto são acusados de atirar contra o carro em que João Roberto estava, no dia 6 de julho, na Tijuca, na zona norte da capital, em meio a uma perseguição policial. Eles teriam confundido o veículo da família da criança com um carro de criminosos.