terça-feira, dezembro 25, 2012

O CANTO DA CIDADE

HÁ VINTE ANOS DANIELA MERCURY "ESTOURAVA" EM TODO O PAÍS COM ESTA MÚSICA, QUE INCLUSIVE PROJETOU A FAMA E A GLÓRIA DA CANTORA BAIANA. COLOCAREI ATÉ UM VÍDEO, PARA O POVÃO MATAR A SAUDADE. OU FICAR COM RAIVA AO PERCEBER QUE CERTOS MOMENTOS DA VIDA SÃO MESMO IMORTAIS.


O Canto Da Cidade

A cor dessa cidade sou eu 
O canto dessa cidade é meu 

O gueto, a rua, a fé 
Eu vou andando a pé 
Pela cidade bonita 
O toque do afoxé 
E a força, de onde vem? 
Ninguém explica 
Ela é bonita 

Uô ô 
Verdadeiro amor 
Uô ô 
Você vai onde eu vou 

Não diga que não me quer 
Não diga que não quer mais 
Eu sou o silêncio da noite 
O sol da manhã 

Mil voltas o mundo tem 
Mas tem um ponto final 
Eu sou o primeiro que canta 
Eu sou o carnaval 

A cor dessa cidade sou eu 
O canto dessa cidade é meu 


Dona Canô, mãe de Caetano Veloso e Maria Bethânia, morre aos 105 anos

25/12/2012 - 10h40

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1202245-dona-cano-mae-de-caetano-veloso-e-maria-bethania-morre-aos-105-anos.shtml

DE SÃO PAULO
DE SALVADOR


Claudionor Vianna Telles Velloso, 105, a Dona Canô, morreu nesta terça-feira (25) em sua casa, na cidade de Santo Amaro da Purificação no Recôncavo Baiano.
O velório de Dona Canô será realizado a partir das 17h (de Brasília), no Memorial Caetano Veloso, em Santo Amaro (67 km de Salvador). O enterro será amanhã.
"O clima está tenso, de muita comoção", disse uma amiga da família à Folha, de nome Rose (não quis falar o sobrenome). É ela quem está atendendo ao telefone celular de Mabel Velloso, uma das filhas de Dona Canô.
Ainda segundo Rose, a matriarca morreu por volta das 8h. A família já esperava pelo pior. Tanto que não fez a tradicional ceia de Natal, na noite desta segunda (24), mesmo com todos reunidos, inclusive Caetano e Bethânia.
Na sexta (21), Dona Canô recebeu alta do Hospital São Rafael, em Salvador, onde apresentou um quadro de isquemia, embora tivesse sofrido uma "leve piora".
"O maior desejo de D. Canô é passar este momento da sua vida no seu ambiente familiar", disse o boletim médico, acrescentando que ela havia atingido um estágio de estabilidade hemodinâmica e respiratória "minimamente satisfatório" para garantir a alta hospitalar com assistência domiciliar de "cuidados avançados".
"Vale salientar que a idade avançada da paciente e a sua significativa restrição pulmonar e neurológica trazem para ela uma grande limitação funcional. Entretanto, o maior desejo de D. Canô é passar este momento da sua vida no seu ambiente familiar", falava o texto.
Em 16 de setembro, quando completou 105 anos com grande festa em Santo Amaro da Purificação (a 67 km de Salvador), onde mora, disse à Folha não ter medo da morte. "Não tenho, não, meu filho. Acredito em Deus e sempre vivi com a minha família, com pessoas do meu lado, com a casa cheia. Acho que esse é o segredo [da longevidade]".




domingo, dezembro 23, 2012

Escritor alagoano Lêdo Ivo morre aos 88 anos vítima de infarto

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1205743-escritor-alagoano-ledo-ivo-morre-aos-88-anos-vitima-de-infarto.shtml

23/12/2012 - 11h44

DE SÃO PAULO
DO RIO

Atualizado às 15h25.


 O escritor alagoano Lêdo Ivo morreu às 2 horas da madrugada deste domingo (23) aos 88 anos, vítima de um infarto, informou a ABL (Academia Brasileira de Letras), da qual era membro.
O poeta estava em Sevilha, na Espanha, a passeio com a família. Após um jantar, ele se sentiu mal e morreu nos braços do filho, o pintor Gonçalo Ivo, que mora em Paris.
Ivo chegou a ser levado ao hospital, mas já teria chegado sem vida.
Fernando Alvarado/Efe
O escritor alagoano Lêdo Ivo, em 2011
O escritor alagoano Lêdo Ivo, em 2011
Segundo Domício Proença, primeiro-secretário, Gonçalo informou que o corpo será cremado na Europa neste domingo.
As cinzas serão trazidas para o Brasil posteriormente.
A presidente da ABL, Ana Maria Machado, disse que Ivo lutava contra um câncer de próstata havia anos, mas nunca conversaram a respeito da doença.
Antes de morrer, o poeta pedira ao filho discrição.
"Ele costumava dizer que a poesia é uma forma de ocultar a vida pessoal em palavras", disse Ana Maria.
A academia decretou luto de três dias e marcou sessão reservada de homenagem ao escritor para o dia 10 de janeiro.
Em março ou abril, haverá outra homenagem, aí então pública.
"Ele era um membro muito assíduo, grande contador de casos. Tinha uma vitalidade espantosa, falava alto, gostava de comer bem", lembrou a presidente da ABL.
"Como poeta, ele foi um representante significativo da chamada Geração de 45, momento em que o modernismo brasileiro procurou voltar a formas poéticas fixas e se afastar da linguagem coloquial. Ele dominava muito bem o artesanato do poema."
A sucessão da cadeira número 10, que Ivo ocupava, só começará a ser debatida depois que a vaga for anunciada oficialmente, disse Ana Maria Machado.
ESPIRITUOSO
Escritor e membro da Academia Brasileira de Letras, Marcos Vilaça disse que "todos os acadêmicos estão muito pesarosos" com a morte do colega, a quem classificou de uma pessoa "muito espirituosa".
Há duas semanas, no tradicional chá da ABL, Ivo se mostrava empolgado com a viagem para a Sevilha. "Ele estava vibrando com a viagem que ia fazer com o filho e o neto."
Vilaça afirmou Ivo, apesar da idade, "tinha uma disposição impressionante" para viajar, inclusive para lugares de altitude elevada --nas quais o ar mais rarefeito causa mal estar. "Ele ia para a La Paz, na Bolívia, para a Cidade do México, e dizia que não sentia nada."
Segundo Vilaça, o acadêmico era "muito alegre e bem humorado". "Ele tinha uma acidez cômica. Na última vez que estivemos juntos, ele me disse, em tom de brincadeira, que na academia, a gente só premia livro que a gente não leu, porque se fosse ler não premiava."
HISTÓRIA
Lêdo Ivo nasceu no dia 18 de fevereiro de 1924, em Maceió (AL). Foi casado com Maria Lêda Sarmento de Medeiros Ivo (1923-2004), com quem teve três filhos: Patrícia, Maria da Graça e Gonçalo.
Fez os cursos primário e secundário em Maceió. Em 1940, mudou-se para o Recife. Em 1943, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde se formou na Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro) em 1949. Ivo, porém, nunca advogou.
Durante o curso, o escritor passou a trabalhar como jornalista e a colaborar em suplementos literários de periódicos cariocas. Em 1944, estreou na literatura com "As Imaginações" (poesia). No ano seguinte, publicou "Ode e Elegia", que ganhou o Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras.
Nos anos seguintes sua obra ganhou corpo, o autor publicou diversos livros de poesia, romance, conto, crônica e ensaios. Em 1947, seu romance de estreia "As Alianças" recebeu o Prêmio de Romance da Fundação Graça Aranha.
Em 1953, Ivo foi morar em Paris. No fim de 1954, retornou ao Brasil, reiniciando suas atividades literárias e jornalísticas. Em 1957, seu livro de crônicas "A Cidade e os Dias" (1957) recebeu o Prêmio Carlos de Laet, da Academia Brasileira de Letras.
Além de "A Cidade e os Dias", entre suas obras mais famosas estão "Curral de peixe", "Plenilúnio", "Ninho de Cobras", "Confissões de um Poeta" e o infantil "A história da tartaruga".
Ivo foi eleito "Intelectual do Ano de 1990", recebendo o Troféu Juca Pato do seu antecessor desse homenagem, o atual cardeal emérito de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns.

sexta-feira, dezembro 14, 2012

Luis Fernando Verissimo sai do hospital e não necessita de hemodiálise

http://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2012/12/14/luis-fernando-verissimo-sai-do-hospital-e-nao-necessita-de-hemodialise.htm

14/12/201213h54

Do UOL, em São Paulo


  • O escritor Luis Fernando Verissimo estava internado desde o dia 21 de novembro
    O escritor Luis Fernando Verissimo estava internado desde o dia 21 de novembro
O escritor Luis Fernando Verissimo, de 76 anos, saiu do hospital nesta sexta-feira (14), segundo novo boletim divulgado pela assessoria de imprensa do hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, onde o gaúcho esteve internado.
"Sua recuperação clínica foi muito favorável, não mais necessitando de tratamento por hemodiálise", diz o boletim, assinado pelos médicos Alberto Augusto Rosa, Sandro Cadaval e Eubrando Silvestre Oliveira.
Verissimo deu entrada no hospital na noite do dia 21 de novembro, após se sentir mal, apresentando sintomas típicos de gripe como dores musculares, febre e cansaço. Ele foi internado com quadro de infecção generalizada.
Biografia
Verissimo, que é filho do também escritor Érico Verissimo  nasceu em Porto Alegre (RS) em 26 de setembro de 1936. Cronista do cotidiano, o escritor tem mais de 60 títulos publicados e é colunista dos jornais "O Globo", "O Estado de São Paulo" e "Zero Hora". Ele publicou seu livro mais recente, a coletânea de crônicas "Diálogos Impossíveis", em outubro deste ano.
Entrevistado pelo UOL antes de abrir a décima edição da Flip, em julho deste ano, o escritor, que é saxofonista desde a década de 1950, revelou planos de lançar mais um CD com sua banda Jazz 6, que é considerada "o menor sexteto do mundo" por contar apenas com cinco integrantes.

quinta-feira, dezembro 06, 2012

Kim Dotcom ganha o direito de ver arquivos de espionagem ilegal referentes a ele

http://tecnologia.uol.com.br/noticias/redacao/2012/12/06/kim-dotcom-ganha-o-direito-de-ver-arquivos-de-espionagem-ilegal-referentes-a-ele.htm

06/12/201213h07

Do UOL, em São Paulo


  • Mark Coote/Reuters
    Em imagem de fim de setembro, fundador do Megaupload, fala com jornalistas após deixar corte de Wellington (Nova Zelândia)
    Em imagem de fim de setembro, fundador do Megaupload, fala com jornalistas após deixar corte de Wellington (Nova Zelândia)
Kim Dotcom, fundador do serviço Megaupload (fechado no início do ano), ganhou o direito nesta de ter acesso aos arquivos coletados de espionagem ilegal feita pela polícia da Nova Zelândia. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (6) pela corte do país.
Com o veredicto, o fundador do Megaupload poderá ainda processar a agência de espionagem da Nova Zelândia pela ação ilegal. Dotcom foi preso pela polícia neozeolandesa no início de janeiro a pedido do FBI, polícia federal dos Estados Unidos.
O Governo dos Estados Unidos, após a prisão de Kim Dotcom, tenta extraditá-lo para que ele seja julgado em solo americano pelos crimes de lavagem de dinheiro e pirataria em massa. No entanto, com o desenvolvimento do processo, foram descobertas irregularidades (como a espionagem ilegal) que atrasaram o processo.
Em função da repercussão do caso, John Key, primeiro-ministro da Nova Zelândia, pediu desculpas públicas a Kim Dotcom pela espionagem ilegal e já tinha pedido para que o órgão responsável liberasse as evidências coletadas de forma não oficial.
Após sua prisão, Dotcom teve bens confiscados e contas canceladas. O governo neozeolandês concedeu a ele o direito de sacar mensalmente uma parcela de seu dinheiro para se manter. Recentemente, ele cogitou lançar um serviço de música chamado Megabox e que estaria disponível até o fim de 2012.
A audiência que definirá a extradição de Kim Dotcom para os Estados Unidos está marcada para março de 2013.

segunda-feira, dezembro 03, 2012

Luis Fernando Verissimo recebe alta do CTI nesta segunda

http://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2012/12/03/luis-fernando-verissimo-recebe-alta-do-cti-nesta-segunda-3.htm


domingo, dezembro 02, 2012

Poeta Décio Pignatari morre aos 85 em São Paulo

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1194854-poeta-decio-pignatari-morre-aos-85-em-sao-paulo.shtml

02/12/2012 - 19h49

DE SÃO PAULO


O poeta, ensaísta e tradutor Décio Pignatari morreu na manhã deste domingo (2), aos 85 anos. Internado no Hospital Universitário da USP desde a sexta (30), ele teve insuficiência respiratória e pneumonia aspirativa (infecção pulmonar).

Pignatari, que estava internado no Hospital Universitário da USP, em São Paulo, foi um dos principais nomes do concretismo, ao lado dos irmãos Haroldo e Augusto de Campos --com quem editou a revista "Noigandres", no anos 1950. Também com os irmãos Campos publicou "Teoria da Poesia Concreta", em 1965.

Nascido em Jundiaí, em 1927, Pignatari publicou seus primeiros poemas em 1949 na "Revista Brasileira de Poesia". Em 1950, lança seu primeiro livro de poemas, "Carrossel". Formou-se em direito pela USP, em 1953, e, três anos depois, lançou o movimento da poesia concreta com o grupo Noigandres, a partir da revista publicada em 1952. Em 1956, o grupo publica "Plano-Piloto para a Poesia Concreta". Lançou "Poesia Pois é Poesia" em 1977.
Também teórico da comunicação, Pignatari ajudou a fundar a Associação Brasileira de Semiótica, nos anos 1970. Autor de "Informação, Linguagem e Comunicação" (1968), traduziu obras de Marshall McLuhan, como "Os Meios de Comunicação como Extensões do Homem".

"A importância dele não pode ser subestimada. Era uma das inteligências mais incisivas que este país já teve", disse Frederico Barbosa, 51, poeta e diretor da Casa das Rosas.
De acordo com Barbosa, a família não vai fazer velório e o enterro será nesta segunda (3), ao meio-dia, no cemitério do Morumbi.