Mostrando postagens com marcador PERDA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PERDA. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, dezembro 05, 2013

Nelson Mandela morre aos 95 anos

http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2013/12/05/morre-o-nobel-da-paz-nelson-mandela.htm

Do UOL, em São Paulo

O líder sul-africano Nelson Mandela, 95, morreu nesta quinta (5) em sua residência, em Johannesburgo, onde havia sido levado no dia 1º de setembro após passar quase três meses internado para tratamento de uma infecção pulmonar.
Ampliar

Trajetória de Nelson Mandela65 fotos

3 / 65
1961 - Com 42 anos, Mandela caminha pelas ruas de Johannesburgo, na África do SulAP
De acordo com o comunicado oficial divulgado no dia da transferência, Mandela continuava apresentando complicações pulmonares. "O estado de saúde de Mandela continua crítico e, às vezes, instável. No entanto, sua equipe médica está  convencida de que ele receberá o mesmo nível de cuidados intensivos em sua casa", dizia o texto.

O HERÓI AFRICANO

  • Prêmio Nobel da Paz por sua luta contra a violência racial na África do Sul, Nelson Mandela - ou Madiba, como é chamado na sua terra natal - passou 27 anos preso e se tornou o primeiro presidente negro daquele país.

    Clique na imagem para saber mais
Segundo o jornal local "The Sunday Times", uma pessoa próxima à família afirmou que Mandela teria "parado de falar" no dia seguinte à hospitalização.
O ex-presidente tinha 95 anos e vivia em Johannesburgo com a mulher Graça Machel, viúva de Samora Machel (1933-1986), ex-presidente moçambicano.
Mandela foi o maior símbolo de combate ao regime de segregação racial conhecido como apartheid, que foi oficializado em 1948 na África do Sul e negava aos negros (maioria da população), mestiços e asiáticos (uma expressiva colônia de imigrantes) direitos políticos, sociais e econômicos.
A luta contra a discriminação no país o levou a ficar 27 anos preso, acusado de traição, sabotagem e conspiração contra o governo em 1963. Condenado à prisão perpétua, Mandela foi libertado em 11 de fevereiro de 1990, aos 72 anos. Durante sua saída, o líder foi ovacionado por uma multidão que o aguardava do lado de fora do presídio.
Em 1993, Nelson Mandela recebeu o prêmio Nobel da Paz por sua luta contra o regime do apartheid. Na ocasião, ele dividiu o prêmio com Frederik de Klerk, ex-presidente da África do Sul que iniciou o término do regime segregacionista e o libertou da prisão.
Um ano depois, em 1994, Mandela foi eleito presidente da África do Sul, após a convocação das primeiras eleições democráticas multirraciais no país. Sua vitória pôs fim a três séculos e meio de dominação da minoria branca na nação africana.
Ao tomar posse, o líder negro adotou um tom de reconciliação e superação das diferenças. Um exemplo disso foi a realização da Copa Mundial de Rúgbi, em 1995, no país. O esporte era uma herança do período colonial e, por isso, boicotado pelos negros, por representar o governo dos brancos.
Nos dois anos seguintes, a Constituição definitiva e o processo de transição foram concluídos. Entre os anos de 1996 e 1998, o arcebispo Desmond Tutu liderou a Comissão de Verdade e Reconciliação para apurar crimes cometidos durante o apartheid, e foram abertos processos judiciais para pagamentos de indenizações às vítimas do regime.
Mandela deixou a presidência em 1999 e passou a se dedicar a campanhas para diminuir os casos de Aids na África do Sul, emprestando seu prestígio para arrecadar fundos para o combate à doença.
Em 2004, aos 85 anos, ele anunciou que se retiraria da vida pública para passar mais tempo com a família e os amigos. Já aos 92 anos, o líder sul-africano dificilmente participava de qualquer tipo de evento, devido à saúde frágil.
Durante a Copa do Mundo de 2010, realizada na África do Sul, Mandela compareceu apenas ao encerramento da Copa, devido à morte de sua bisneta Zenani Mandela, em um acidente de carro logo depois da festa de abertura.

História

Mandela era filho do conselheiro do chefe máximo do vilarejo de Qunu, localizado na atual província do Cabo Oriental, onde nasceu, a 18 de julho de 1918. Aos sete anos, tornou-se o primeiro membro da família a frequentar a escola, onde lhe foi dado o nome inglês "Nelson". Aos 16 anos, seguiu para o Instituto Clarkebury, na mesma província, onde teve contato com a cultura ocidental pela primeira vez.
Ele então ingressou na faculdade de Direito da Universidade de Fort Hare, no município de Alice. Logo no primeiro ano de curso, Mandela se envolveu com o movimento estudantil e com o boicote às políticas universitárias. Tal atitude resultou em sua expulsão da instituição no segundo ano, mas ali ele iniciou sua militância.
A partir de então mudou-se para Johannesburgo e envolveu-se na oposição ao regime do apartheid. Ele começou a fazer parte do partido negro CNA (Congresso Nacional Africano, fundado em 1912) em 1942 e, em 1944, criou a Liga Juvenil do partido, com o manifesto "um homem, um voto".
Depois da eleição de 1948, que deu vitória aos afrikaners do Partido Nacional, apoiadores da política de segregação racial, Mandela tornou-se mais ativo no CNA. Ele participou do Congresso do Povo, em 1955, que divulgou a Carta da Liberdade --documento que continha um programa fundamental para a causa antiapartheid.
Comprometido de início apenas com atos não-violentos, Mandela e seus colegas aceitaram recorrer às armas após o massacre de Sharpeville, ocorrido em março de 1960, quando a polícia sul-africana atirou em manifestantes negros, matando 69 pessoas e ferindo 180. Em 1961, fundou a ala armada do CNA - Umkhonto we Sizwe (a Lança da Nação) - para combater a discriminação do apartheid.

Prisão

Acusado de crimes capitais no julgamento de Rivonia, em 1963, a declaração que deu, no banco dos réus, foi sua afirmação de posição política: "Tenho defendido o ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas convivam em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal pelo qual espero viver e que espero alcançar. Mas, se for preciso, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer". Em 1964, Mandela foi condenado à prisão perpétua.
No decorrer do tempo em que ficou preso, Mandela se tornou de tal modo associado à oposição ao apartheid que o clamor "Libertem Nelson Mandela" se tornou o lema das campanhas antiapartheid em vários países.
Durante os anos 1970, ele recusou uma revisão da pena e, em 1985, não aceitou a liberdade condicional em troca de não incentivar a luta armada. Mandela continuou na prisão até fevereiro de 1990, quando foi libertado em 11 de fevereiro, aos 72 anos, pelo presidente Frederik Willem de Klerk, que também revogou a proibição do CNA e de outros movimentos de libertação.
Nelson Rolihlahla Mandela deixou a prisão Victor Verster caminhando ao lado de Winie Madikizela, sua esposa na época. Ele havia passado os últimos 27 anos de sua vida atrás das grades por ousar se opor ao regime racista que dominava a África do Sul. Um mar de pessoas o aguardava nas ruas para dar início finalmente à edificação da democracia sul-africana.
Ampliar

Homenagens a Nelson Mandela134 fotos

32 / 134
25.jun.2013 - Artista indiano Sudarshan Pattnaik dá toques finais em escultura de areia construída em homenagem a Nelson Mandela em uma praia de Puri, na Índia Leia maisBiswaranjan Rout/AP
Como presidente do CNA (de julho de 1991 a dezembro de 1997) e primeiro presidente negro da África do Sul (de maio de 1994 a junho de 1999), Mandela comandou a transição do regime racista, o apartheid, ganhando respeito internacional.
Em 1999, Mandela conseguiu eleger seu sucessor, Thabo Mbeki, que posteriormente foi obrigado a deixar a presidência, devido a uma manobra política do seu maior rival dentro do CNA, Jacob Zuma.

Casamentos, separações e aposentadoria

Mandela casou-se três vezes. Sua primeira esposa foi Evelyn Ntoko Mase, de quem se divorciou em 1957, após 13 anos de casamento. Em seguida, casou-se com Winie Madikizela, e com ela ficou por 38 anos. O casal se divorciou em 1996, após suas divergências políticas virem a público. No seu 80º aniversário, Mandela casou-se com Graça Machel, com quem esteve até os dias atuais.
Depois de deixar a presidência, Mandela passou a dedicar suas forças ao combate à Aids na África do Sul, levantando milhões de dólares para enfrentar a epidemia da doença. Seu único filho morreu vítima de Aids em 2005.
Ainda fora da Presidência, Mandela ganhou uma série de títulos e homenagens, como a Ordem de St. John, da rainha da Inglaterra, Elizabeth 2ª.; a medalha presidencial da Liberdade, do então presidente dos Estados Unidos George W. Bush; o Bharat Ratna (a distinção mais alta da Índia); a Ordem do Canadá, dentre outros.
Apesar de ter ganho a condecoração de Bush, Mandela realizou uma série de pronunciamentos, em 2003, em que atacava a política externa do presidente americano.
Em junho de 2004, Mandela anunciou que se retiraria da vida pública. Mas a militância continuou. Em 2007, comemorou o 89° aniversário criando um grupo internacional de estadistas idosos e altamente respeitados, incluindo seus colegas Prêmios Nobel da Paz Desmond Tutu e o ex-presidente americano Jimmy Carter, para combater problemas mundiais, que incluem as mudanças climáticas, o combate à Aids e à pobreza.
A comemoração de seu aniversário de 90 anos foi um ato público com shows, que ocorreu em Londres, em julho de 2008, e contou com a presença de artistas e celebridades engajadas nessas lutas.
Em 2009, com aparência frágil, o ex-presidente sul-africano compareceu a um comício eleitoral do CNA para ajudar a eleger Jacob Zuma, atual presidente do país.

Veja vídeos sobre Nelson Mandela - 9 vídeos

sexta-feira, outubro 11, 2013

Espanhola ex-piloto de testes da F-1 é encontrada morta em hotel

http://esporte.uol.com.br/f1/ultimas-noticias/2013/10/11/espanhola-ex-piloto-de-testes-da-f-1-e-encontrada-morta-em-hotel.htm

Do UOL, em São Paulo

Maria de Villota

Maria de Villota é acompanhada por dirigentes espanhóis em primeira coletiva após acidente (11/10/12) AFP PHOTO / JAVIER SORIANO

Maria de Villota, ex-piloto de testes da Marussia na Fórmula 1, foi encontrada morta na madrugada desta sexta-feira em um hotel em Sevilla, na Espanha, seu país natal. Ela estava com 33 anos. Segundo apuração da agência EFE, a morte ocorreu por causas naturais. Não havia sinais de violência no corpo, assim como não foram encontrados medicamentos no quarto.
Carlos Garcia, presidente da federação Espanhola de Automobilismo, reforça a informação de que a morte tenha sido natural. "Só sei que sua assistente pessoal entrou no quarto e viu que Maria não se movia. Já estava morta. Parecer que foi morte natural, mas não sabemos ainda", declarou ao jornal Marca.
O anúncio da morte da piloto foi feito pela família, via Facebook: "Queridos amigos, Maria nos deixou. Ela foi para o céu com os anjos. Estamos agradecidos pelo ano e meio a mais que ela pôde ficar conosco."
Em Sevilla, ela lançaria na próxima segunda-feira seu livro autobiográfico, chamado "A vida é um presente". Ela também participaria de um congresso voltado a jovens universitários, em que famosos contam histórias impactantes. Na última quinta, realizou ensaio fotográfico e estava bem.
Em 2012, de Villota perdeu o olho direito enquanto testava para a Marussia no aeroporto de Duxford, na Inglaterra. Em 3 de julho, durante uma das voltas, ela perdeu o controle do carro e bateu violentamente contra um caminhão. A espanhola sofreu graves ferimentos no rosto e perdeu o olho direito, além de perder os sentidos do olfato e do paladar. Ela conseguiu se recuperar e, no começo deste ano, voltou a dirigir carros.
Maria era filha de Emilio de Villota, personagem histórico do automobilismo espanhol. Antes de testar na F-1, participou da Fórmula Superliga (pelo Atlético de Madri) e do Mundial de Turismo. Ela entrou no automobilismo em 2001, ao participar da F3 europeia.

* Texto atualizado às 10h02

quarta-feira, outubro 02, 2013

Tom Clancy, autor de "Caçada ao Outubro Vermelho", morre aos 66 anos

Do UOL, em São Paulo


O escritor best-seller Tom Clancy morreu nesta terça-feira (1º), aos 66 anos, informaram seus representantes à BBC e ao "The New York Times". Entre suas obras estão "Caçada ao Outubro Vermelho", "A Soma de Todos os Medos" e "Jogos Patrióticos", que ganharam adaptação para os cinemas. Clancy estava internado em um hospital em Baltimore e a causa da morte ainda não foi divulgada. 
Seus livros ficaram famosos por abordarem ciências militares e espionagem tecnicamente detalhados -- 17 deles estiveram no topo da lista de mais vendidos do "The New York Times", inclusive sua obra mais recente, "Threat Vector", de 2012. Seus romances também inspiraram uma série bastante popular de games: "Ghost Recon", "Rainbow Six" e a série "Splinter Cell". Seu último livro,"Command Authority", tem lançamento previsto para 3 de dezembro nos Estados Unidos.
Clancy também foi fundador do estúdio de games Red Storn Entertainment em 1996, que produziu os primeiros jogos baseados nas suas histórias do autor. Mais de 40 jogos carregam a marca do autor.

Seu personagem mais famoso Jack Ryan já foi interpretado por Alec Baldwin, Harrison Ford e Ben Affleck. Outro famoso personagem, John Clark, já foi vivido por Willem Dafoe e Liev Schreiber.

Jack Ryan volta aos cinemas no filme "Jack Ryan: Shadow One", em que será interpretado por Chris Pine. A previsão é que o filme, dirigido por  Kenneth Branagh, chegue aos cinemas brasileiros no dia 25 de dezembro deste ano.  O filme marca o início de uma trilogia do agente criado por Clancy.

David Shanks, um executivo da editora Penguin, que trabalhou com o escritor por décadas, disse que Clancy foi responsável por criar um suspense moderno. "Foi um dos mais visionários contadores de histórias do nosso tempo".
Ampliar

Filmes baseados nas obras de Tom Clancy8 fotos

4 / 8
Harrison Ford vive Jack Ryan, famoso agente criado por Tom Clancy, em "Perigo Real e Imediato" (1994) Divulgação
Primeiro livro aos 37 anos
"Caçada ao Outubro Vermelho", primeiro livro de Clancy, cujo nome de batismo é Thomas Lanier Clancy Jr, foi lançado quando o autor tinha 37 anos, em 1984. Antes de sua estreia na literatura, Clancy foi professor de inglês em uma escola em Baltimore, sua cidade natal, e trabalhou também como corretor de seguros. Ele também tentou se alistar na Marinha americana, mas foi recusado.
Depois de fracassar em sua tentativa de unir-se às Forças Armadas por problemas de vista, começou a escrever. Seu primeiro livro conta a história de capitão soviético que decide desertar para os Estados Unidos a bordo de um submarino nuclear e provoca um impasse entre as duas superpotências da Guerra Fria.

Clancy vendeu a história para a Editora do Instituto Naval dos EUA por apenas US$ 5 mil. Depois, recebeu milhões pelos direitos de publicação e pela adaptação da história para o cinema.
 
"A diferença entre ficção e realidade é que a ficção tem que fazer mais sentido", afirmou ele certa vez. Republicano declarado, Clancy também era coproprietário do time de beisebol Baltimore Orioles.

domingo, agosto 25, 2013

Campeão nas Copas de 58 e 62, ex-goleiro Gylmar morre em São Paulo

http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2013/08/25/campeao-nas-copas-de-58-e-62-ex-goleiro-gylmar-morre-em-sao-paulo.htm

Do UOL, em São Paulo

  • Andre Vicente/ Folhapress
    Gylmar dos Santos Neves faleceu neste domingo no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo
    Gylmar dos Santos Neves faleceu neste domingo no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo

VEJA TAMBÉM

O ex-goleiro Gylmar dos Santos Neves, bicampeão mundial pela seleção brasileira nas Copas de 1958 e 1962, morreu neste domingo em São Paulo. A informação foi confirmada aoUOL Esporte por Marcelo Izar Neves, filho do ex-goleiro. Ele estava internado no hospital Sírio Libanês, e não resistiu após sofrer um infarto. Na última quinta-feira, ele havia completado 83 anos.
Segundo Marcelo, Gylmar estava internado desde o começo da semana com infecção urinária. Como já estava debilitado devido a um AVC (acidente vascular cerebral) sofrido há 13 anos, a situação foi agravada por um quadro de desidratação. Por fim, ele sofreu um infarto que o deixou inconsciente e em estado considerado irreversível.
No sábado, o filho do bicampeão chegou a falar em 'quebra-cabeça' para explicar o estado de seu pai: "Mexe em uma coisa, mas piora outra". Ele havia sido completamente sedado para evitar maiores sofrimentos e estava recebendo antibióticos para amenizar o quadro.
"Por causa de todos esses anos de doença depois do AVC, o coração estava muito fraco", declarou o filho. Por volta das 18h30 horas, foi confirmada a morte do bicampeão mundial. Ainda não há informações sobre o velório e o enterro do ex-goleiro.
O outro filho de Gylmar, Rogério, é médico e veio dos Estados Unidos para acompanhar a situação do pai. Após reunião com a equipe do Sírio Libanês, foi decidido não fazer nenhuma outra intervenção, já que a situação do ex-goleiro era considerada extremamente delicada após o infarto. Assim, ele foi mantido fora da UTI até a hora da morte.
O AVC sofrido em 2000 deixou Gylmar com 40% de seu corpo paralisado. Desde então, ele passou a se locomover com a ajuda de uma cadeira de rodas. Segundo os familiares, as sequelas causadas pelo acidente vascular cerebral foram definitivas para o agravamento do quadro do ex-goleiro desde sua internação.
Além dos títulos pela seleção brasileira, Gylmar dos Santos Neves é ídolo de Santos e Corinthians. Sua carreira começou no Jabaquara, no ano de 1951. Defendeu o clube do Parque São Jorge até 1961 e conquistou os títulos paulistas de 1951, 1952 e 1954, além do Rio-São Paulo de 1954.
Nos anos seguintes, ele defendeu o Santos, clube em que conquistou dois Mundiais Interclubes, em 1962 e 1963. Ele defendeu o clube da Baixada até se aposentar em 1969, último ano em que vestiu a camisa da seleção brasileira.
Depois de deixar o futebol, Gilmar se dedicou a uma revendedora de veículos na capital paulista e também foi dirigente do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa da cidade de São Paulo por dois anos.
Considerado um dos melhores de todos os tempos por ter conquistado ao menos uma vez todos os títulos que disputou pelos clubes que defendeu e pela seleção brasileira, Gylmar dos Santos Neves chegou a ser chamado de "Pelé do gol". Em 1998, ele foi eleito para a seleção de todos os tempos do Santos pela Federação Paulista de Futebol.

SAIBA QUEM FOI GYLMAR DOS SANTOS NEVES

Relembre a história do ex-goleiro
Nascido em Santos no dia 22 de agosto de 1930, Gylmar dos Santos Neves começou sua carreira no Jabaquara, onde foi o goleiro mais vazado do Campeonato Paulista. Chegou ao Corinthians em 1951 sem alarde, como parte da negociação com o meio-campista Ciciá.
Principal contratação na ocasião, Ciciá amargou o esquecimento, enquanto o goleiro Gylmar se transformaria em um dos melhores que o país já teve. Mas a sua história no Corinthians começou acidentada. Ele foi considerado culpado por uma derrota por 7 a 3 para a Portuguesa, e chegou a ser afastado do time pelo técnico Oswaldo Brandão.
No restante daquela temporada, Gylmar amargou a reserva do goleiro Cabeção, mas recuperou espaço durante uma excursão que o clube fez pela Europa, no ano seguinte. Começava a sua vitoriosa trajetória no Parque São Jorge.
Gylmar foi um dos heróis da conquista do bicampeonato paulista em 1954, um título histórico, marcado pelo quarto centenário da cidade de São Paulo. Já consagrado como titular absoluto do Corinthians, ele chegou à seleção brasileira.
Na campanha do primeiro título mundial do Brasil na Suécia, em 1958, Gylmar atuou como titular. Mesmo valorizado, acabou sendo envolvido em uma polêmica transferência para o Santos, e sua saída do Corinthians não foi amistosa.
Em 1961, Gylmar era contratado pelo Santos após ser acusado pelo presidente Wadih Helou de simular uma contusão para facilitar a transferência. A saída polêmica não apagou seus feitos no Parque São Jorge, e muitos corintianos ainda o consideram o melhor goleiro que já passou pelo clube.
Já com 30 anos de idade, Gylmar iniciava sua trajetória no Santos. Juntou-se a craques como Pelé, Zito, Coutinho e Pepe. Acabou se tornando um dos jogadores que colecionou mais títulos na história do futebol brasileiro.
Ganhou tudo o que disputou: mais uma Copa do Mundo (a do Chile, em 1962), o bi mundial e da Libertadores (1962 e 1963), cinco Taças Brasil seguidas (de 1961 a 1965), cinco paulistas (1962, 1964, 1965, 1967 e 1968) e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1968), precursor do Campeonato Brasileiro. Encerrou a carreira em 1969, festejado como o melhor goleiro da história do Santos.
Mas foi jogando pela seleção brasileira que Gylmar escreveu definitivamente seu nome na história. Titular absoluto nas duas primeiras conquistas mundiais do Brasil, em 1958 e 1962, ele passava segurança enquanto Pelé, Garrincha e Vavá asseguravam os gols.
Na sua última Copa, em 1966, dividiu a posição com Manga. E, assim como ele, o Brasil também não era mais absoluto: caiu diante de Portugal. Para Gylmar, o prejuízo nem foi tão grande: ele já havia carimbado seu nome na história do futebol brasileiro.

Lateral campeão mundial em 1958, De Sordi morre no Paraná

http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2013/08/25/morre-de-sordi-lateral-campeao-mundial-com-a-selecao-em-1958.htm

Do UOL, em São Paulo

  • Folhapress
    Nilton De Sordi sofria de Mal de Parkinson e morreu aos 82 anos
    Nilton De Sordi sofria de Mal de Parkinson e morreu aos 82 anos

VEJA TAMBÉM

O ex-jogador Nilton De Sordi morreu aos 82 anos, neste sábado, em Bandeirantes, no Paraná, em decorrência de  falência múltipla dos órgãos.. Ex-lateral do São Paulo, ele esteve na conquista da Copa do Mundo de 1958. De Sordi sofria de Mal de Parkinson. 
Nascido em Piracicaba, em 1931, De Sordi começou a carreira no XV de Piracicaba. Depois jogou no São Paulo por mais de uma década. Na seleção, o principal título foi a Copa de 1958. Ele foi titular nas primeiras partidas, mas perdeu a vaga na final devido a uma lesão. O titular no jogo contra a Suécia foi Djalma Santos, que faleceu no final de julho.

Pelo São Paulo , De Sordi conquistou dois títulos paulistas: 1953 e 1957. Ele jogou 536 partidas no clube. Entre os anos de 1952 e 1965, segundo o "Almanaque do São Paulo", de Alexandre da Costa, foram 289 vitórias, 131 empates e 116 derrotas.
De Sordi morava há dois anos em Bandeirantes com o filho. Após se aposentar como jogador, ele chegou a trabalhar de técnico. Comandou União Bandeirante, do Paraná, nas décadas de 1960 e 1970.
 
Ampliar

Nilton de Sordi, campeão mundial em 583 fotos

1 / 3
Nilton De Sordi ao lado de Mauro Ramos de Oliveira antes de jogo da seleção brasileira em 58 Folhapress