Do UOL Esporte
Em São Paulo
Maradona seguiu Dunga e também deve criar polêmica com a sua convocação para a Copa do Mundo. Se no Brasil novatos como Paulo Henrique Ganso e Neymar ficaram fora, na Argentina as ausências mais sentidas são dos experientes Javier Zanetti, Fernando Gago e Javier Cambiasso, que sequer estão entre os 30 pré-selecionados.
A lista tem sete atacantes. Além dos titulares Messi e Higuaín, o maior ídolo argentino nos gramados ainda lembrou de Tevez, Diego Milito, Sergio Aguero, Palermo e Lavezzi, do Napoli.
O experiente Zanetti, capitão da Inter de Milão e dono de uma longa história defendendo o seu país, deu lugar a nomes como Heinze e Otamendi, que compõem a defesa convocada. Samuel, Coloccini, Demichelis e Clemente Rodríguez também foram lembrados.
No meio-campo, a maior surpresa foi a ausência de Esteban Cambiasso, titular e peça-chave da Inter de Milão. Gago, que ainda disputa uma vaga como titular no Real Madrid, já estava previsto como desfalque, por opção técnica de Maradona.
Riquelme, grande nome de uma geração anterior, também foi esquecido. O meia do Boca não tem bom relacionamento com Maradona, e não foi convocado durante a reta final das eliminatórias sul-americanas. Aimar, campeão português pelo Benfica, e D'Alessandro, do Inter, também foram preteridos.
A Argentina não previu exatamente quando divulgará a lista final dos 23. A tendência é que Maradona divulgue os sete cortados até o dia 22 de maio.
Confira a lista completa:
Goleiros: Sergio Romero, Mariano Andújar e Diego Pozo
Defensores: Nicolás Burdisso, Ariel Garcé, Fabricio Coloccini, Martín Demichelis, Gabriel Heinze, Juan Manuel Insaurralde, Nicolás Otamendi, Clemente Rodríguez e Walter Samuel
Meio-campistas: Sebastián Blanco, Mario Bolatti, Jesús Dátolo, Angel Di María, Jonas Gutiérrez, Javier Mascherano, Juan Mercier, Javier Pastore, Maxi Rodríguez, José Sosa e Juan Sebastian Verón
Atacantes: Gonzalo Higuaín, Ezequiel Lavezzi, Lionel Messi, Diego Milito, Martín Palermo, Carlos Tevez e Sergio Aguero
"É CLARO QUE, COMO TODO ESCRITOR, TENHO A TENTAÇÃO DE USAR TERMOS SUCULENTOS: CONHEÇO ADJETIVOS ESPLENDOROSOS, CARNUDOS SUBSTANTIVOS E VERBOS TÃO ESGUIOS QUE ATRAVESSAM AGUDOS O AR EM VIAS DE AÇÃO, JÁ QUE A PALAVRA É AÇÃO, CONCORDAIS?" CLARICE LISPECTOR - "A HORA DA ESTRELA"
terça-feira, maio 11, 2010
segunda-feira, maio 10, 2010
Ferrari como estilo de vida
INTERNATIONAL HERALD TRIBUNEPara mim, a Ferrari é o elemento mais importante da minha vida", diz Luca Cordero di Montezemolo, 61, presidente da Ferrari (centro)
Luca Cordero di Montezemolo, 61, é presidente da Ferrari desde 1991, e supervisiona tanto a fabricação dos carros esportivos quanto a equipe de corrida. Sua primeira tarefa na equipe começou em 1973 quando foi contratado como assistente do fundador, Enzo Ferrari, antes de se transformar em gerente da equipe no ano seguinte. Ele também se envolveu com o futebol e o iatismo. Foi presidente da Fiat de 2004 até deixar o cargo há duas semanas. Ele também está à frente da associação da indústria italiana Cofindustria. Montezemolo conversou com Brad Spurgeon do International Herald Tribune em seu escritório na Ferrari, em Maranello, Itália.
IHT: O que a Ferraria significa para você pessoalmente?
Montezemolo: Para mim, a Ferrari é o elemento mais importante da minha vida, porque eu entrei para a companhia quando tinha 24 anos de idade. Saí direto da Universidade de Columbia em Nova York e fui para Maranello para ser o assistente de Enzo Ferrari em 1973.
Espero que aqui em Maranello você tenha percebido algo que para mim é muito importante nessa companhia: a qualidade de vida na fábrica, o processo tecnológico, tudo é muito voltado para um pensamento no futuro –isso é crucial– e ao mesmo tempo mantemos uma forte ligação com nossa tradição, com nossa herança, com nossa história. É crucial porque sempre que você vê um carro nos Champs-Elysees ou em Toronto, mesmo sem o emblema da marca, você reconhece que é uma Ferrari.
IHT: Como as coisas mudaram desde que você começou na Ferrari?
Montezemolo: Basicamente, o que aconteceu na Ferrari também aconteceu no mundo e com as fabricantes de carros em geral. Quando voltei para a Ferrari, tive duas reações. Primeiro me senti à vontade porque reencontrei muitas pessoas com que eu havia trabalhado nos anos 70, então me senti em casa. Por outro lado, houve um salto incrível na Fórmula 1 dos anos 70 até os 90 –também no carro de rua, mas principalmente na Fórmula 1– e minha primeira questão foi: por que nós não tínhamos ganhado nenhum título nos últimos 20 anos? E a resposta que dei a mim mesmo foi que os anos 80 giraram em torno da aerodinâmica e os engenheiros vieram da Aeronáutica, e não dos carros de rua. E nosso know-how estava baseado na engenharia mecânica. O começo dos anos 90 girou em torno da eletrônica. Então fomos os primeiros a introduzir na Fórmula 1 a transmissão automática com “paddle shift” e a transferi-la para os carros de rua.
A outra grande diferença foi que em 1996 eu decidi renovar completamente a disposição da fábrica, com dois objetivos: um era melhorar a qualidade de vida para nossos funcionários, que produzem mais de 6.000 carros por ano, e também para melhorar a qualidade do produto. E acabamos ganhando um prêmio como a melhor companhia para trabalhar na Europa, entre todas as melhores companhias europeias.
IHT: Aquela foi a época de Jean Todt como diretor da equipe mais bem sucedida da história, com o piloto Michael Schumacher e muitos grandes diretores que hoje não estão mais na Ferrari. Como está sendo essa transição?
Montezemolo: Em 1992, quando tentei entender por que não havíamos ganhado nada em 20 anos, o que eu fiz foi: eu disse que precisávamos de uma pessoa que pudesse ser número 1, sem ser um engenheiro. A mesma decisão que a Ferrari tomou comigo nos anos 70: eu não era um técnico, mas um organizador e administrador. Segundo, escolher três ou quatro pessoas com uma competência muito específica e conhecimento de aerodinâmica, eletrônica, etc. Terceiro, encontrar os melhores jovens e deixá-los crescer num programa de três ou quatro anos. Escolhi um que não era italiano, Jean Todt, e fui criticado. Eu disse a Todt: “Você tem seis meses para voltar aqui e me dizer quem são os melhores, e eu quero pelo menos três pessoas que venham de fora, trazendo experiência”. A ideia era para ser como no futebol: quando Maradona treina com outros jogadores, os jovens podem aprender bastante com ele. Então eu disse que se pudéssemos encontrar três ou quatro pessoas que eram as melhores em suas áreas, isso seria bom para os jovens. E foi crucial para hoje. Agora eu tenho uma equipe totalmente nova, mas 99% das pessoas de hoje eram número 2 ou 3 naquela época.
IHT: Qual é sua visão de longo termo para o programa do carro de rua?
Montezemolo: Muito positiva. No GT, lançamos esses novos carros chamados California. Então no GT nós temos uma visão muito clara em termos de produtos, tecnologia, mercados. Em meados dos anos 90, os EUA eram de longe o maior mercado para a Ferrari, junto com a Alemanha e a Itália. Isso respondia por 60%. Hoje, nós vendemos cerca de 300 carros na China, vendemos muitos no Oriente e no Oriente Médio. Os Estados Unidos continuam sendo nosso maior mercado, mas temos uma presença bem maior no resto do mundo. Abriremos na Índia dentro de alguns anos; este pode ser um bom mercado no futuro, mas decidimos não abrir ainda. Meu programa é manter a exclusividade, mas aumentar o volume por causa dos novos mercados. Aumentaremos o volume total graças à China, a Abu Dhabi, ao Brasil, à Índia. Em segundo, estamos aumentando drasticamente o que eu chamo de serviços, ou seja, as marcas, a internet –temos uma presença enorme na internet– e uma renda de 50 milhões de euros apenas usando a marca, com licenciamentos, merchandising, e-commerce e vendas, com 40 lojas em todo o mundo vendendo mercadorias. A mais bem-sucedida no momento fica em Macao.
IHT: E o futuro da Fórmula 1?
Montezemolo: O futuro da Fórmula 1 para nós significa três coisas: tecnologia avançada, sem ela não há motivo para correr; regras estáveis, ou então não mudar as regras a cada seis meses; e a possibilidade de manter a característica da Fórmula 1, em outras palavras, não ter o mesmo carro para todos, não ter o mesmo motor para todos. Os custos são cruciais, mas podemos fazer carros mais baratos enquanto mantemos ao extremo as características da Fórmula 1. E, além disso, os custos são muito importantes: você precisa cortar os custos. Mas você tem que aumentar o lucro. E acho que isso é muito importante. Para mim, a Fórmula 1 faz parte da vida da Ferrari, nós estamos nela desde 1950. Mas precisamos manter, e se for possível, aumentar o apelo e as características da Fórmula 1.
terça-feira, maio 04, 2010
Procura-se manchete desesperadamente
PARA JORNALISTAS, dias estressantes, tomados por acontecimentos inesperados -terremotos, blecautes, escândalos de corrupção -, são melhores do que aqueles em que parece que nada aconteceu. Policiais e bombeiros podem ir para casa mais descansados em dias assim. O editor da Primeira Página tem uma folha em branco, a vitrine do jornal, para preencher.
A parte mais dura é definir a manchete, promover um dos assuntos mornos para a posição de notícia mais importante. Alguns jornais não têm manchete diariamente (como o The New York Times), mas, na Folha, e nos seus concorrentes, ela é obrigatória.
Quando o jornal está no piloto-automático, pinça-se uma notícia de política ou de macroeconomia e o problema está resolvido. Um enunciado, de preferência com número (cresceu x%), faz as vezes de manchete sem chamar muita atenção.
Nos últimos tempos, é visível o esforço da Folha de fugir dessa fórmula. Cinco manchetes recentes giraram sobre assuntos que miravam o suposto interesse direto do leitor: poluição, conta telefônica, imposto de renda, violência e adoção por homossexuais.
A intenção de romper com a inércia é louvável, mas arriscada. No sábado, dia 24, a Folha alertou para o aumento da poluição por ozônio, mas esqueceu de mostrar as regiões da Grande São Paulo com os piores índices, como notou o leitor Sergio Moradei de Gouvêa, de Ubatuba.
Faltou o chamado "serviço". Bastaria remeter para o site da Cetesb, que traz medição feita de hora em hora (http://www.cetesb.sp.gov.br/ar/mapa-qualidade/mapa-qualidade-rmsp.asp).
Mas o erro maior, de avaliação, ocorreu na terça-feira, quando a violência no Guarujá foi alçada à manchete. A notícia era que o governo dos EUA soltou alerta para que turistas evitem algumas cidades da Baixada Santista por causa de assassinatos recentes.
Os fatos não justificam a escolha. Embora a situação no litoral seja preocupante, nada indica que essas cidades vivam caos semelhante ao de São Paulo em 2006, quando ocorreram os atentados do PCC.
A manchete mostra também incongruência da Folha: quando ocorreram as mortes, em 21 de abril, o jornal deu apenas uma chamada.
Quanto melhor o jornal, menos visceralmente dependente ele é do noticiário quente (aquilo que aconteceu no dia anterior). O ideal seria produzir diariamente uma reportagem exclusiva que pudesse ser manchete, mas não é isso o que acontece -na Folha nem em nenhum diário que eu conheça.
Enquanto não se atinge esse nirvana jornalístico, de noticiário comum a todos emoldurando uma manchete exclusiva, o melhor a fazer é não ceder ao óbvio. A Folha está certa no caminho que busca, só precisa acertar o passo.
Suzana Singer é a ombudsman da Folha desde 24 de abril de 2010. O ombudsman tem mandato de um ano, renovável por mais dois. Não pode ser demitido durante o exercício da função e tem estabilidade por seis meses após deixá-la. Suas atribuições são criticar o jornal sob a perspectiva dos leitores, recebendo e verificando suas reclamações, e comentar, aos domingos, o noticiário dos meios de comunicação.
A parte mais dura é definir a manchete, promover um dos assuntos mornos para a posição de notícia mais importante. Alguns jornais não têm manchete diariamente (como o The New York Times), mas, na Folha, e nos seus concorrentes, ela é obrigatória.
Quando o jornal está no piloto-automático, pinça-se uma notícia de política ou de macroeconomia e o problema está resolvido. Um enunciado, de preferência com número (cresceu x%), faz as vezes de manchete sem chamar muita atenção.
Nos últimos tempos, é visível o esforço da Folha de fugir dessa fórmula. Cinco manchetes recentes giraram sobre assuntos que miravam o suposto interesse direto do leitor: poluição, conta telefônica, imposto de renda, violência e adoção por homossexuais.
A intenção de romper com a inércia é louvável, mas arriscada. No sábado, dia 24, a Folha alertou para o aumento da poluição por ozônio, mas esqueceu de mostrar as regiões da Grande São Paulo com os piores índices, como notou o leitor Sergio Moradei de Gouvêa, de Ubatuba.
Faltou o chamado "serviço". Bastaria remeter para o site da Cetesb, que traz medição feita de hora em hora (http://www.cetesb.sp.gov.br/ar/mapa-qualidade/mapa-qualidade-rmsp.asp).
Mas o erro maior, de avaliação, ocorreu na terça-feira, quando a violência no Guarujá foi alçada à manchete. A notícia era que o governo dos EUA soltou alerta para que turistas evitem algumas cidades da Baixada Santista por causa de assassinatos recentes.
Os fatos não justificam a escolha. Embora a situação no litoral seja preocupante, nada indica que essas cidades vivam caos semelhante ao de São Paulo em 2006, quando ocorreram os atentados do PCC.
A manchete mostra também incongruência da Folha: quando ocorreram as mortes, em 21 de abril, o jornal deu apenas uma chamada.
Quanto melhor o jornal, menos visceralmente dependente ele é do noticiário quente (aquilo que aconteceu no dia anterior). O ideal seria produzir diariamente uma reportagem exclusiva que pudesse ser manchete, mas não é isso o que acontece -na Folha nem em nenhum diário que eu conheça.
Enquanto não se atinge esse nirvana jornalístico, de noticiário comum a todos emoldurando uma manchete exclusiva, o melhor a fazer é não ceder ao óbvio. A Folha está certa no caminho que busca, só precisa acertar o passo.
Suzana Singer é a ombudsman da Folha desde 24 de abril de 2010. O ombudsman tem mandato de um ano, renovável por mais dois. Não pode ser demitido durante o exercício da função e tem estabilidade por seis meses após deixá-la. Suas atribuições são criticar o jornal sob a perspectiva dos leitores, recebendo e verificando suas reclamações, e comentar, aos domingos, o noticiário dos meios de comunicação.
sábado, maio 01, 2010
AS ARMADURAS DO HOMEM DE FERRO
AS ARMADURAS DO HOMEM DE FERRO
ARMADURA SKINDepois do fim da armadura inteligente, em 2001 aparece essa nova, a SKIN. Ela era feita de um tipo de metal líquido que se molda em torno do corpo de Tony e vira praticamente uma segunda pele, só que altamente resistente. Tem praticamente a mesma resistência do adamantium. É extremamente avançada.
O único problema da vestimenta é que ela é feia demais. Feia, não. Horrorosa.
AS ARMADURAS DO HOMEM DE FERRO
ARMADURA INTELIGENTECom o fim da desastrosa fase Heróis Renascem surge a série Heróir Retornam. Com esse novo momento, também aparece uma armadura novinha em folha. Com design de Alex Ross, o desenho é de Sean Chen e, mais uma vez, busca inspiração na vestimenta clássica. Repare no capacete e perceba que tem as pontas para cima como aquela de 1965.
Apesar de bonita, a armadura foi um perigo para Tony a partir do momento em que ela adquiriu inteligência própria. Ela quase matou seu dono mas se autodestruiu antes disso.
AS ARMADURAS DO HOMEM DE FERRO
HERÓIS RENASCEMDifícil encontrar uma fase da Marvel pior do que essa. Aqui, todos os grandes personagens da editora passam por um reinício. O Homem de Ferro não escapou e, embora as histórias fossem muito ruins. A armadura era bem diferente, com detalhes nunca antes vistos. Felizmente esse momento na vida da Marvel durou muito pouco tempo e tudo voltou ao normal algum tempo depois.
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