sábado, janeiro 12, 2013

“O Canto da Sereia” se sobressai ao não tratar o espectador como idiota

http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2013/01/12/o-canto-da-sereia-se-sobressai-ao-nao-tratar-o-espectador-como-idiota/




Os elogios a “O Canto da Sereia” são mais do que merecidos, mas tenho a impressão de que, para além das suas qualidades, a série agradou muito também porque oferece um contraste gritante com a média da programação da TV aberta.
O bom resultado do programa sinaliza que vale a pena dedicar tempo, esforço e recursos para fugir do lugar-comum e do óbvio. Várias opções e escolhas da equipe envolvida no projeto, sob direção José Luiz Villamarim, mostram respeito ao espectador — tratado como um adulto, como alguém capaz de pensar, não como um idiota.
Em quatro capítulos, a série desenvolveu uma história policial atraente, ambientada numa Salvador contemporânea, com personagens de ficção levemente calcados em figuras conhecidas do mundo real.
Chamou a atenção, por exemplo, a forma como a cidade foi apresentada, bem diferente da imagem folclórica ou turística, popularizada pela televisão.
Realista, mas não óbvia, a construção dos personagens deixou espaço para quem assistia refletir sobre eventuais paralelos existentes entre Sereia (Isis Valverde) e conhecidas cantoras de axé, ou entre o marqueteiro Tuta Tavares (Marcelo Medici) e alguns famosos publicitários baianos ou, ainda, entre o Doutor Jotabê (Marcos Caruso), governador do Estado, e notórios políticos locais.
Cartão de visitas da série, o primeiro capítulo foi, de longe, o mais impactante do ponto de vista visual. Com a câmera no ombro, Walter Carvalho conseguiu levar o espectador a vivenciar uma tumultuada tarde de carnaval nas ruas de Salvador.
Sem medo de confundir o público, o roteiro de George Moura e Patricia Andrade apresentou a história de forma não linear, em tempos diferentes, distribuindo indícios e pistas falsas sobre variados personagens que poderiam, de algum modo, ter cometido o crime contra a protagonista Sereia.
Também achei corajosa a opção por Isis Valverde, uma boa atriz, mas sem especial potência vocal, para viver a cantora de axé. Camila Morgado, no papel da empresária, babá e namorada da cantora, saiu-se muito bem. E João Miguel como Só Love, o fã dedicado, foi o maior achado.
Marcos Palmeira foi muito convincente como o segurança/detetive Augustão, mas a lembrança de Mandrake, o personagem que viveu na série policial da HBO,  recomendaria não escalá-lo para um papel tão semelhante.
Não vi exageros ou apelação nas cenas de sexo exibidas – todas dentro do contexto da história e do horário exibido. Só soou estranho o tratamento diferenciado dado ao namoro de Sereia e Mara e aos demais encontros amorosos exibidos.
O público não teve o direito de ver um beijo que fosse entre as duas personagens principais, apresentadas como namoradas, mas assistiu a cenas tórridas delas separadamente, beijando e transando com homens.
Outro problema da série diz respeito à falta de densidade da história em si. Baseada no romance de Nelson Motta, os personagens da trama aparecem de forma muito leve, quase rasa, praticamente sem passado.  Villamarim já disse que as séries americanas têm dado exemplo de ousadia e qualidade. Ele deve saber que mesmo as histórias policiais não descuidam desta questão.

quinta-feira, janeiro 10, 2013

Sem Messi, Barça vence com golaço de Villa e atuação de gala de Thiago

10/01/2013 20h23 - Atualizado em 10/01/2013 21h09


Argentino fica no banco de reservas e assiste à vitória do time culé por 5 a 0. Filho do tetracampeão Mazinho tem boa atuação, com gol e assistências


http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-espanhol/noticia/2013/01/sem-messi-barca-vence-com-golaco-de-villa-e-atuacao-de-gala-de-thiago.html

Por GLOBOESPORTE.COMBarcelona, Espanha
Com dois gols de David Villa, um deles uma pintura, o Barcelona não tomou conhecimento do Córdoba e venceu o rival por 5 a 0, diante de seus torcedores, no Camp Nou. Sem o técnico Tito Vilanova, que viajou para os Estados Unidos para ter uma segunda opinião médica após a cirurgia para a retirada de um tumor na glândula parótida, os catalães entraram em campo com um time praticamente de reservas, com oito atletas que habitualmente não estão no 11 inicial. Alexis Sánchez (2) e Thiago Alcântara, que foi o maestro da equipe no confronto, também balançaram a rede.
E nem precisava de tanto. No jogo de ida, o Barcelona já havia vencido por 2 a 0, com dois gols de Messi. Nesta quinta-feira, o argentino até ficou no banco de reservas, mas não foi utilizado pelo técnico Jordi Roura, substituto de Vilanova. Com o resultado, a equipe culé avançou para as quartas de final. Na próxima fase, o time vai encarar o Málaga. O primeiro confronto será no dia 16 de janeiro. O segundo está marcado para o dia 23.
Thiago Alcantara, Barcelona e Cordoba (Foto: Agência EFE)Thiago Alcântara comemora o primeiro gol da vitória do Barcelona (Foto: Agência EFE)











O Barcelona demorou apenas 16 minutos para abrir o marcador. E tudo sob o olhar atento do craque argentino, que conquistou no início da semana a sua quarta Bola de Ouro da Fifa. Thiago Alcântara aproveitou bobeada da zaga, retomou a bola e tocou na saída do goleiro Saizar. Cinco minutos depois, aos 21, um golaço. David Villa recebeu na área, deu um belo drible na linha de fundo, percebeu a saída do arqueiro e tocou por cima, à la Messi.
David Villa comemora gol do Barcelona contra o Cordoba, AP (Foto: Agência AP)David Villa comemora pelo Barça (Foto:Agência AP)
O Barcelona continou imprimindo um ritmo forte para "matar" logo a partida. E aos 25 foi premiado com o terceiro gol. Thiago Alcântara fez uma bela invertida de bola para Sergi Roberto. O espanhol rolou para David Villa, que soltou a bomba de primeira para vencer o goleiro Saizar. O time culé continuou jogando bem, mas desperdiçou inúmeras chances de gol. Daniel Alves, Fàbregas, Alex Sánchez... Todos tiveram a oportunidade de fazer o quarto, mas erraram o alvo.
Na volta para o segundo tempo, Jordi Roura decidiu poupar Puyol e Fàbregas. O comandante apostou nas entradas de Bartra e Tello. Aos cinco minutos, o treinador foi obrigado a fazer a última alteração por lesão. Sergi Roberto sentiu um problema muscular e foi substituído por Jonathan dos Santos.

Desse modo, Messi teve que esquentar mesmo o banco de reservas até o fim. A última vez que o argentino ficou como suplente sem ser aproveitado durante os 90 minutos foi no dia 15 de maio de 2011, contra o La Coruña, pelo Campeonato Espanhol.

Chileno amplia
O Barcelona chegou ao quarto gol aos nove minutos do segundo tempo. E finalmente com Alexis Sánchez. O chileno aproveitou cobrança de escanteio de Thiago Alcântara, subiu mais do que os marcadores e testou de cabeça. Aos 35, o time culé ficou com um a menos. David Villa sentiu a parte posterior da coxa e deixou o gramado. Como Roura já havia feito as três substituições, a equipe foi obrigada a finalizar a partida com dez em campo.
Messi, Barcelona e Cordoba (Foto: Agência EFE)Messi ficou na reserva e não teve oportunidade de ser utilizado nesta quinta-feira (Foto: Agência EFE)
Antes do quinto gol do Barça, dois lances distintos no Camp Nou. No primeiro, aos 37, Thiago Alcântara quase marcou um golaço. O meia bateu colocado da entrada da área e por pouco não balançou a rede do Córdoba.  No minuto seguinte, Sánchez recebeu na área, passou por um marcador, driblou o goleiro e tropeçou no momento da finalização. A jogada arrancou gargalhadas dos torcedores.
No lance seguinte, o chileno não desperdiçou. Aos 39, Tello cruzou da esquerda e Sánchez chegou escorando para marcar mais um e finalizar o passeio na Catalunha.

terça-feira, janeiro 08, 2013

Prece para um ano novo

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/carlosheitorcony/1211220-prece-para-um-ano-novo.shtml

08/01/2013 - 03h30


RIO DE JANEIRO - Depois do bife com batatas fritas, das pernas da Claudia Raia e da introdução de "No Tabuleiro da Baiana", do Ary Barroso, a maior criação de Deus foi o Diabo, o próprio, também conhecido como Demônio ou Satanás. E, segundo Guimarães Rosa, o Arrenegado, o Cão, o Sujo, o Cramulhão, o Indivíduo, o Galhardo, o Pé-de-Pato, o Tisnado, o Coxo, o Coisa-Ruim, o Marrafo, o Não-Sei-Que-Diga, o Rapaz, o Sem-Gracejos (apud "Grande Sertão: Veredas").
Tirando-se o citado Sem-Gracejos da história, nem haveria história, o mundo seria uma chatice, todo mundo tocando cítara e sem direito de votar, como nos tempos da ditadura, e sem poder ir para o diabo que o carregue.
Pensando assim, desde que li as obras completas de Tomás de Aquino, não me arrependo de ter, aos nove anos de idade, vendido minha alma ao Diabo a troco de um canivete de duas lâminas de um tal Sacadura, terror das ruas de Lins de Vasconcelos, onde nasci e vivi até que desconfiei que a barra ficara pesada para os meus lados. O que me obrigou a buscar refúgio num seminário, onde tentei desfazer o pacto diabólico -uma redundância, por sinal, porque, sem pacto ou com pacto, o Diabo já tinha o domínio do fato ("data venia" aos nossos ilustres ministros do Supremo Tribunal Federal).
Muita gente acredita que a maior obra de Deus foi a luz, o "fiat lux", que terminou virando uma caixa de fósforos. Em tempo de tantos apagões, que dona Dilma não cansa
de explicá-los, até que seria uma boa se tivéssemos uma nova edição, revista e aumentada, da criação do homem. Mesmo sem homem, mas com o Diabo, que, entre seus feitos satânicos, me deixou literalmente na mão, sem o canivete de duas lâminas do Sacadura. Com o qual eu poderia fazer justiça, livrando-me de todo o mal, amém.
Carlos Heitor Cony
Carlos Heitor Cony é membro da Academia Brasileira de Letras desde 2000. Sua carreira no jornalismo começou em 1952 no "Jornal do Brasil". É autor de 15 romances e diversas adaptações de clássicos.

    segunda-feira, janeiro 07, 2013

    Obras clássicas ganham espaço em mercado de contemporâneos caros demais

    http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1210831-obras-classicas-ganham-espaco-em-mercado-de-contemporaneos-caros-demais.shtml


    SILAS MARTÍ
    DE SÃO PAULO


    Em novembro do ano passado, uma tela do século 17, obra do belga Anton van Dyck, foi arrematada num leilão em São Paulo por R$ 2,4 milhões. Senhores ali presentes disputaram lance a lance com compradores que telefonavam na hora --em minutos, a peça estava vendida.
    Dias antes, em Nova York, a Sotheby's vendeu um quadro de Beatriz Milhazes por R$ 4,3 milhões, o maior valor já pago pela obra de um brasileiro em leilão, quase o dobro do Van Dyck, um dos mestres do barroco flamengo.
    Num momento em que obras de artistas contemporâneos atingem preços maiores que os de trabalhos dos grandes mestres, colecionadores têm se voltado para peças mais antigas --um investimento que consideram menos arriscado diante de valores em alta desenfreada.

    "Um nome quente hoje na arte contemporânea pode não ser um nome tão quente amanhã", analisa Christopher Apostle, chefe do departamento de velhos mestres da Sotheby's. "Mas sempre haverá interesse por Van Dyck, Ticiano, Rembrandt. Eles têm 300, 400 anos de história."
    De olho nessa bagagem, feiras como a Frieze, em Londres, que se consolidou como plataforma de vendas de arte contemporânea, abriu no ano passado um evento paralelo dedicado a arte antiga.
    Enquanto isso, a Tefaf, a mais tradicional feira de antiguidades do mundo, que acontece em março em Maastricht, na Holanda, está buscando novos colecionadores em mercados como São Paulo e traçando estratégias para modernizar seus estandes.
    "Há uma leva de colecionadores que sintonizaram suas antenas com a arte antiga", diz Ben Janssens, diretor da Tefaf. "Vejo uma mudança de hábitos, pessoas agora estão inclinadas a comprar peças de todos os períodos."
    MODA E BOBAGEM
    "Hoje todo mundo compra Beatriz Milhazes e Vik Muniz. E, às vezes, você compra porque todo mundo compra", diz o colecionador paulistano Luís Alberto Altílio. "Gosto de uma arte que se expressa num suporte qualificado e que não seja uma bobagem."
    Na opinião de Ricardo von Brusky, que vendeu o Van Dyck em sua casa de leilões, existe agora uma espécie de "resgate da arte antiga".
    "Quando você não tem cultura, um marchand malandro emplaca o que está na moda", diz Von Brusky. "Gente com berço, bagagem e cultura está voltando a comprar arte antiga e moderna porque são obras consagradas."
    Mas, com ou sem berço, colecionadores estão de olho nos preços. "Ao contrário do que muitos pensam, arte antiga e clássica custa menos do que obras contemporâneas", diz Janssens, diretor da Tefaf. "O que se supõe custar milhões não custa milhões, e é isso que está se tornando evidente no mercado agora."
    De fato, peças de mestres consagrados do passado têm atingido em leilões valores iguais ou até menores do que trabalhos de artistas vivos.
    Na última temporada de vendas em Nova York, uma obra de Di Cavalcanti atingiu preço pouco maior do que uma fotografia de Vik Muniz. Um Van Gogh arrematado há um ano saiu por menos do que uma tela dos anos 1990 do alemão Gerhard Richter.
    "Mesmo que sejam mercados diferentes, valores de arte antiga são uma pechincha perto dos preços dos contemporâneos", afirma Apostle, da Sotheby's. "É como caviar e ovos de galinha --os dois são ovos, mas não custam o mesmo por uma questão simples de oferta e demanda."

    sexta-feira, janeiro 04, 2013

    Apesar de melhora, Dominguinhos ainda não acordou da sedação

    http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2013/01/04/apesar-de-melhora-dominguinhos-ainda-nao-acordou-apos-retirada-da-sedacao.htm

    Do UOL, em São Paulo


    Internado desde o último dia 17 de dezembro com infecção respiratória e arritmia cardíaca, o cantor Dominguinhos, que apresentou melhora no quadro respiratório na última quinta-feira (3) e teve a sedação retirada, ainda não acordou.
    De acordo informações do Hospital Santa Joana de Recife nesta sexta, o músico está sonolento, ainda não estabelece contato visual. No entanto, os médicos esperam que ele acorde a qualquer momento.

    O boletim médico também diz que a infecção respiratória vem respondendo ao tratamento e que o sanfoneiro permanece usando um marca-passo temporário e tomando remédios para controlar os batimentos cardíacos.
    Diagnosticado com câncer de pulmão há cinco anos, Dominguinhos sofreu um princípio de infarto no início de 2011, quando foi internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.  Ele foi foi submetido a um cateterismo e a uma angioplastia. Por conta de seu estado de saúde, cancelou dois shows no final de 2011.
    Também no ano passado, o músico foi tema do documentário "Dominguinhos Volta e Meia" sobre sua vida e obra. O filme foi idealizado pela cantora e compositora Mariana Aydar, pelo multiinstrumentista e produtor musical Duani Martins, e pelo pianista Eduardo Nazarian.
    Carreira
    Nascido em Garanhuns, Pernambuco, Dominguinhos conheceu Luiz Gonzaga na infância e, ganhou dele, sua primeira sanfona, aos 13 anos, tornando-se herdeiro artístico do rei do baião. Entre suas músicas mais conhecidas estão "De Volta para o Aconchego", "Isto Aqui Tá Bom Demais" e "Eu Só Quero Um Xodó". Esta última, de 1973, já foi regravada mais de 250 vezes, inclusive em inglês, holandês e italiano.

    quinta-feira, janeiro 03, 2013

    MPF pede adiamento do Sisu para alunos recorrerem da nota do Enem

    http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/01/03/mpf-pede-adiamento-do-sisu-para-alunos-recorrerem-da-nota-do-enem.htm

    Do UOL, em São Paulo

    As Procuradorias da República no Ceará e em Alagoas entraram com ações na Justiça para adiar as inscrições do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) – que seleciona candidatos para vagas nas principais universidades federais por meio da nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) – previstas para terem início na próxima segunda-feira (7).

    Os procuradores pedem que o MEC (Ministério da Educação) e o Inep (Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) permitam que os estudantes tenham acesso à prova de redação do Enem e possam recorrer – judicialmente, no caso ação de Alagoas – da nota atribuída caso sintam-se prejudicados. 
    As ações com pedido de liminar foram protocoladas um dia após estudantes insatisfeitos com as notas, divulgadas pelo MEC na semana passada, realizarem protestos em 13 cidades pedindo acesso à redação. O Ministério pretende liberar a vista dos textos apenas no dia 6 de fevereiro com caráter pedagógico, ou seja, sem possibilidade de recurso.
    O autor da ação civil pública no Ceará é o procurador Oscar Costa Filho, que nos dois anos anteriores já moveu diversas ações contra a organização do Enem. Segundo o procurador, o Inep tem o dever jurídico de receber, processar e responder motivadamente às reclamações dos que se sentirem prejudicados, no caso de as notas não corresponderem aos critérios de correção.
    "O material que institui a peça vestibular contém CD-R com cerca de oito mil assinaturas de candidatos inconformados com o fato de as notas atribuídas não obedecerem aos critérios de correção", diz o procurador na ação, em referência a uma petição online criada pelo grupo de estudantes, que também tem uma página no Facebook com mais de 31 mil membros.

    quarta-feira, janeiro 02, 2013

    Com US$ 10 bi a menos, Eike é bilionário que mais perdeu dinheiro em 2012

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1209080-com-us-10-bi-a-menos-eike-e-bilionario-que-mais-perdeu-dinheiro-em-2012.shtml

    02/01/2013 - 15h12


    DE SÃO PAULO


    O empresário Eike Batista foi o bilionário que mais perdeu dinheiro em 2012, ao ver sua fortuna diminuir US$ 10,1 bilhões no ano passado, segundo ranking da agência de notícias Bloomberg.
    O brasileiro ocupa agora o 75º lugar do ranking, com um patrimônio líquido de US$ 12,4 bilhões, após chegar a ter US$ 34,5 bilhões e a ocupar a 8ª colocação no ranking em 27 de março.
    Há um ano, Eike tinha prometido se tornar o homem mais rico do mundo em 2015 --posto que continua a ser ocupado pelo mexicano Carlos Slim, empresário das telecomunicações que detém a mexicana America Movil e a brasileira Claro, entre outras empresas.
    Ao contrário de Eike, a fortuna do mexicano cresceu 21,6% --US$ 13,4 billhões-- no ano passado, a segunda maior alta em dólares. O espanhol Amancio Ortega, fundador Inditex, que controla a Zara, foi o maior vencedor do ano passado. Sua fortuna cresceu de US$ 22,2 bilhões para US$ 57,5 bilhões --alta de 66,7%.
    As cem pessoas mais ricas do planeta segundo a Bloomberg ficaram ainda mais ricas em 2012, somando US$ 241 bilhões ao montante no ano passado. Em 31 de dezembro, elas tinham US$ 1,9 trilhão.
    Dos cem bilionários que apareceram no ranking final de 2012 da agência, apenas 15 pessoas registraram prejuízo líquido em sua fortuna além de Eike.