"É CLARO QUE, COMO TODO ESCRITOR, TENHO A TENTAÇÃO DE USAR TERMOS SUCULENTOS: CONHEÇO ADJETIVOS ESPLENDOROSOS, CARNUDOS SUBSTANTIVOS E VERBOS TÃO ESGUIOS QUE ATRAVESSAM AGUDOS O AR EM VIAS DE AÇÃO, JÁ QUE A PALAVRA É AÇÃO, CONCORDAIS?"
CLARICE LISPECTOR - "A HORA DA ESTRELA"
Extra! Como adiantamos aqui nessa quinta-feira, Eike Batista estava prestes a perder o título de homem mais rico do Brasil. Pois bem: o empresário perdeu! A Bloomberg, que publica um ranking com as 200 pessoas mais ricas do mundo, atualizado diariamente, acaba de confirmar a informação. Com patrimônio pessoal de US$ 18,9 bilhões, Jorge Paulo Lemann – o maior acionista da AmBev - agora é o mais rico entre os brasileiros. Batista, que no início do ano chegou a ter US$ 34,5 bilhões, agora possui US$ 18,6 bilhões, segundo a Bloomberg.
ARIH2 actua como um interruptor apagando e acendendo o sistema imunitário
2012-11-27
Marc Pellegrini, do Instituto de Investigação Médica Walter & Eliza Hall (Austrália)
O gene ARIH2, que mantém vivos os embriões, controla o sistema imunitário e determina como este luta contra doenças crónicas como a hepatite ou o HIV e auto-imunes como a artrite reumatóide. Apesar dos especialistas só terem realizado estudos sobre o gene em ratinhos, esperam que este possa utilizar-se em terapias que combatam um grande número de doenças 'incuráveis'.
O principal autor do estudo publicado na«Nature Immunology», Marc Pellegrini, do Instituto de Investigação Médica Walter & Eliza Hall (Austrália), diz que o gene parece actuar como um interruptor, apagando e acendendo o sistema imunitário.
Se o gene está ligado, suprime a resposta imunitária; se estiver apagado reforça enormemente estas respostas. ARIH2 foi identificado por outro grupo de cientistas na mosca da fruta, mas conseguiu a atenção da equipa de Pellegrini pelos seus possíveis vínculos ao sistema imunitário.
No artigo agora publicado, os investigadores descrevem como os embriões dos ratinhos morreram quando o gene foi extraído.
O gene foi também extraído de ratos adultos. Estes sobreviveram bastante bem durante seis semanas. Depois, começaram a desenvolver respostas imunitárias que começaram a reagir contra o próprio corpo.
Os investigadores esperam agora que este gene seja estudo para uma utilização com finalidades medicinais, combatendo um grande número de doenças.
Para combater as doenças infecciosas, trava-se a acção do gene, para lutar contra as auto-imunes, carrega-se no acelerador para fazer o difícil trabalho de parar a resposta imunológica, explicam.
Mark Hamill, mundialmente conhecido pelo papel de Luke Skywalker em “Guerra nas Estrelas”, negocia voltar ao papel na nova trilogia que será criada pela Walt Disney que, em outubro deste ano, anunciou a compra da Lucasfilm, de George Lucas, por US$ 4 bilhões.
O ator concedeu uma entrevista ao site E!Online na noite desta terça-feira (27), durante a pré-estreia de seu novo filme “Sushi Girl”. "Nós temos dúvidas sobre isso", Hamill citou sua colega de elenco Carrie Fischer, que viveu a princesa Leia nos filmes da saga.
"E, realmente, eles nem mesmo estão na fase em que são capazes de responder a essas perguntas, porque, tanto quanto eu sei, já há alguma história?". "Eu amava todas aquelas pessoas, eu realmente amei", Hamill elogiou sobre trabalhar com Fischer, Harrison Ford e George Lucas nos três primeiros filmes de “Guerra nas Estrelas”. "Até que eu saiba mais sobre o que eles têm em mente, eu acho que é melhor deixar a Lucas Film fazer os anúncios."
Hamill, de 61 anos, não quis comentar quando perguntado sobre quem poderia assumir seu papel icônico da franquia de ficção científica. "Se eles forem fazer uma história em que Luke é muito jovem ou muito velho para eu interpretar, eles escolherão um ator com idade apropriada", disse. "Há tantas pessoas boas."
No início deste mês, Hamill contou à revista “Entertainment Weekly” que já sabia dos planos de George Lucas para uma nova trilogia.
Lucas revelou há um ano, em um almoço com o ator e Carrie Fisher, mas não comentou nada sobre a venda para a Disney, ou se eles estariam nos filmes: "Ele nos contou que estava planejando os Episódios 7, 8 e 9 e que Kathleen Kennedy [a nova presidente da LucasFilm] seria responsável por eles (...) Acho que ele queria que soubéssemos antes de todo mundo.”
Autor dos contos "Comédias da Vida Privada" está sedado e respira com a ajuda de aparelhos
iG São Paulo| - Atualizada às
O escritor Luis Fernando Verissimo foi internado em estado grave na tarde desta quarta (21) no hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. De acordo com o jornal Zero Hora, o autor de 76 anos está sedado e respira com a ajuda de aparelhos
Nesta quinta-feira, Verissimo vai passar por uma bateria de exames para determinar as causas que o levaram à internação, cuja suspeita é uma infecção.
Conhecido por suas crônicas e textos de humor, Verissimo ficou conhecido por livros como "O Analista de Bagé" (1981) e a antologia de contos "Comédias da Vida Privada" (1994), que ganhou uma versão televisiva exibida pela Rede Globo.
De acordo com um estudo da Universidade de Colúmbia e de Pittsburgh, a imagem positiva que surge a partir da página faz com que o autocontrole das pessoas diminua.
Uma das consequências mais fáceis de perceber é a agressividade.
"Quando você se sente bem consigo mesmo, você se sente no direito de fazer as coisas. E você quer proteger aquela imagem melhorada, o que faz com que as pessoas reajam tão fortemente àquelas que não concordam com suas opiniões", disse Keith Wilcox, um dos autores do estudo, ao "Wall Street Journal".
Andrea Michele Piacquadio/Shutterstock
Facebook te deixa mais gordo, pobre e malvado, diz estudo
O estudo foi dividido em cinco partes e contou com 541 participantes e, também, chegou a desagradável conclusão que os usuários do "face" ficam mais gordas e pobres.
Aqueles que passam mais tempo on-line e tinham muitos amigos na rede social tinham mais tendências de comer besteira e ter mais gordura no corpo, assim como mais dívidas no cartão de crédito.
Outra parte do estudo mostrou que aqueles que passavam cinco minutos no Facebook, ficavam mais inclinados a comer biscoito do que uma barra de cereal.
Além disso, os internautas mostravam mais preguiça na hora de resolver problemas matemáticos e desistiam mais facilmente.
O porta-voz do Facebook não quis comentar o assunto ao "WSJ".
Não sei se foi em “O Estado”, no
fim de outubro, que li a respeito de Astronauta
– Magnetar, de Danilo Beyruth. Pareceu-me interessante a proposta de
releitura de um dos personagens mais fascinantes de Mauricio de Sousa – da visão
que muitas crianças têm a respeito do espaço sideral a um ponto de vista mais
“adulto”, por assim dizer. Mais voltado para os leitores na faixa etária dos 20
anos em diante.
Esperei
a graphic chegar às bancas daqui.
Quando isso aconteceu e pude ter a revista em mãos, de imediato pipocaram nas
minhas recordações duas ótimas histórias do Astronauta, uma relacionada à
outra.
Na
primeira, o cosmonauta retorna à Fazenda Tangará, no interior de São Paulo,
ansioso para rever os amigos, a família e, principalmente, o grande amor de sua
vida. Mas ele não consegue encontrar Ritinha em lugar algum e o pessoal da
fazenda se mostra reticente quanto a onde a moça poderia estar. As perguntas
insistentes do Astronauta acabam vencendo essa resistência, e o coitado acaba
recebendo a má notícia: a sua amada idolatrada casara-se com Bonifácio, um dos
melhores amigos do herói.
O
aventureiro das galáxias finge aceitar numa boa o enlace. Acata as
justificativas de Rita, segundo as quais estava cansada de esperar indefinidamente
pelo retorno dele dos rincões mais distantes do universo. E no fim da história
entra em sua famosa nave redonda e volta para as suas peripécias interestelares
com o coração, naturalmente, partido sem chances de conserto.
A
segunda história é uma espécie de continuação da primeira. Com seu casamento
com Bonifácio devidamente consolidado e depois de dar à luz um menino, Ritinha
visita os pais do Astronauta e os três ficam refletindo sobre como poderia
estar vivendo seu ex-namorado, naquele exato instante, talvez perdido em alguma
dimensão ou fenda espacial. Pois no último quadrinho está a resposta: o
Astronauta passa por uma dificuldade daquelas, sendo espancado por uma raça
maligna de alienígenas. Nada muito sério, claro. Porradas com algum humor, para
não chocar a criançada.
O
Astronauta de Danilo Beyruth é ainda mais solitário. Ainda mais obcecado em
cumprir missões malucas determinadas pela direção da BRASA (Brasileiros
Astronautas), que decerto muito foram lidas por Marcos Pontes em sua infância.
Em Magnetar, essa obsessão é tanta
que dá para interpretar que os perigos aos quais ele é submetido são
autoimpostos – como uma espécie de punição inconsciente por ter abandonado tudo
o que ama (ou amava) e lhe é (ou era) mais caro.
Mas
ao mesmo tempo em que se arrisca a vida para fugir do Magnetar e da nave que
ameaça se transformar em seu caixão e sepultura, a saudade de sua terra natal
está lá. Assim como um resquício de sua velha paixão por Ritinha. Uma dicotomia
muito bem explorada por Beyruth na aventura de 83 páginas que concebeu e
desenhou, como muito faziam tempos atrás John Byrne e outros consagrados pelo
gênero.
E
essa dualidade me faz pensar em outro aventureiro, Amyr Klink, e numa homenagem
a este grande explorador chego facilmente à conclusão de que o protagonista de Magnetar é um astronauta entre dois
polos.