2008 já era. Está na hora de abrir alas, porque 2009 deseja passar. Como sempre acontece, acho que será um ano bom. Tenho lá minhas resoluções de ano novo. Ler a maior quantidade de livros de que for capaz. Transar com a maior quantidade de mulheres à minha disposição. Escrever meu primeiro livro. Passar um mês em São Bento. Começar a correr. Voltar a malhar. Viver de incógnitas é comigo mesmo.
Acabei de falar com Bruna. Espero que ela se recupere. Não mereceu o fim de algo que considerava belo. Mas a vida é assim, suponho. Não vivi o suficiente ainda para determinar. Só o que existe é o que eu penso e sinto e amo.
2008 já era. 2009 agora é uma criança recém-nascida. Deixemos que brinque um pouco antes de crescer e desabrochar.
"É CLARO QUE, COMO TODO ESCRITOR, TENHO A TENTAÇÃO DE USAR TERMOS SUCULENTOS: CONHEÇO ADJETIVOS ESPLENDOROSOS, CARNUDOS SUBSTANTIVOS E VERBOS TÃO ESGUIOS QUE ATRAVESSAM AGUDOS O AR EM VIAS DE AÇÃO, JÁ QUE A PALAVRA É AÇÃO, CONCORDAIS?" CLARICE LISPECTOR - "A HORA DA ESTRELA"
quarta-feira, dezembro 31, 2008
terça-feira, dezembro 30, 2008
A VIDA É UMA FESTA
Gilmar hoje quis saber como se escreve "Ernest Hemingway".
Não é preciso muito para aguçar meus sentidos literários. Corri até a minha estante (a "blindada", como diria meu amigo Raimundo Martins, que Deus o tenha) e dela retirei meu exemplar de "Paris é uma festa", do mesmo autor de "Por quem os sinos dobram" e "O sol também se levanta". A tradução é de Ênio Silveira.
"Estava na época do mau tempo", assim começa essa obra-prima da "geração perdida" - ainda que Ernest tenha imediatamente rejeitado este rótulo, gratuitamente estabelecido por Gertrude Stein. "Chegaria a qualquer momento", prossegue, "no fim do outono. Teríamos de fechar as janelas à noite, por causa da chuva, e o vento frio arrancaria as folhas das árvores da Place Contrescarpe. As folhas ficariam no chão, encharcadas, o vento atiraria a chuva contra os grandes ônibus verdes no ponto terminal, e o Café des Amateurs ficaria cheio de gente, suas janelas embaçadas pelo calor e pela fumaça lá de dentro. Era um café triste e mal administrado o Amateurs, onde os beberrões do bairro se apinhavam e do qual eu me mantinha afastado por causa do cheiro de corpos sujos e do azedo da embriaguez".
Aparentemente, o texto acima não deve ter dado muito trabalho ao autor quando o produziu. e na verdade não deu mesmo, posto que o tom é o de quem escreve sem preocupação com a perenidade da obra literária. Mas acredito que aí está o "pulo do gato" de Hemingway como escritor: o escrever sem pressa, pelo puro prazer da arte pela arte. Sem a preocupação do ganha-pão, sem a peso do trabalho. E vejam que preocupação na época em que os eventos mencionados transcorrem, preocupação era o que não faltava para Ernest, posto que justo nessa época ele decidiu abandonar o jornalismo para viver unicamente do que lhe poderiam render seus contos.
Essa aflição e incerteza, aliás, estão explícitas no capítulo "A fome como boa disciplina". "Se você não se alimentava bem em Paris", conta, "tinha sempre uma fome danada, pois todas as padarias exibiam coisas maravilhosas em suas vitrinas e muitas pessoas comiam ao ar livre, em mesas na calçada, de modo que por toda a parte via comida ou sentia o seu cheiro. Se você abandonou o jornalismo e ninguém nos Estados Unidos se interessa em publicar o que está escrevendo, se é obrigado a mentir em casa, explicando que já almoçara com alguém, o melhor que tem a fazer é passear nos jardins do Luxembourg, onde não via nem cheirava comida, desde a Place de l'Observatoire até a rue de Vaugirarard".
Aqui na internet, "pesco" a seguinte observação do senhor Eduardo Hakk (http://www.eduardohaak.kit.net/hemingway.html):
"O livro é, por excelência, um volume de fuxicos, de irrelevâncias deliciosas que, se por um lado não oferecem grandes verdades aos leitores (seja lá que merda signifique 'grandes verdades'), por outro humanizam essas figuras todas do modernismo: Gertrude Stein, Ezra Pound, Ford Maddox Ford, James Joyce e tutti quanti - pra não falar do próprio Hemingway".
E, quando o assunto são as "irrelevâncias deliciosas", porque não dizer que "Paris é uma festa" está impregnado de vida? Desse nosso absolutamente fabuloso cotidiano, cheio de bons e de maus momentos? Lembro agora de Los Hermanos: "Todo carnaval tem teu sim". Concordarei com essa grande verdade só no fim da minha jornada. Que seja esse, então, meu epitáfio. Mas não agora. Não agora.
Agora, quero repetir todo santo dia que é a vida, mais do que a morte, a que não tem limites.
Quero repetir que a vida é uma festa.
E tenho dito.
Não é preciso muito para aguçar meus sentidos literários. Corri até a minha estante (a "blindada", como diria meu amigo Raimundo Martins, que Deus o tenha) e dela retirei meu exemplar de "Paris é uma festa", do mesmo autor de "Por quem os sinos dobram" e "O sol também se levanta". A tradução é de Ênio Silveira.
"Estava na época do mau tempo", assim começa essa obra-prima da "geração perdida" - ainda que Ernest tenha imediatamente rejeitado este rótulo, gratuitamente estabelecido por Gertrude Stein. "Chegaria a qualquer momento", prossegue, "no fim do outono. Teríamos de fechar as janelas à noite, por causa da chuva, e o vento frio arrancaria as folhas das árvores da Place Contrescarpe. As folhas ficariam no chão, encharcadas, o vento atiraria a chuva contra os grandes ônibus verdes no ponto terminal, e o Café des Amateurs ficaria cheio de gente, suas janelas embaçadas pelo calor e pela fumaça lá de dentro. Era um café triste e mal administrado o Amateurs, onde os beberrões do bairro se apinhavam e do qual eu me mantinha afastado por causa do cheiro de corpos sujos e do azedo da embriaguez".
Aparentemente, o texto acima não deve ter dado muito trabalho ao autor quando o produziu. e na verdade não deu mesmo, posto que o tom é o de quem escreve sem preocupação com a perenidade da obra literária. Mas acredito que aí está o "pulo do gato" de Hemingway como escritor: o escrever sem pressa, pelo puro prazer da arte pela arte. Sem a preocupação do ganha-pão, sem a peso do trabalho. E vejam que preocupação na época em que os eventos mencionados transcorrem, preocupação era o que não faltava para Ernest, posto que justo nessa época ele decidiu abandonar o jornalismo para viver unicamente do que lhe poderiam render seus contos.
Essa aflição e incerteza, aliás, estão explícitas no capítulo "A fome como boa disciplina". "Se você não se alimentava bem em Paris", conta, "tinha sempre uma fome danada, pois todas as padarias exibiam coisas maravilhosas em suas vitrinas e muitas pessoas comiam ao ar livre, em mesas na calçada, de modo que por toda a parte via comida ou sentia o seu cheiro. Se você abandonou o jornalismo e ninguém nos Estados Unidos se interessa em publicar o que está escrevendo, se é obrigado a mentir em casa, explicando que já almoçara com alguém, o melhor que tem a fazer é passear nos jardins do Luxembourg, onde não via nem cheirava comida, desde a Place de l'Observatoire até a rue de Vaugirarard".
Aqui na internet, "pesco" a seguinte observação do senhor Eduardo Hakk (http://www.eduardohaak.kit.net/hemingway.html):
"O livro é, por excelência, um volume de fuxicos, de irrelevâncias deliciosas que, se por um lado não oferecem grandes verdades aos leitores (seja lá que merda signifique 'grandes verdades'), por outro humanizam essas figuras todas do modernismo: Gertrude Stein, Ezra Pound, Ford Maddox Ford, James Joyce e tutti quanti - pra não falar do próprio Hemingway".
E, quando o assunto são as "irrelevâncias deliciosas", porque não dizer que "Paris é uma festa" está impregnado de vida? Desse nosso absolutamente fabuloso cotidiano, cheio de bons e de maus momentos? Lembro agora de Los Hermanos: "Todo carnaval tem teu sim". Concordarei com essa grande verdade só no fim da minha jornada. Que seja esse, então, meu epitáfio. Mas não agora. Não agora.
Agora, quero repetir todo santo dia que é a vida, mais do que a morte, a que não tem limites.
Quero repetir que a vida é uma festa.
E tenho dito.
terça-feira, novembro 25, 2008
Saramago: "Não sou pessimista, o mundo é que é péssimo"
Às vésperas da inauguração da exposição José Saramago: A Consistência dos Sonhos, que traz objetos de sua carreira, o escritor português, Prêmio Nobel de Literatura em 1998, conversou com os jornalistas em um encontro realizado no Consulado Geral de Portugal em São Paulo, nesta terça-feira.Bem-humorado - algo raro -, o escritor falou sobre seu novo livro, A Viagem do Elefante, o período em que ficou internado, o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa e sua fama de pessimista. "Não sou eu o pessimista; o mundo é que é péssimo".
José Saramago: A Consistência dos Sonhos foi organizada por Fernando Gómez Aguilera e traz mais de 500 objetos originais do autor de Ensaio Sobre a Cegueira e Memorial do convento, entre outros.
Nesta sexta-feira, no Instituto Tomie Ohtake, Saramago participa da abertura da exposição, que segue no local até 15 de fevereiro.
A Viagem do Elefante
Saramago também aproveita a visita para promover seu novo livro, A Viagem do Elefante, escrito em um momento delicado, quando o escritor ficou internado à beira da morte.
Ele conta que escreveu as primeiras 40 páginas antes da internação. Então, ficou sete meses sem escrever e chegou a pensar que não concluiria o livro. Ironicamente, é o livro mais bem-humorado do autor. "Esta história pedia isso. Não quis incluir a minha vida, o momento pelo qual estava passando, não tinha a ver com o enredo do livro".
Sobre a experiência, o escritor brinca: "estou muito mais sereno agora. E olha que nem precisei ler um livro do Paulo Coelho para ficar assim. Percebi que uma doença vale mais que toda a obra dele", ri Saramago.
sábado, novembro 22, 2008
Pela 1ª vez no Brasil, 'Playboy' traz coelhinhas na capa

Ana Lúcia, Márcia Spézia e Thaiz Schmitt estamparão a capa da edição de dezembro da revista Playboy. Pela primeira vez no Brasil, as "coelhinhas", vão posar nuas para a publicação masculina.
Elas foram fotografadas por J.R. Duran em uma mansão no interior de São Paulo, em clima de diversão e "pegação".
Tanto que o slogan criado para a próxima edição da revista é: "O que nós entendemos por confraternização de fim de ano".
quarta-feira, novembro 12, 2008
Brasil cai para o 5º lugar no ranking da Fifa
JB Online
RIO DE JANEIRO - A Fifa divuldou nesta quarta-feira seu novo ranking de seleções. O Brasil caiu uma posição, sendo ultrapassado pela Holanda, e ocupa agora o quinto lugar. A Espanha, campeã da Eurocopa, continua na liderança.
A Itália, atual campeã mundial, também desceu um degrau, perdendo a segunda posição para a Alemanha. Outra mudança foi o retorno da Inglaterra, que subiu quatro posições, ao grupo das 10 melhores seleções.
Confira o ranking:
1) Espanha - 1657 pontos (-)
2) Alemanha - 1413 pontos (+1)
3) Itália - 1356 pontos (-1)
4) Holanda - 1306 pontos (+1)
5) Brasil - 1286 pontos (-1)
6) Argentina - 1181 pontos (+1)
7) Croácia - 1158 pontos (-1)
8) Rússia - 1079 pontos (+1)
9) República Checa - 1062 pontos (-1)
10) Portugal - 1058 pontos (-)
11) Inglaterra - 1058 pontos (+4)
12) França - 1035 pontos (-1)
13) Turquia - 1032 pontos (-)
14) Camarões - 1013 pontos (-2)
15) Israel - 1004 pontos (+1)
RIO DE JANEIRO - A Fifa divuldou nesta quarta-feira seu novo ranking de seleções. O Brasil caiu uma posição, sendo ultrapassado pela Holanda, e ocupa agora o quinto lugar. A Espanha, campeã da Eurocopa, continua na liderança.
A Itália, atual campeã mundial, também desceu um degrau, perdendo a segunda posição para a Alemanha. Outra mudança foi o retorno da Inglaterra, que subiu quatro posições, ao grupo das 10 melhores seleções.
Confira o ranking:
1) Espanha - 1657 pontos (-)
2) Alemanha - 1413 pontos (+1)
3) Itália - 1356 pontos (-1)
4) Holanda - 1306 pontos (+1)
5) Brasil - 1286 pontos (-1)
6) Argentina - 1181 pontos (+1)
7) Croácia - 1158 pontos (-1)
8) Rússia - 1079 pontos (+1)
9) República Checa - 1062 pontos (-1)
10) Portugal - 1058 pontos (-)
11) Inglaterra - 1058 pontos (+4)
12) França - 1035 pontos (-1)
13) Turquia - 1032 pontos (-)
14) Camarões - 1013 pontos (-2)
15) Israel - 1004 pontos (+1)
quinta-feira, outubro 30, 2008
MEC divulga locais de prova do Enade 2008
Do G1, em São Paulo
O Ministério da Educação (MEC) liberou os locais de prova dos selecionados para o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2008. O link para consulta foi publicado na noite desta quarta-feira (29), mas passou por problemas técnicos e voltou a funcionar na manhã desta quinta-feira (30).
Veja aqui onde será aplicado o Enade 2008
As provas serão aplicadas em 9 de novembro, às 13h. No total, 824 mil estudantes foram inscritos. Desses, 722 mil estão habilitados para fazer a prova. Quem foi selecionado, deve fazer o Enade; caso contrário, não poderá colar grau e obter o diploma.
Locais de prova
Os candidatos também devem receber em casa o endereço em que realizará a avaliação do MEC. Quem não receber o cartão com o local, data e horário de prova, deve procurar a universidade ou consultar a página do Enade. O não-recebimento do cartão não impede o aluno de fazer a prova. Basta apresentar documento de identidade com foto.
Os cursos avaliados este ano serão os de arquitetura e urbanismo, biologia, ciências sociais, computação, engenharia, filosofia, física, geografia, história, letras, matemática, pedagogia e química, além dos cursos superiores de tecnologia em construção de edifícios, alimentos, automação industrial, gestão da produção industrial, manutenção industrial, processos químicos, fabricação mecânica, análise e desenvolvimento de sistemas, redes de computadores e saneamento ambiental.
O Ministério da Educação (MEC) liberou os locais de prova dos selecionados para o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2008. O link para consulta foi publicado na noite desta quarta-feira (29), mas passou por problemas técnicos e voltou a funcionar na manhã desta quinta-feira (30).
Veja aqui onde será aplicado o Enade 2008
As provas serão aplicadas em 9 de novembro, às 13h. No total, 824 mil estudantes foram inscritos. Desses, 722 mil estão habilitados para fazer a prova. Quem foi selecionado, deve fazer o Enade; caso contrário, não poderá colar grau e obter o diploma.
Locais de prova
Os candidatos também devem receber em casa o endereço em que realizará a avaliação do MEC. Quem não receber o cartão com o local, data e horário de prova, deve procurar a universidade ou consultar a página do Enade. O não-recebimento do cartão não impede o aluno de fazer a prova. Basta apresentar documento de identidade com foto.
Os cursos avaliados este ano serão os de arquitetura e urbanismo, biologia, ciências sociais, computação, engenharia, filosofia, física, geografia, história, letras, matemática, pedagogia e química, além dos cursos superiores de tecnologia em construção de edifícios, alimentos, automação industrial, gestão da produção industrial, manutenção industrial, processos químicos, fabricação mecânica, análise e desenvolvimento de sistemas, redes de computadores e saneamento ambiental.
terça-feira, outubro 28, 2008
'Playboy' divulga primeira foto do ensaio de Cláudia Ohana

A revista Playboy divulgou nesta terça-feira a primeira foto do ensaio de Cláudia Ohana. Na imagem, a atriz, que estampa a capa de novembro da publicação masculina, aparece vestindo apenas um corpete tomara-que-caia preto.
Esta foi a segunda vez que Cláudia, 45 anos, posou nua para a Playboy. "Não sou mais menina, sou mulher de verdade. Agora estou mais malhada, com pernas mais torneadas do que nos anos 80", comentou ela.
A pedido da própria atriz, o tema do ensaio fotográfico foi o circo. "Queria um cenário que fizesse referência ao meu começo no cinema. Algo bem cru, que não combinasse com cílios postiços ou maquiagem", disse. Inspirado em filmes como Abril Despedaçado e Cinema, Aspirinas e Urubus, o cenário teve grande participação de Cláudia Ohana.
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