sábado, julho 04, 2009

TARJA PRETA

"Os Simpsons": censurados
Foto: Reprodução

O seriado "Os Simpsons" foi censurado no Equador. Segundo o governo local, o programa "envia mensagens que provocam a violência e a discriminação racial e sexual". Uma investigação sobre o assunto já está em andamento, e antes que se chegue a uma conclusão, Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie não irão mais aparecer na telinha de lá entre 6 e 9 horas.

quinta-feira, julho 02, 2009

Comentarista da Band xinga goleiro do Corinthians

Aloisio Milani

O ex-árbitro de futebol e comentarista da Rede Bandeirantes Oscar Roberto Godói xingou o goleiro Felipe, do Corinthians, durante a transmissão do jogo da final da Copa do Brasil. Aos 49 minutos do segundo tempo, com jogo empatado em 2 a 2, o goleiro Felipe caiu e aparentemente tentava gastar o tempo. Godói então falou: "Vai ficar no chão o filho da p...!".

O xingamento aconteceu depois da confusão entre os jogadores do Corinthians e do Internacional e que resultou na expulsão de D'Alessandro. O árbito concedeu seis minutos de acréscimo por descontar o tempo de paralisação. E, já no tempo adicional, quando o Corinthians tentava tocar bola para segurar o empate, Godói acabou xingando o goleiro corintiano.

O comentário foi feito ao lado do apresentador Luciano do Valle e do comentarista Neto. Coincidência ou não, Godói pouco falou até o final da transmissão da Band sobre o campeonato do Corinthians e a comemoração dos jogadores. Nem Godói, nem os apresentadores comentaram o assunto depois ao vivo.

quarta-feira, julho 01, 2009

A REVELAÇÃO

Numa ida recente a São Paulo encontrei Deus.

É um sujeito fechadão.

Conferência sobre Manuel Bandeira abre a Flip 2009

Davi Arrigucci Jr analisou fases da carreira do poeta. Festa Literária de Paraty começou nesta quarta (1º) e vai até domingo.

Shin Oliva Suzuki
Do G1, em Paraty

A Festa Literária Internacional de Paraty seguiu o costume e abriu a edição 2009, na noite desta quarta-feira (1º), com uma conferência sobre o homenageado da vez. O poeta Manuel Bandeira, um dos porta-estandartes do modernismo brasileiro, teve momentos de sua obra analisados pelo crítico Davi Arrigucci Jr.

Autor de importantes ensaios sobre a poética bandeirista, Arrigucci centrou sua palestra na fase em que Bandeira está no Rio de Janeiro, na década de 20, pobre e doente, e passa a incorporar em seu trabalho a observação do cotidiano humilde carioca.

O Bandeira doente de tuberculose, doença com a qual convive por boa parte de sua vida, é refletido na sua trajetória poética, em que tenta se desgarrar dos ecos do romantismo e a ideia da morte precoce que permeia o estilo, segundo o crítico. O poeta nascido no Recife (1886-1968) se volta, assim, ao que vê de sua morada na rua do Curvello, na capital fluminense.

"Bandeira vê que é preciso transmitir o sublime por uma linguagem baixa. Falar com humildade de coisas complexas", disse Arrigucci na apresentação na Tenda dos Autores.

O ensaísta, ex-professor de literatura comparada da USP e autor de "Paixão e Morte: a poesia de Manuel Bandeira", ainda analisou particularmente dois poemas, “Momento um café” e “Poema só para Jayme Ovalle”, em que Arrigucci observa a dialética entre o dentro e o fora, o que é vivido dentro do quarto por Bandeira e no exterior.

terça-feira, junho 30, 2009

Globo descumpre lei e põe pronunciamento de ministro fora do horário

Ricardo Feltrin
Colunista do UOL Notícias

Diferentemente de todas as emissoras abertas do país, a Globo descumpriu ontem uma determinação federal e exibiu fora do horário o pronunciamento do ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin. O discurso do ministro deveria obrigatoriamente ser exibido pelas TV's entre 20h e 21h. A Globo o exibiu por volta das 19h45.

A Record pediu formalmente informações sobre o descumprimento junto ao Ministério das Comunicações e à Secretaria de Comunicação Social. Segundo Ooops! apurou, a Record quer que a Globo seja punida, pois acredita que houve "má fé" da emissora. A Globo nega (leia mais abaixo).

A suspeita da Record se deve ao fato de que ontem, entre 20h e 21h, ocorreu a estreia de Ana Paula Padrão e do novo cenário no "Jornal da Record". A emissora acredita que o descumprimento do horário pode ter sido mais uma "manobra" da Globo para aumentar seu ibope em relação à concorrente nessa faixa.

Na verdade, não houve qualquer mudança para a Globo com a estreia de Ana Paula ou do cenário. O "JR" registrou um aumento de cerca de 10% em relação à bancada anterior. O telejornal, que começou às 19h50, marcou 11 pontos de média no ibope.

O pronunciamento do ministro também só entrou após o "Jornal da Record", durou três minutos e derrubou o ibope da emissora de 11 para 7 pontos.

O Ministério das Comunicações não soube informar à Record, até o momento, qual seria a punição da Globo pelo descumprimento da ordem.

HQ nacional amadurece e faz seu debute na principal festa literária do país

O quadrinista gaúcho radicado em São Paulo Rafael Grampá
(Foto: Caroline Bittencourt/Divulgação)


Flip abre nesta quarta-feira à noite em Paraty; mesas começam na quinta. Grampá, Moon, Bá e Rafael Coutinho debatem quadrinhos no evento.

Diego Assis
Do G1, em São Paulo

Seus álbuns já passam das cem páginas, vêm com lombada quadrada e vendem não mais em bancas de jornal mas em grandes livrarias. Mais do que a forma, no entanto, é o conteúdo que ajudou a abrir as portas da literatura para as HQs. E em grande estilo: quatro artistas da nova geração de autores brasileiros têm nesta quinta-feira (2) a responsabilidade de dar o pontapé inicial em uma das principais festas literárias do país, a Flip, em Paraty.

Antes, portanto, de Gay Talese, Chico Buarque e Richard Dawkins - para citar alguns dos escritores convidados de destaque desta Flip -, os bibliófilos vão se sentar diante de Fábio Moon, Gabriel Bá, Rafael Grampá e Rafael Coutinho em uma mesa que deve discutir, a princípio, os elos entre a literatura e os quadrinhos.

"Não dá para dizer que HQ é literatura", sai na frente o gaúcho Grampá, desenhista e roteirista de seu álbum de estreia, o elogiado "Mesmo delivery". "Mas essa discussão vai ser boa. Coisas como 'Isaac, o Pirata' e 'I killed Adolf Hitler', de Jason, são tão boas quanto qualquer livro que já li", conserta.

Autor de graphic novels como "O girassol e a lua", do fanzine "10 pãezinhos" e um dos quadrinistas brasileiros mais reconhecidos no exterior - juntamente com o irmão gêmeo, Bá -, Moon concorda. "O que tem sido produzido recentemente tem gerado um reconhecimento muito maior para os quadrinhos, tem chamado a atenção de um público que não é só aquele que lê HQs, como o pessoal da Flip. Eles estão interessados no conteúdo que está sendo produzido", opina o quadrinista paulistano.

Veteranos das convenções de quadrinhos - inclusive a americana San Diego Comic-Con, em que, em 2008, venceram o cobiçado (e inédito para um brasileiro) prêmio Eisner -, Moon e Bá devem ficar à vontade em um evento literário. "A literatura sempre foi muito importante para o jeito como a gente escreve. Decidimos fazer quadrinhos não pelas HQs que a gente leu, mas pelos livros que a gente leu", revela Moon, fã de "Capitães de areia" dos tempos de escola e responsável por uma das melhores adaptações de "O alienista", de Machado de Assis, para os quadrinhos.

Inversão de papéis

Crescido em um ambiente mais do que propenso às HQs, o artista plástico - e filho do quadrinista Laerte - Rafael Coutinho também reconhece o flerte entre as linguagens. "É verdade que nos últimos tempos os quadrinhos adultos amadureceram e vêm conversando com a literatura em diversos níveis. Acho interessante que as pessoas façam um esforço para ver o ponto em comum entre as mídias, mas, para os autores, isso vai bem mais além: eles se permitem voar entre as mídias de uma forma muito mais solta do que se espera", defende Coutinho, que prepara uma história longa em parceria com o... escritor Daniel Galera.

"'Cachalote' são seis histórias, contadas em seis frentes diferentes que não se cruzam, mas são conduzidas por uma supra-história que as une", define. "O Galera estava muito interessado em fazer alguma coisa em quadrinhos. Ficamos amigos no bar, jogamos as ideias na mesa e vimos o que saía." Um preview da HQ foi publicado neste mês na revista "Piauí".

Coreógrafa e bailarina alemã Pina Bausch morre aos 68 anos

A bailarina alemã Pina Bausch (Foto: Volker Hartmann/AFP)

Dançarina era conhecida pelo estilo expressionista único de dança. Segundo comunicado, ela morreu de câncer cinco dias após diagnóstico.

Da France Presse

A coreógrafa de dança moderna e bailarina alemã Pina Bausch faleceu nesta terça-feira (30), aos 68 anos, informaram à AFP fontes do Tanztheater de Wuppertal (oeste da Alemanha), onde ela estava radicada.

"Pina Bausch faleceu na manhã desta terça-feira no hospital, uma morte repentina e rápida, cinco dias depois de ter um câncer diagnosticado", anunciou a porta-voz do Tanztheater, Ursula Popp.

No domingo passado ainda estava no palco, junto à companhia, na ópera de Wuppertal", completou.

Seu verdadeiro nome era Josephine Bausch. A fama começou na Metropolitan Opera de Nova York. Era considerada a grande dama da dança contemporânea alemã, com um estilo expressionista único que no início de sua carreira provocou polêmica, antes de ser reconhecido mundialmente.