DANIEL NAVAS Para o UOL Tecnologia
A Apple lançou o iPad oficialmente em abril, nos Estados Unidos. Desde então, o tablet já foi comprado extraoficialmente por brasileiros, chegou a diversos países e recebeu autorização da Anatel para ser vendido no Brasil – ainda assim, nada de sua comercialização ter início por aqui. Enquanto aguardam o lançamento, as editoras trabalham para disponibilizar aos consumidores versões compatíveis com o iPad de seus livros existentes no formato tradicional. Nos Estados Unidos, essa alternativa mostrou-se válida: os e-books já superaram os livros de capa dura na gigante Amazon.com.
Em agosto, por exemplo, a livraria Saraiva anunciou a disponibilidade de seu aplicativo de leitura para o iPad e iPhone, que pode ser baixado na loja de aplicativos App Store, da Apple. "Estimamos, hoje, 40 mil iPads no Brasil e é esse público que queremos atingir", afirmou Marcílio Pousada, presidente da empresa. A Saraiva, que pretende ter até o final do ano 5 mil livros digitalizados, tem arquivos nos formatos PDF e ePUB, compatíveis com o iPad, o Alfa, da Positivo, o Sony Reader e o Cool-er, da Gato Sabido.
Os usuários de leitores digitais devem ficar sempre atentos aos formatos disponíveis para cada tipo de eletrônico – é justamente esse o desafio das editoras, que querem tornar seu material compatível com os produtos da Apple. Além de PDF e ePUB há diversas outras siglas que podem acabar confundindo e atrapalhando o consumidor: DOC, TXT, HTML, MOBI e TRT, por exemplo. A gigante Amazon, uma referência no mercado de e-books, criou até um formato próprio para o conteúdo compatível com o Kindle (AZW e AZW1).
AdaptaçãoA Singular, empresa da editora Ediouro, também se adapta para conquistar no Brasil novos leitores entre os fãs da Apple. “Temos arquivos digitais sendo vendidos pelos principais sites do país, que podem rodar nos aparelhos já disponíveis no Brasil. Mas ainda temos de nos adaptar à plataforma do iPad, que exige itens diferenciados, pois os arquivos serão vendidos pela loja virtual da Apple. Além disso, o gadget oferece cores e funções interativas, como som e a possibilidade de ler o texto na vertical ou na horizontal”, afirma Newton Neto, diretor de mídias digitais e tecnologia da Singular.
Essa interatividade que o aparelho possibilita funciona como um chamariz e também pode reforçar o lucro das editoras. ”Com o tablet, conseguimos dar mais realidade e nitidez aos desenhos, o que não acontece com os leitores digitais vendidos atualmente no Brasil”, explica Mauro Palermo, diretor da Globo Livros. Durante a Bienal Internacional do Livro, a empresa disponibilizou o primeiro capítulo da obra “A menina do narizinho arrebitado”, de Monteiro Lobato, para iPad. “Até o fim do ano, teremos o livro completo e outras obras ilustradas, que serão rediagramadas para se encaixarem ao tamanho e estrutura do aparelho.”
Apesar da empolgação de muitos, a editora Contexto não vê o gadget da Apple como um “divisor de águas” no setor de mídias impressas. “Faz bastante tempo que estamos nos preparando para a venda do livro digital: tanto que grande parte dos nossos contratos já tem previsto o comércio deste tipo de arquivo. Mas não vamos dar exclusividade para um aparelho ou outro. Queremos disponibilizar um e-book que rode em todos os e-readers”, explicou Daniel Pinsky, diretor da empresa.
E a pirataria?Outra iniciativa estudada pelas editoras é oferecer, junto com os textos, vídeos e disponibilizar uma forma de escutar a versão digital. Com essas exclusividades, as empresas acreditam que será mais difícil os leitores optarem por versões pirateadas. “Estamos criando uma versão 2.0 dos e-books, à qual o consumidor terá acesso com um código passado durante o ato da compra”, explica Neto, da Singular.
O valor dos e-books deve ser mais baixo que o cobrado para os livros impressos, porque na versão tradicional está embutido o preço das obras que não foram vendidas, do frete e da gráfica, entre outras coisas. “Retirando esses custos, o produto fica cerca de 65% mais barato. Assim, o leitor que investiu no aparelho vai aos poucos recuperando o valor, economizando na compra dos livros”, afirma o diretor da Globo Livros.
Os arquivos digitais também terão o chamado DRM (Digital Rights Management; gerenciamento dos direitos digitais), uma plataforma de segurança escolhida pela maioria das editoras brasileiras para proteger os arquivos de cópias não autorizadas. Assim, o usuário baixará o arquivo e não conseguirá repassá-lo.
"É CLARO QUE, COMO TODO ESCRITOR, TENHO A TENTAÇÃO DE USAR TERMOS SUCULENTOS: CONHEÇO ADJETIVOS ESPLENDOROSOS, CARNUDOS SUBSTANTIVOS E VERBOS TÃO ESGUIOS QUE ATRAVESSAM AGUDOS O AR EM VIAS DE AÇÃO, JÁ QUE A PALAVRA É AÇÃO, CONCORDAIS?" CLARICE LISPECTOR - "A HORA DA ESTRELA"
terça-feira, outubro 19, 2010
domingo, outubro 17, 2010
Ensaios políticos de Vargas Llosa perdem a força diante de seus textos literários
DANIEL BENEVIDESColaboração para o UOL
Casado com a literatura, Mario Vargas Llosa nunca escondeu que a política sempre foi sua amante. Lendo os ensaios reunidos em “Sabres e Utopias”, vê-se, no entanto, que o amor e compromisso com a “mulher” é bem maior e mais profundo do que as constantes escapadelas. Defensor ferrenho do liberalismo, o qual enxerga como expressão genérica da defesa da liberdade do indivíduo, Llosa chegou a se candidatar presidente do Peru, mas acabou mesmo coroado com o Nobel, o que talvez recoloque as coisas no lugar (quer dizer, isso se considerarmos que o prêmio é de fato literário).
Claro, a tese é discutível, e há quem sustente que a literatura e a política são indissociáveis na obra do peruano (mas isso pode ser dito sobre a obra de qualquer escritor). Mas um leitor atento de seus ótimos ensaios vai perceber que, ao falar de literatura, pura e simples, como exercício artístico de criar outras realidades, Llosa demonstra uma capacidade analítica tão apaixonada e inteligente, que fica difícil não notar que, diante desses textos, os escritos políticos empalidecem, mesmo os mais polêmicos, nos quais critica Fidel, Chavez e outros ícones da esquerda que um dia abraçou.
Não que o lado político seja desprezível (ocupa quatro quintos da coletânea), os ensaios literários é que são magníficos, e talvez devessem ser mais comentados. Pois é falando de Euclides da Cunha, Borges ou Guimarães Rosa que o autor de livros sensacionais como “Conversa na Catedral”, “Tia Júlia e o Escrevinhador” e “Pantaleão e as Visitadoras” consegue arrebatar o leitor. Seus comentários são pertinentes, perspicazes e também joviais, como se Vargas Llosa fosse descobrindo, maravilhado, a obra desses autores ao lado do leitor. Quem ler seu ensaio sobre “Grande Sertão: Veredas” e não sentir o impulso irreprimível de ler ou reler a obra-prima de Rosa é doente do pé.
Outro ensaio valioso, verdadeiro tesouro para quem gosta de pensar a literatura, é o escrito sobre Borges, em que ele explica com a clareza de um lago inexplorado, porque o "viejo brujo" deve ser considerado um escritor excepcional. Para Llosa, Borges tirou o complexo de inferioridade da literatura latino-americana e também revestiu a língua espanhola de uma nova roupagem. Na contramão da exuberância barroca e cores fortes usadas pela grande maioria dos autores nascidos em Espanha e América Latina, Borges dotou a língua de uma concisão irônica, erudita e divertida; “inteligente”, no sentido de propor jogos intelectuais, com seus elegantes labirintos e espelhos.
Ao falar do outrora grande amigo e hoje desafeto Garcia Marques e seu “Cem Anos de Solidão”, a obra que marcou o chamado "boom" da literatura latino-americana (do qual o próprio Vargas Llosa foi um dos expoentes), surpreende pela quantidade de detalhes observados com lupa generosa, e pela forma precisa como situa o livro no contexto literário da época. Mais que tudo, porém, fica clara a completa isenção de inveja ou competitividade, tão genuína é a admiração pelo colega. Isso também fica evidente nos demais textos. Sua vontade parece mesmo ter algo de juvenil, de dizer ao leitor, amigo imaginário, “olha como isso aqui é bom, você precisa ler!”
"Os Chefes" e "Os Filhotes"
Também lançado recentemente no Brasil, seu primeiro livro, a reunião de contos “Os Chefes”, que aqui veio acrescida da novela (no sentido de conto aumentado) “Os Filhotes”, dá bem a medida de como Llosa encarava a literatura com paixão de leitor. Seu estilo inicial reflete muito a forte influência de Faulkner, Flaubert e Balzac, o desejo puro de contar histórias. Não é por acaso que, como revela num de seus textos memorialísticos (“O País das Mil Faces”, presente em “Sabres e Utopias”), quando pequeno ele alterava ou estendia o final de seus livros favoritos, para que não terminassem tão cedo ou de forma frustrante. As narrativas de “Os Chefes” dão conta de sua infância e adolescência no Peru, repleta de aventuras e desafios, com a necessidade de afirmar a virilidade sempre em primeiro plano. Há um quê de influência do cinema também, algo de James Dean e “Juventude Transviada” nas histórias de lutas de canivete, brigas de gangue, disputas por namoradas e corridas suicidas de carro.
Já “Os Filhotes”, escrito bem depois, em 1967, quando já era um autor festejado, traz uma postura autoral mais aguda, com vozes que se misturam, impressões embaralhadas e um tema cômico a princípio, mas que se revela trágico ao longo das páginas. Um jovem estudante é atacado por um cachorro e tem seu mais precioso instrumento arrancado a dentadas. Cruelmente, como acontece em toda pré-adolescência, quando as identidades estão em formação, dão-lhe o apelido de Piroquinha. O nome é tão engraçado, que até mesmo os amigos não conseguem evitá-lo. Como é de esperar, Piroquinha cresce amargurado e se torna um vândalo autodestrutivo. O que torna a novela fascinante é a forma de contar, ao mesmo tempo ágil e profunda, tradicional e contemporânea. Essa é a marca que deve ficar de Vargas Llosa.
sexta-feira, outubro 15, 2010
Enfim, vendido: após travar batalhas judiciais, Liverpool tem novo dono
Consórcio americano New England Sports Ventures compra o clube por R$ 794 milhões.
Novela se arrastou por vontade dos antigos proprietários
Por Victor Canedo
Rio de Janeiro
Era fim da manhã da última quarta-feira quando meia dúzia de torcedores cantava a plenos pulmões “You’ll Never Walk Alone”, música tema do Liverpool há décadas. Na porta do tribunal, todos festejavam a decisão da Alta Corte, que deu razão ao Royal Bank of Scotland (RBS), logo o maior credor, em continuar o processo de venda do clube, afastando os antigos donos de cena, os americanos Tom Hicks e George Gillett. Mas a festa só ficou completa nesta sexta: por 300 milhões de libras (R$ 794 milhões), os Reds agora pertencem ao New England Sports Ventures (NESV), presidido por John W. Henry, também proprietário do time de beisebol Boston Red Sox.
Antes odiados por boa parte da torcida por causa da má fase em campo, Hicks e Gillett também viraram vilões ao tentarem impedir e atrasarem todo o procedimento com uma liminar concedida em Dallas, nos Estados Unidos, quando o anúncio oficial era aguardado. Na quinta, no entanto, nova vitória na justiça inglesa soou como irreversível dessa vez. E, após desgastante novela, o martelo foi oficialmente batido na tarde desta sexta.
- Estamos aqui para vencer. Estou feliz e orgulhoso - disse Henry.
A mudança surge como um sinal de nova era para os Reds. É justamente o verbo renovar que enche uma das torcidas mais fanáticas da Inglaterra de esperança. Não à toa o 15 de outubro de 2010 já é chamado por eles de “Dia da Independência”.
– Eu sei o quão frustrados estão os torcedores com o que tem acontecido e posso entender seus sentimentos. Mas todos nós temos sofrido com isso, especialmente a torcida, e agora é a hora de nós nos juntarmos e ajudarmos o clube a sair dessa situação – disse o capitão, porta-voz e “dono” do time, Steven Gerrard, após o anúncio da primeira decisão favorável no tribunal durante a semana.
Nesta sexta, véspera do clássico com o Everton pelo Campeonato Inglês, o técnico Roy Hodgson afirmou que a conclusão do negócio "tirou uma nuvem de cima do clube" e dará tranquilidade aos jogadores. Em um comunicado oficial no site dos Reds, o NESV revelou que também pagou boa parte da dívida do Liverpool, reduzindo-a de um valor entre 25 e 30 milhões de libras (R$ 66 a 80 milhões) para outro entre 2 e 3 milhões de libras (R$ 5 a 8 milhões).
A novela
Os conflitos internos, que marcaram um dos períodos mais conturbados da história do Liverpool, começaram quando Hicks e Gillett quebraram o acordo com o banco escocês na última renegociação da dívida (cerca de R$ 633 milhões) e afastaram o diretor comercial Ian Ayre e o chefe-executivo Christian Purslow. Além de desmentir publicamente o presidente Martin Broughton, que havia anunciado a venda para o NESV.
Como o prazo estipulado para o pagamento de boa parte do débito (R$ 528 milhões) vencia na sexta-feira, o descumprimento do trato com o RBS acarretaria em um pedido de concordata e a perda de nove pontos no Campeonato Inglês, que jogaria os Reds para a lanterna, com menos três pontos.
A vitória, então, trouxe os dirigentes de volta ao comando e o anúncio da venda passou a ser questão de horas, já que o responsável pelo negócio e à época provável futuro dono, John W. Henry, chegou à Terra dos Beatles na noite de quarta. Mas outra ação na justiça, dessa vez em Dallas, nos Estados Unidos, impediu a oficialização do negócio. Na quinta, outro triunfo do RBS na justiça inglesa anulou o pedido de Hicks e Gillett, alegando que “o caso nada tinha a ver com o Texas”. Torcedores novamente foram às ruas comemorar mais um capítulo vencido.
O fim da novela estava próximo. Embora outros dois compradores tenham mostrado interesse, sendo um empresário de Cingapura, que ofereceu R$ 950 milhões, e um fundo americano (Mill Financial), ambos desistiram depois de o clube praticamente desprezar as propostas. Com o caminho livre para o NESV, faltava apenas o sim da justiça. E ele veio nesta sexta-feira, logo após Hicks e Gillet retirarem a ação em Dallas (com a promessa de processar o clube e seus dirigentes em R$ 4,2 bilhões de indenização pela "trapaça"). Uma vitória com gol nos acréscimos do segundo tempo que deixará as preocupações de lado por tempo ainda indeterminado.
– Se o torcedor vir que o time dele está forte não vai se importar muito de onde está vindo o dinheiro. Lembro de quando a MSI comprou o Tevez, fui assistir ao primeiro jogo do argentino, conversei com torcedores e só via felicidade. Levantei a questão sobre indícios de lavagem de dinheiro, mas ninguém estava ligando. A mentalidade do torcedor inglês tem sido a mesma. O Chelsea e os times de Manchester não me deixem mentir – afirmou Tim Vickery, correspondente da BBC na América do Sul.
Novela se arrastou por vontade dos antigos proprietários
Por Victor Canedo
Rio de Janeiro
Era fim da manhã da última quarta-feira quando meia dúzia de torcedores cantava a plenos pulmões “You’ll Never Walk Alone”, música tema do Liverpool há décadas. Na porta do tribunal, todos festejavam a decisão da Alta Corte, que deu razão ao Royal Bank of Scotland (RBS), logo o maior credor, em continuar o processo de venda do clube, afastando os antigos donos de cena, os americanos Tom Hicks e George Gillett. Mas a festa só ficou completa nesta sexta: por 300 milhões de libras (R$ 794 milhões), os Reds agora pertencem ao New England Sports Ventures (NESV), presidido por John W. Henry, também proprietário do time de beisebol Boston Red Sox.
Antes odiados por boa parte da torcida por causa da má fase em campo, Hicks e Gillett também viraram vilões ao tentarem impedir e atrasarem todo o procedimento com uma liminar concedida em Dallas, nos Estados Unidos, quando o anúncio oficial era aguardado. Na quinta, no entanto, nova vitória na justiça inglesa soou como irreversível dessa vez. E, após desgastante novela, o martelo foi oficialmente batido na tarde desta sexta.
- Estamos aqui para vencer. Estou feliz e orgulhoso - disse Henry.
A mudança surge como um sinal de nova era para os Reds. É justamente o verbo renovar que enche uma das torcidas mais fanáticas da Inglaterra de esperança. Não à toa o 15 de outubro de 2010 já é chamado por eles de “Dia da Independência”.
– Eu sei o quão frustrados estão os torcedores com o que tem acontecido e posso entender seus sentimentos. Mas todos nós temos sofrido com isso, especialmente a torcida, e agora é a hora de nós nos juntarmos e ajudarmos o clube a sair dessa situação – disse o capitão, porta-voz e “dono” do time, Steven Gerrard, após o anúncio da primeira decisão favorável no tribunal durante a semana.
Nesta sexta, véspera do clássico com o Everton pelo Campeonato Inglês, o técnico Roy Hodgson afirmou que a conclusão do negócio "tirou uma nuvem de cima do clube" e dará tranquilidade aos jogadores. Em um comunicado oficial no site dos Reds, o NESV revelou que também pagou boa parte da dívida do Liverpool, reduzindo-a de um valor entre 25 e 30 milhões de libras (R$ 66 a 80 milhões) para outro entre 2 e 3 milhões de libras (R$ 5 a 8 milhões).
A novela
Os conflitos internos, que marcaram um dos períodos mais conturbados da história do Liverpool, começaram quando Hicks e Gillett quebraram o acordo com o banco escocês na última renegociação da dívida (cerca de R$ 633 milhões) e afastaram o diretor comercial Ian Ayre e o chefe-executivo Christian Purslow. Além de desmentir publicamente o presidente Martin Broughton, que havia anunciado a venda para o NESV.
Como o prazo estipulado para o pagamento de boa parte do débito (R$ 528 milhões) vencia na sexta-feira, o descumprimento do trato com o RBS acarretaria em um pedido de concordata e a perda de nove pontos no Campeonato Inglês, que jogaria os Reds para a lanterna, com menos três pontos.
A vitória, então, trouxe os dirigentes de volta ao comando e o anúncio da venda passou a ser questão de horas, já que o responsável pelo negócio e à época provável futuro dono, John W. Henry, chegou à Terra dos Beatles na noite de quarta. Mas outra ação na justiça, dessa vez em Dallas, nos Estados Unidos, impediu a oficialização do negócio. Na quinta, outro triunfo do RBS na justiça inglesa anulou o pedido de Hicks e Gillett, alegando que “o caso nada tinha a ver com o Texas”. Torcedores novamente foram às ruas comemorar mais um capítulo vencido.
O fim da novela estava próximo. Embora outros dois compradores tenham mostrado interesse, sendo um empresário de Cingapura, que ofereceu R$ 950 milhões, e um fundo americano (Mill Financial), ambos desistiram depois de o clube praticamente desprezar as propostas. Com o caminho livre para o NESV, faltava apenas o sim da justiça. E ele veio nesta sexta-feira, logo após Hicks e Gillet retirarem a ação em Dallas (com a promessa de processar o clube e seus dirigentes em R$ 4,2 bilhões de indenização pela "trapaça"). Uma vitória com gol nos acréscimos do segundo tempo que deixará as preocupações de lado por tempo ainda indeterminado.
– Se o torcedor vir que o time dele está forte não vai se importar muito de onde está vindo o dinheiro. Lembro de quando a MSI comprou o Tevez, fui assistir ao primeiro jogo do argentino, conversei com torcedores e só via felicidade. Levantei a questão sobre indícios de lavagem de dinheiro, mas ninguém estava ligando. A mentalidade do torcedor inglês tem sido a mesma. O Chelsea e os times de Manchester não me deixem mentir – afirmou Tim Vickery, correspondente da BBC na América do Sul.
quinta-feira, outubro 14, 2010
Passando por necessidade, ex-BBB Cida pede ajuda na TV
O programa "A Tarde é Sua" desta quinta-feira (14), na RedeTV!, recebeu a ex-BBB Cida, da segunda edição do reality show.
Cida contou em entrevista a Sonia Abrão que está precisando de ajuda para conseguir um emprego e que passa por necessidades. Ela tem encontrado dificuldade em trabalhar após sua participação no reality da Globo.
Cida, que já foi aeromoça, informou que foi aprovada em cinco seleções, mas no momento da entrevista acaba sendo descartada, pois lembram dela no programa. "Teve uma vez que a moça pediu dicas para entrar no programa. Fiquei furiosa e abandonei a entrevista", disse.
A ex-BBB fez um apelo às emissoras de TV dizendo que gostaria de trabalhar na área artística de preferência como atriz: "Ex-BBB também tem talento", desabafou.
Cida contou em entrevista a Sonia Abrão que está precisando de ajuda para conseguir um emprego e que passa por necessidades. Ela tem encontrado dificuldade em trabalhar após sua participação no reality da Globo.
Cida, que já foi aeromoça, informou que foi aprovada em cinco seleções, mas no momento da entrevista acaba sendo descartada, pois lembram dela no programa. "Teve uma vez que a moça pediu dicas para entrar no programa. Fiquei furiosa e abandonei a entrevista", disse.
A ex-BBB fez um apelo às emissoras de TV dizendo que gostaria de trabalhar na área artística de preferência como atriz: "Ex-BBB também tem talento", desabafou.
quarta-feira, outubro 13, 2010
Morre Eliézio Sousa Martins, do Boi de Cururupu
Com 74 anos, ele teve falência múltipla dos órgãos em decorrência de diabetes.Imirante
SÃO LUÍS - Morreu, por volta das 14h desta quarta-feira (13), Eliézio Martins, responsável pelo Boi de Cururupu, de sotaque Costa de Mão. Aos 74 anos, ele morreu de falência múltipla dos órgãos, em decorrência de complicações de diabetes.
Eliézio Martins, que era casado e tinha 14 filhos, estava internado há alguns dias no Hospital Centro Médico. Ele já está sendo velado em sua própria casa, rua Gomes de Sousa, nº 596, Vila Passos, e deverá ser enterrado na tarde desta quinta-feira (14), no cemitério Jardim da Paz.
Com o Boi de Cururupu, Eliézio mantinha vivo o sotaque Costa de Mão, talvez o mais singular e raro sotaque de bumba meu boi no Maranhão.
Foto: Biné Morais/ O Estado
domingo, outubro 10, 2010
PÔR DO SOL DA PONTE JOSÉ SARNEY
Não sou tão competente como um Biné Morais. No entanto, às vezes quebro meu coco.
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