segunda-feira, junho 29, 2009

Lula diz que Mangabeira Unger deixará o governo

O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos,
Mangabeira Unger (Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil )


Segundo presidente, ministro não conseguiu ampliar licença de Harvard. Na semana retrasada, em nota, ele disse que pretendia ficar no governo.

Jeferson Ribeiro
Do G1, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou na tarde desta segunda-feira (29) que o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, deixará o governo por não ter conseguido ampliar sua licença de professor da Universidade de Harvard, nos EUA. O presidente não disse quem o substituirá.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Assuntos Estratégicos informou que o ministro não se pronunciará nesta segunda-feira sobre sua saída do governo. Os assessores disseram que ele ainda não informou a data que deixará o ministério e que deve falar sobre o assunto somente na terça-feira.

A chegada de Mangabeira ao governo foi cercada de polêmica, porque antes de se tornar ministro ele classificou o governo Lula como “o mais corrupto da história” e chegou a pedir o impeachment do presidente num artigo publicado no jornal "Folha de S. Paulo" em 2005.

Já na campanha eleitoral pela reeleição, em 2006, Lula perdoou Mangabeira, que chegou a participar de um dos comícios do presidente.

Mangabeira emitiu nota na quarta-feira (17) informando que pretendia continuar no governo. A nota foi uma resposta aos boatos sobre sua saída do ministério por conta de uma possível troca de partido. Ele está no ministério a pedido do vice-presidente da República, José Alencar, que é filiado ao PRB.

Prefiro que haja mais interesse pelo meu corpo do que por minhas ideias, diz Millet

A escritora francesa Catherine Millet, convidada da sexta edição da Flip (Foto: AFP)

Crítica de arte francesa narrou suas aventuras sexuais em livro. Catherine Millet estará na Flip, evento literário em Paraty (RJ).

Shin Oliva Suzuki
Do G1, em São Paulo

Antes da enxurrada de confissões sobre experiências sexuais por autoras como Lolita Pille e Melissa Panarello, ou antes mesmo do diário de Bruna Surfistinha, uma quarentona intelectual francesa chamada Catherine Millet já fazia metade de seu país soltar um “ulalá” ao revelar sua atividade favorita quando não estava à frente de uma conceituada revista de arte: sexo desenfreado, com múltiplos parceiros e de várias maneiras.

A fundadora da respeitada “Art Press” e crítica de arte, que participa da sexta edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) nesta semana, relatou orgias com 150 pessoas, transas com desconhecidos no Bois de Boulogne, o maior parque de Paris, um ménage à trois envolvendo dois cozinheiros africanos, entre outras revelações bem detalhadas ao longo das 220 páginas de “A vida sexual de Catherine M.” (2001) – lançado no país pela Ediouro.

Programada para o próximo domingo (5), a mesa literária conduzida pela psicanalista Maria Rita Kehl também servirá para Millet, de 51 anos, falar de seu trabalho mais recente, “A outra vida de Catherine M.” (“Jour de souffrance” no original, que está saindo aqui pela editora Agir). O livro traz novas revelações, mas de uma outra espécie: a mulher entusiasta da libertinagem deixa agora à mostra o ciúme doentio quando descobre as eventuais puladas de cerca do marido, o escritor Jacques Henric.

“Não posso explicar a contradição. Eu a vivo. Os seres humanos não são monólitos. Eles são cheios de contradições e uma delas que é uma das mais disseminadas é que, à vezes, os sentimentos entram em conflito violento com a filosofia e a regra da vida”, diz Millet ao G1, em entrevista por e-mail.

Para a escritora, o impulso sexual forte sempre existiu em sua vida. “Mas me parece que foi como a maior parte das crianças: muito curiosa por qualquer coisa sobre a qual não se sabe o nome: o sexo. Eu tinha jogos eróticos com o meu irmão e, depois, com os meus colegas de colégio, e então descobri a masturbação. Como a minha família não era muito repressora, essa libido se desenvolveu naturalmente”.

Sem dramas pessoais nem um espírito de rebeldia para os que querem uma justificativa para a sua vida sexual intensa, Millet prefere apontar para uma atmosfera propícia para que isso acontecesse. “Eu não elaborei uma filosofia transgressora porque eu vivi minha juventude numa época e num ambiente muito livres. Eu viva minha liberdade sexual como um peixe dentro d’água. E adorava que todos fossem como eu.”

domingo, junho 28, 2009

Papa revela ter encontrado restos de São Paulo

Papa Bento XVI (Foto: Tara Todras-Whitehill/AP)
Bento XVI informou que uma sonda foi inserida no sarcófago do santo. Fragmentos ósseos eram de uma pessoa que viveu no século I
Do G1, em São Paulo, com informações da EFE
O Papa Bento XVI encerrou neste domingo (28) o Ano Paulino e revelou que restos que estão na Basílica de São Paulo Extramuros, em Roma, pertencem ao Apóstolo dos Gentios.
Diante de milhares de fiéis e representantes do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, reunidos na basílica dedicada ao apóstolo Paulo, o papa informou que recentemente uma sonda foi inserida no sarcófago que se conserva sob o altar maior local.
A sonda revelou a existência, no interior do sarcófago, de um precioso tecido de linho de cor púrpura laminado em ouro puro e outro de cor azul com fios de linho, assim como de grãos de incenso vermelho e substâncias protéicas e calcárias.
Também foram encontrados pequenos fragmentos ósseos, que foram submetidos a exames por "especialistas que desconheciam de onde provinham, e que deram como resultado pertencer a uma pessoa que viveu entre o primeiro e o segundo século", acrescentou o papa.
"Tudo parece confirmar a unânime e incontrastável tradição de que se tratam dos restos mortais do apóstolo Paulo, o que nos enche de profunda emoção", afirmou o pontífice.
Bento XVI, que dedicou este Ano Paulino às celebrações pelos 2 mil anos de nascimento de São Paulo, lembrou os vários escritos de Paulo de Tarso, entre eles as Cartas aos Romanos, nas quais fala do "homem novo".

Brasil consegue virada maiúscula sobre os Estados Unidos e leva a taça

Luís Fabiano e Kaká correm para o abraço após um dos gols do Brasil

Seleção conquista a Copa das Confederações depois de começar com desvantagem de dois gols. Luís Fabiano (dois) e Lúcio garantem o vira-vira

Thiago Dias e Thiago Lavinas, direto de Joanesburgo

Se o lema dos americanos era “Yes, we can” (“Sim, nós podemos), imortalizado pelo presidente Barack Obama, a seleção de Dunga mostrou que é brasileira e não desiste nunca. Após sair perdendo por 2 a 0 no primeiro tempo, virou na etapa final e conquistou neste domingo a Copa das Confederações pela terceira vez na história (ganhou também em 1997 e 2005) com a vitória de 3 a 2 sobre os Estados Unidos no estádio Ellis Park, em Joanesburgo.

A temperatura na África do Sul marcava 7ºC, com sensação térmica de 2ºC. Frio, assim como será na Copa do Mundo de 2010. Mas uma final quente, movimentada, e que os sul-africanos esperam ver novamente no ano que vem. No primeiro tempo, dois gols americanos: Dempsey e Donovan. Na etapa final, três gols brasileiros: dois de Luís Fabiano, artilheiro do torneio com cinco, e um de Lúcio, que pela primeira vez levantou a taça como capitão do Brasil.

Poderia ter tido mais, caso o bandeirinha Henrik Andren tivesse marcado um de Kaká, também após o intervalo: a bola cruzou a linha antes de o goleiro Howard pegar, mas o auxiliar não viu e o árbitro sueco Martin Hansson mandou o lance seguir.

Com o título, o Brasil passa a ser o maior campeão nas duas competições oficiais da Fifa de futebol profissional: cinco Copas do Mundo e três Copa das Confederações (a França tem duas conquistas).

Em 45 jogos com o técnico Dunga, são 31 vitórias, 10 empates e apenas quatro derrotas. Com os dois gols deste domingo, Luís Fabiano virou o artilheiro da era Dunga, com 16, um a mais que Robinho.

Nos primeiros 45 minutos, o Brasil teve 59% do controle da bola. Mas foram os Estados Unidos que conseguiram tudo que o time de Dunga queria: um gol no início e outro no meio do tempo, apostando nos contra-ataques, para ficar com tranquilidade na partida.



sexta-feira, junho 26, 2009

Rapaz atropelado em SP por Jackson não recebeu indenização, diz advogado


Márcio Alberto de Paula recebe visita de Michael Jackson em outubro de 1993, após ser atropelado por carro de segurança do cantor (Foto: Folha Imagem)

Márcio Alberto de Paula, 31 anos, foi atingido por carro aos 15 anos
Ele sofreu fratura na perna e terá de fazer nova cirurgia, diz pai

Glauco Araújo
Do G1, em São Paulo

O jornalista Márcio Alberto de Paula, 31 anos, nunca recebeu indenização por ter sido atropelado por um carro da segurança de Michael Jackson, em outubro de 1993, durante a vista do cantor a São Paulo, de acordo com o advogado Wanderlei Minitti, que representa o rapaz. Ele fraturou uma das pernas e teve de fazer uma longa recuperação. Na ocasião do acidente, o cantor o visitou no hospital e teria feito a promessa de que iria pagar o tratamento médico, ainda segundo o advogado.

O jovem estava acompanhado da irmã, a nutricionista Renata Elaine de Paula, 28 anos, na saída do cantor, que tinha fechado o parque Playcenter, em São Paulo. Naquela época, eles tinham 15 e 12 anos, respectivamente.

"Eles receberam muitas promessas de assessores do Michael Jackson, mas até hoje eles não receberam um centavo para os gastos com médico", disse o advogado Minitti, que entrou com uma ação de danos morais e materiais na Justiça de São Paulo, em 1994.

Minitti não quis detalhar a situação do processo, mas disse que o caso foi julgado por três juízes auxiliares. "Foi ferido o direito de juiz natural, por o correto, neste caso, seria o processo ser analisado por dois desembargadores e apenas um juiz auxiliar".

quarta-feira, junho 24, 2009

Nasa investiga mistérios sobre bolhas cósmicas gigantes

À esq., imagem mostra a bolha cósmica (amarelo), a galáxia adolescente (branco, no centro) e buraco negro (azul); à dir., concepção artística registra uma galáxia no interior da bolha

Nasa/Divulgação

A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta quarta-feira em seu site as imagens de gigantescas bolhas de gás hidrogênio conhecidas na astronomia como "Cosmic Blobs" (Bolhas Cósmicas, na tradução em inglês). Os cientistas utilizaram o telescópio espacial Chandra X-ray para observar os corpos cósmicos com o objetivo de tentar identificar as fontes de energia brilhantes que envolvem as misteriosas bolhas.

Conforme o estudo, estas bolhas não são galáxias-bebês como os astrônomos imaginavam, e sim, galáxias passando por um processo semelhante à "puberdade". Constituídas por "Lyman-alpha blobs" - espectros ultravioleta compostos pela emissão de átomos de hidrogênio descobertos pelo físico Theodore Lyman, em 1906 -, elas possuem centenas de milhares de anos-luz de diâmetro.

Os astrônomos analisaram 29 desses círculos de gases em uma área distante do universo, que remonta a mais de 11 bilhões de anos atrás. O principal autor da pesquisa, James Geach, da Universidade Durham, na Inglaterra, explicou que o caos no interior das bolhas é semelhante aos violentos processos sofridos por galáxias e buracos negros.

Para o especialista, a energia emanada representa a última crise antes do amadurecimento destes fenômenos cósmicos. Os resultados do estudo foram publicados na edição deste mês da revista Astrophysical Journal.

"Perplexo", New York Times exalta esforço de seleção

Altidore comemora gol na vitória americana

Foto: AFP

Assim como boa parte da imprensa americana, o tradicional jornal The New York Times deu destaque à vitória da seleção dos EUA sobre a Espanha em sua versão on-line. Em um espirituoso texto, a página valorizou a vitória e os esforços da equipe nacional.

"O melhor time do mundo, a Espanha, que joga com tanto estilo e classe, ficou tão perplexo quanto nós que assistíamos à semifinal da Copa das Confederações hoje", exaltou o site do veículo após o jogo.

A página lembrou os esforços do time por "ter lutado para unir futebol de qualidade com o máximo de esforço", além de referir-se a vitória como o principal marco do futebol do país desde o triunfo por 3 a 2 sobre Portugal na primeira fase da Copa do Mundo de 2002.

O The New York Times também recordou a vitória por 1 x 0 sobre o Brasil na Copa Ouro de 1998.